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17/10/2023

[Live Report] RIVERSIDE - ID.ENTITY TOUR 2023 - AUTUMN EDITION | Special Guests - Lesoir | LAV - Lisboa Ao Vivo | 11.10.2023


















Lesoir
no "ID.Entity Tour 2023": Uma tela de tons musicais no coração de Lisboa.

No Lisboa Ao Vivo, quando os holofotes banharam o palco com o seu brilho etéreo, os neerlandeses Lesoir (Os Convidados Especiais) surgiram como os anunciadores de uma odisseia musical. A presença da banda encheu a sala com uma sensação vibrante, a sua aura brilhava com a promessa de um espetáculo excecional.























Os Lesoir abriram o seu enigmático universo musical com "Push Back the Horizon", deixando imediatamente a plateia animada com os seus sons apaixonados e melodias cativantes. A setlist, uma sequência luminosa de canções, contava cada uma uma história, com narrativas de inovação e fascínio.


As canções como "Mosaic" e "You Are the World" fluíram suavemente, criando uma bela sequência de caprichosas melodias que ressoavam com influências poderosas, desde as camadas imersivas do rock progressivo até à borda crua do alternativo, e um toque gracioso da estética do art-rock. Os Lesoir coloriam o palco com pinceladas ousadas de influências musicais, cada nota reverberando com ecos de influências como Anathema, Gazpacho, Pineapple Thief, até mesmo Pink Floyd, e uma voz tentadora que fazia lembrar Kate Bush em algumas passagens.


Seguiram-se "Somebody Like You" e a brutal “Babel 'The Warning' (section)”. Aqui, a banda desencadeou uma tempestade de energia cósmica, com as notas a atravessar a sala com uma emoção e uma intensidade impressionante. Temas como "Dystopia" e "The Drawer" foram exemplos deliciosos da capacidade de Lesoir para criar dimensões musicais que ecoavam com profundidade, relevância e um apelo intemporal.


A setlist de Lesoir foi uma sinfonia em que cada canção foi um movimento, um concerto hipnotizante, lirismo poético e paisagens sonoras atmosféricas. O concerto que Lesoir nos ofereceu foi uma obra-prima, uma mistura de talento musical, profundidade emocional e harmonia.


Encerrando a sua atuação com "Two Faces", Lesoir deixou o palco com os aplausos a ecoarem retumbantes de um público impressionado com a sua atuação.


























Um ar palpável de excitação impregnava a sala 2 do LAV à medida que o tempo avançava, preparando-se para uma noite extraordinária com Riverside a brindar-nos com a ID. Entity Tour. Todos os elementos, desde o palco desenhado de forma (aparentemente minimalista) até que a iluminação impecável quebrava essa ideia, criando um ambiente repleto de expetativa.


Abrindo com '#Addicted’ e mergulhando a sala num som magnífico, Riverside criou instantaneamente uma ligação magnética com o público. 


Seguiram-se 'Panic Room’ do álbum de 2007 “Rapid Eye Movement” (para mim a obra-prima de
Riverside) e 'Landmine Blast’. A capacidade da banda de criar atmosferas vívidas brilhou em 'Big Tech Brother' e 'Left Out', onde cada acorde parecia ecoar com estórias emocionantes. Estes temas faziam-nos viajar no tempo… Perfeito!

Cada canção parecia desvendar uma nova camada do seu espírito, envolvendo o público numa floresta de sons e emoções. A técnica musical extraordinária dos Riverside e as mudanças melódicas inesperadas envolviam o público de forma hipnotizante.

Uma surpresa interessante aconteceu quando "Post-Truth" se fundiu perfeitamente com outro clássico dos Riverside, criando uma secção que se destacou como um dos pilares da sua performance. A banda surfava através de um espetro de emoções, culminando em "Friend or Foe?", que resumia a versatilidade da banda e a sua excelência musical.


E depois, o encore, um triunfante finale que refletiu a essência crua da qualidade de Riverside. 'Self-Aware', colada a 'Driven to Destruction’ do “Anno Domini” o brilhante EP de 2009, e a lindamente estendida 'Conceiving You’ do álbum de 2005 “Second Life Syndrome” (só de escrever estes temas, fico com uma enorme vontade de rever a discografia completa) deixaram o público encantado, cada acorde, cada riff, cada solo, ecoando como um lembrete do brilho musical que fora esta noite.

O encore parecia ressoar com um tipo especial de magia, marcando o auge do concerto. Os prolongamentos, a execução refinada e o puro impacto emocional criaram uma atmosfera de deslumbramento.


Pessoalmente, o concerto foi um turbilhão de emoções e brilhantismo musical. Houve momentos de vulnerabilidade crua, energia eléctrica e puro deleite musical que o tornaram numa experiência profundamente pessoal e memorável.

Em comparação com as gravações em estúdio, a atuação ao vivo acrescentou novas dimensões, calor, intimidade e espontaneidade. A autenticidade da interação, as emoções partilhadas com o público e a atmosfera única fizeram do concerto um tesouro de momentos memoráveis.


Setlist

Texto : Mário Ruy Vasconcelos (SFTD Radio)
Fotos da plateia: Mário Ruy Vasconcelos
Agradecimentos à Promotora: Free Music Events



07/10/2023

[Live Report] Memorial Tour 2023 | Soen + Terra + Molybaron | LAV - Lisboa Ao Vivo 05.10.2023


Uma noite de encanto musical...

Lá fora, a atmosfera estava fantástica quando o público se reunia em torno do LAV, na passada quinta feira, com as portas a abrirem às 20h para (mais) uma noite de excelência de rock.
A casa rapidamente enchia e proporcionava um ambiente magnífico, preparando o terreno para uma experiência inesquecível para muitos que nunca tinham assistido a um espetáculo tão marcante como este, e claro, também para os repetentes dos concertos de Soen, que pela quinta vez se apresentam às nossas plateias. A expetativa no ar era palpável, e o palco estava banhado numa aura cativante.

por Mário Ruy Vasconcelos (iPhone foto)















  

A noite começou com uma abertura vigorosa da banda italiana TERRA, os quatro Elementos do grupo, Daniele ‘Zed’ Berretta, Lorenzo ‘JB’ Saponettaque, Paolo Luciani e Stefano Alfonsi, teceram sem esforço as suas paisagens sonoras tribais e experimentais nos ouvidos do público. A introdução de inspiração tribal deu o mote para uma viagem sónica imersiva, e os TERRA misturaram magistralmente elementos de músicas do mundo e rock, um testemunho da sua versatilidade musical. Em "Create Mutate Erase" mostrou a sua capacidade de misturar riffs pesados com melodias mais complexas sem problemas. A bela cover de "Teardrop” (Massive Attack), recebeu um tratamento único dos TERRA, e os ritmos intensos de "Rise" deixaram o público maravilhado.
A atuação da banda foi um turbilhão de emoções, com momentos de introspeção pontuados por momentos fulgurantes. A sua música convidou o público a explorar os seus pensamentos e sentimentos mais íntimos, tornando a atuação dos TERRA uma experiência profundamente pessoal para todos os presentes. Terminaram em apoteose com uma performance cénica, com os percurssionistas a envolverem-se de forma exuberante com o público.

Foi simplesmente brilhante!





Uma fusão ardente de sons!
Depois de TERRA, o palco foi entregue ao conjunto franco-irlandês, MOLYBARON. A escolha dos temas foi uma montanha-russa de emoções, combinando elementos de rock alternativo e metal progressivo. Começaram com "Something Ominous", uma faixa de alta energia que imediatamente atraiu a atenção do público. As músicas fluíam, com destaques para a intensa "Animals" e a emocionante "Something for the Pain". "Lucifer" trouxe um elemento mais sombrio e pesado à sua atuação, enquanto "Vampires" mostrou a sua musicalidade dinâmica. A presença em palco da banda foi magnética. A química da banda era evidente, pois alimentavam-se da energia do público, e os efeitos de iluminação adicionaram uma camada de intensidade à sua performance. Foi uma apresentação cativante que deixou o público revigorado e pronto para mais.
A performance de Molybaron provocou uma resposta entusiasmada do público que estava totalmente envolvido e conectado com a música da banda. A capacidade de MOLYBARON transmitir emoções cruas através de sua música conquistou o público.

Em conclusão, TERRA e MOLYBARON, os convidados especiais da Memorial Tour, apresentaram performances incríveis que montaram o cenário para uma noite inesquecível de música ao vivo. As sonoridades etéreas e as interpretações inovadoras de TERRA, combinadas com a fusão ardente de sons de MOLYBARON, garantiram que o público estivesse totalmente imerso no mundo da música progressiva. Como bandas de abertura, não só aqueceram o público para o nome de cartaz como também deixaram uma impressão duradoura, tornando-as em nomes a ter em conta no futuro nos palcos portugueses.
Quer seja um apaixonado por rock progressivo ou simplesmente um amante de música, esta malta proporcionou naquela noite uma experiência emocionante e envolvente para todos.



Pelas 22:10h, Soen, os headliners da noite, agraciaram o palco com uma setlist que abrangeu a sua ilustre carreira. O seu estilo de metal progressivo foi executado na perfeição, demonstrando a qualidade técnica de cada membro. Faixas como "Sincere" e "Martyrs" foram entregues com tal fidelidade que deixaram o público admirado.

O cenário era minimalista, permitindo que a música ocupasse o centro do palco. Os efeitos de iluminação desempenharam um papel crucial na melhoria da experiência geral, com mudanças subtis de cor e intensidade a refletir a profundidade emocional da música. O fumo sobre os músicos criava uma atmosfera imersiva que atraía o público para dentro da música. Lindo de se ver!

O entusiasmo na plateia era incontrolável, com cada canção a ser recebida com aplausos fervorosos. O público estava completamente absorvido pela música, balançava ao ritmo e cantava cada música juntamente com a banda. As reações emocionais variaram desde o headbanging nos sons mais intensos até aos momentos de silêncio contemplativos durante as faixas mais introspetivas.




Como testemunha desta noite extraordinária, é difícil apontar um único momento de destaque. A hipnotizante introdução tribal de TERRA, a performance de alta octanagem de MOLYBARON e a profunda jornada musical de Soen, cada um deixou uma marca indelével. Foi uma montanha-russa de emoções que mostrou o poder da música ao vivo para se conetar com a alma.


Comparar a performance ao vivo dos Soen com as suas gravações de estúdio é um comprovativo da sua excelência. 

As complexas camadas e subtis nuances dos seus álbuns foram trazidas à vida de uma forma que só pode ser experienciada ao vivo. Este concerto foi, de facto, uma experiência única para muitos.







Em conclusão, a "Memorial Tour", foi uma noite para ser recordada. As bandas apresentaram performances que transcenderam as expetativas e deixaram o público com vontade de mais.


























Texto : Mário Ruy Vasconcelos
Fotos: Joana Marçal Carriço
Agradecimentos à Promotora: Free Music Events

17/10/2022

[Report] Amon Amarth e Machine Head "Vikings and Lionhearts Tour" | Campo Pequeno Lisboa | 09.10.2022


Ter Machine Head e Amon Amarth a partilharem o palco numa digressão, e ambas as bandas com discos frescos cá fora, ansiosos por mostrarem ao vivo os seus mais recentes trabalhos?! Bem, estivemos lá para os receber, para os ver e ouvir. 

10/10/2022

[Report] Behemoth e Arch Enemy "European Siege Tour" | Coliseu dos Recreios Lisboa | 07.10.2022

Na passada noite de sexta, Lisboa abraçou mais um impressionante evento de metal extremo, a European Siege Tour. Estava uma atmosfera agradável naquela zona da baixa lisboeta com as portas do Coliseu dos Recreios a abrirem-se a uma hora (invulgarmente) precoce das 17:30h. para assistirmos às quatro bandas de metal que preenchiam o cartaz, lideradas pelos Behemoth e os Arch Enemy, e que prometia ser um grande espetáculo.

02/09/2022

[Report] SonicBlast Fest '22 encerrou evento com chave de ouro, com os míticos Pentagram, My Sleeping Karma e Orange Goblin!

 

 Dia 0 | Dia 1 | Dia 2 | Dia 3 (13-Ago)

 

A família das tribos rock estava completa! Estavam presentes as bandas que faltavam e o ambiente era de riso e o calor convidava à 'pandega' com os rios de cerveja que se formavam no recinto e que corríam de mão em mão, entre copos reutilizáveis de vários tamanhos ou os rápidamente famosos, jarros de litro, do precioso líquido refrescante, Super Bock!!

30/08/2022

[Report] SonicBlast Fest aqueceu na Duna dos Caldeirões com o 2º dia de concertos e a população de Âncora acolheu festivaleiros (Pt.3/4)

 

 Dia 0 | Dia 1 | Dia 2 (12-Ago) | Dia 3

 

Na mata da Duna dos Caldeirões em Âncora, o dia amanhecia com nevoeiro e a frescura da brisa do mar aliviava o acordar estremunhado depois de dois dias de endurance de música, pó e calor.
No camping avistavam-se as correrías ao wc mato em modo de sobrevivência, tentando esconderem-se no arbusto mais próximo.
Por andar nesta vida dos festivais há bastante tempo, e sempre a acampar para não perder pitada dos eventos, mesmo com a falta de água e outras comodidades consegui ter algum conforto na minha estadia mas não evitou contudo, as looongas caminhadas para satisfazer as necessidades mais básicas.

[Report] SonicBlast Fest apresentou no 1º dia de festa um cartaz de peso e cheio de vários estilos e cores do Rock. (pt.2/4)

 

 Dia 0 | Dia 1 (11-Ago-2022) | Dia 2 | Dia 3

 

 
Esta edição de SonicBlast Fest foi uma espécie de reunião de família onde a tribo, com idades compreendidas entre os 20+s e os 50+s, teve a oportunidade de rever a maioria das bandas que participavam neste evento e os mais jovens de verem ao vivo, bandas lendárias.
As repetidas presenças de Conan, Orange Gobling, Pentagram ou My Sleeping Karma e os grandes cabeças de cartaz os Electric Wizard compunham um alinhamento de excelência para estes 3 dias e tivemos tudo o que tínhamos direito, boa e nova música e a sensação de partilha transcendental durante os concertos, que só esta tribo sabe ter, contagiando-nos a todos.
 

17/12/2021

[Report] SOEN + Oceanhoarse & Lizzard @ Lisboa ao Vivo

Após o nosso maior (e único) interregno, voltamos 22 meses depois às reportagens de concertos. Fica a saber como foi a extraordinária noite dos SOEN em Lisboa, no dia 2 de Dezembro, pela pena de Mário Rui Vasconcelos e pela lente da Joana Marçal Carriço:

Tínhamos como referência o concerto da noite anterior no Porto (Hard Club) que teve a lotação esgotada e, claro, todas as passagens dos SOEN por Portugal que por si só torna este artigo um riterar de opinião acerca dos SOEN. Creio que as terras lusas farão sempre parte do itinerário da banda, nas suas tours. Nas poucas oportunidades que houveram para lançar algumas perguntas a Joel Ekelöf, este confessou que o concerto dado no Porto foi fantástico e emocionante, mas que vir atuar a Lisboa é sempre uma satisfação e emoção enormes. “...para além daquele momento do concerto que temos todas as atenções voltadas para nós, Lisboa tem tudo o que nos faz querer sempre voltar...”.


O novo espaço LAV (Lisboa Ao Vivo) não esgotou, tal como aconteceu no Hard Club mas teve uma moldura humana bastante atrativa. Dadas as condicionantes e circunstâncias atuais, até que foi bom podermos estar num espaço arejado onde dava para manter algum distanciamento entre as pessoas.


Às 21h sobem ao palco os finlandeses OCEANHOARSE. Formada em 2016 esta banda da nova vaga do heavy metal conta com um álbum de estúdio, lançado em Agosto deste ano, um álbum ao vivo e um EP. A somar, trazem na bagagem uma boa experiência de concertos como banda de suporte e também em nome próprio. Embora desconhecida para a maior parte do público português a banda conta com rostos familiares no metal finlandês.

Entre a banda e público havia muita energia reprimida pela ausência dos palcos e plateias há praticamente dois anos... era preciso soltar toda essa energia. E foi o que aconteceu com uma setlist de 10 temas com que nos brindaram, entre estas o ‘Bark at the moon’ (cover de Ozzy Osbourne).


No final, as opiniões repartiam-se entre “agradável surpresa, preciso de ouvir mais, gostei muito...”. Queremos, pois, que os OCEANHOARSE saibam que conquistaram o público tuga.


No intervalo, era o momento de rever os amigos e rostos conhecidos, ida ao bar para uma fresquinha ou ainda uma visita ao espaço do merchandising. A mim, sabia muito, mas muito bem mesmo, sentir aquela atmosfera (de um retomar à normalidade de outrora).

Os franceses Lizzard foram para mim uma muito agradável surpresa. Os três membros da banda, Katy Elwell na bateria, William Knox no baixo e Mathieu Ricou na voz e guitarra vieram com um espírito fluido, cativante e luminoso, que se revelou viciante todo o tempo que tocaram. E que oferta de boa música este trio nos deu. Com maior incidência no seu último álbum “Eroded” editado em Fevereiro deste ano, podemos ainda assim ouvir temas dos trabalhos anteriores.


Não há falhas, a quantidade certa de refrões e os arranjos concisos trouxeram uma grande vitalidade para as músicas bem feitas em 'The Decline' e particularmente em 'Haywire' e ‘Vigilent’ com as suas três guitarras sobrepostas e os riffs que se sucediam, cada um mais criativo do que o outro.


Mathieu divertia-se e interagia com o público que lhe respondia tão bem que o surpreendia (nunca tocou em Portugal está visto :D ). 


*Vale bem a pena conhecer o trabalho desta malta...

A banda sueca de metal progressivo SOEN lançou o seu mais recente trabalho “Imperial” em janeiro deste ano. SOEN é uma daquelas (raras) bandas que lançam álbuns excelentes uns após os outros. "Imperial", vem na sequência do seu quarto álbum altamente aclamado, "Lotus", lançado em fevereiro de 2019. Neste último álbum continuaram a desenvolver e a expandir um som melódico, pesado e complexo, que deixa os fãs e os mais melómanos inebriados com as suas composições.


Ah! O Concerto... 22:40h


*Confesso que esperava nada menos, quanto mais, tão bom como o de 2019 no RCA Club. 


‘Monarch’ é a malha com que rasgam o cenário sobre um jogo de luzes ténues. A presença destes rapazes em palco é tão cativante e poderoso, que é praticamente impossível ficar indiferente às pedradas do Martin Lopez por detrás daquele arsenal da bateria, a impedância do som no baixo e as guitarras afinadas que ora gritam, ora choram... fu*k yeah!


A música de SOEN é simplesmente magnética, com tantas nuances e humores que a envolvem. Os temas que compõem “Imperial” são tão majestosos como qualquer outro que tenham lançado até ao momento e à exceção de ‘Dissident’ e ‘Fortune’ os restantes foram tocados nesta noite.

Arrisco-me a dizer que este concerto é uma imagem espelhada do Lotus Tour 2019. As faixas deste último álbum têm a mesma estrutura e estilo de composição, talvez um pouco mais sombrio, embora tão requintado e belo como o seu antecessor e, é deste que sai a segunda malha da noite ‘Rival’. Que som sublime, os riffs distorcidos sacados pelos guitarristas Cody Lee Ford e Lars Enok Åhlund eram deliciosos. Era apenas o segundo tema deste gig e já o público saltava e cantava em coro.

‘Deceiver’ é mais feroz, mais dinâmico e livre, com um groove que implora por ouvidos refinados e exigentes.


Até ao momento as músicas intercalavam-se entre o “Imperial” e o “Lotus”, mais pareciam tiradas do mesmo álbum. Seguem-se ‘Lunacy’ e ‘Martyrs’ até que (finalmente) do seu álbum debutante “Cognitive” de 2011 oferecem-nos ‘Savia’. Originalmente a banda era formada por nomes monstruosos do metal, o baterista Martin Lopez (ex-OPETH, AMON AMARTH), o baixo Steve DiGiorgio (SADUS, TESTAMENT, DEATH, ICED EARTH), Joel Ekelöf (WILLOWTREE) que não precisa de apresentações e o guitarrista Kim Platbarzdis, ou como quem diz, um supergrupo.

Sentia-me impelido a olhar em redor para sentir a reação do público, percebia a mescla de sensações que os SOEN causavam, quer nos que os viam e ouviam pela primeira vez, quer nos repetentes... um ambiente magnífico e por certo não deixou a banda indiferente às reações do público.


Pesado e grandioso ‘Lumerian’ deu um brilho extraordinário ao espetáculo. O instrumental desta faixa é poderoso. Lars Enok Åhlunddividia-se entre a guitarra, teclas e segundas vozes. Uma repetição deste tema, não me pareceria nada mal. :D É uma música perfeita em todos os aspetos da sua composição.

Se tivessem de fazer um ‘Best of Soen’, esta setlist seria eleita com certeza.


‘Covenant’, ‘Modesty’, ‘River’ e ‘Antagonist’ serão temas que sempre queremos ouvir e teríamos sempre de incluir o belo tema ‘Illusion’ suave, com um solo de guitarra brilhante e aquele mood tranquilo, juntando uma mensagem com um significado maior.


Para os que já tiveram oportunidade de ver e ouvir SOEN ao vivo, sabem que nãos se despediriam, sem nos brindar com um encore. É aqui que podemos escutar outro tema que não do “Lotus” ou “Imperial”.


Entre os temas ‘Lascivious’ e ‘Lotus’, a malha ‘Sectarian’ de “Lykaia” que é mais um soberbo trabalho da banda.


Um feito impressionante de musicalidade e beleza poética, as músicas e desempenho em palco que falam tanto à mente quanto à alma com composições brilhantes, vozes excecionais e letras com profundo significado. 

*Que se mantenham de acordo com estes padrões


Texto: Mário Rui Vasconcelos
Fotos: Joana Marçal Carriço
Agradecimentos: Free Music Events
 

04/03/2020

[Report] Leprous, Klone, Maraton no Lisboa ao Vivo, 01-03-2020


Após ter marcado presença no Comendatio Music Fest em 2019, a banda norueguesa Leprous regressou aos palcos lusos, desta vez em nome próprio, para apresentar o seu mais recente trabalho.
Os dois concertos marcados, o primeiro no dia 28 de fevereiro no Hard Club (Porto), e 1 de março no Lisboa Ao Vivo (Lisboa), eram aguardados por um crescente número de fãs, após o término da tour Malina e do lançamento de “Pitfalls”.

13/12/2019

[Report] Lisboa rendida à evangelização dos GHOST


Apenas sete meses depois de abrirem para Metallica no Restelo, os Ghost regressavam a Lisboa, à mesma sala que encheram em 2017, ainda no reinado do Papa Emeritus III, agora esgotando-a bem antes da data, desta feita com o Cardinal Copia como rosto e mestre-de-cerimónias da soturna celebrarão eclesiástica. 

18/11/2019

[Report] Apresentações do novo álbum "Seethe" dos Blame Zeus


Fundado em 2010, o conjunto portuense Blame Zeus viu o seu primeiro trabalho “Identity” conhecer a luz do dia em 2014 e eclodir logo com impacto na cena nacional, somando elogios e certezas de serem um dos mais sólidos e capazes projetos nacionais. 

14/11/2019

[Report] Sullen e Needle no Teatro Helena Sá e Costa, Porto


Segundo dia de Novembro, fim-de-semana prolongado após o Dia de Todos os Santos. Duas bandas do mais alto nível nacional preparavam-se para nos encher de razões que justificariam a nossa comparência no Teatro Helena Sá e Costa, com hora marcada para as 21h30.

13/11/2019

[Report] Hell Over Europe III: Aborted, Entombed A.D. e Baest em Lisboa

Depois de uma curta, mas muito celebrada passagem pelo Vagos Metal Fest já este ano, exigia-se o retorno a solo nacional dos Aborted para uma atuação com as melhores condições técnicas e uma set list mais longa que concedesse aos fãs uma melhor oportunidade para desfrutar da sua música. 

07/11/2019

[Report] Lisboa em chamas: Moonspell, Rotting Christ e Silver Dust no Capitólio


O último trabalho dos Moonspell, “1755”, já anda em tour há 2 anos mas a sede dos fãs não parece ainda saciada. Naquela que será a última tour do mesmo, 50 alcateias europeias terão a oportunidade de vibrarem sobre este feitiço lunar tão lusitano.

[Report] Soul Rising Fest II @ Side B Rocks, Alenquer

 
No passado dia 26 celebrou-se o segundo Soul Rising Fest no mítico Side B Rocks agora em Alenquer. Deixamos aqui um pequeno resumo desta bela noite.

11/10/2019

[Report] Festival Bardoada e Ajcoi 2019

No passado dia 5 de Outubro aconteceu a sétima edição do festival Bardoada e Ajcoi, no Pinhal Novo.
Apesar deste ano o evento ter sido reduzido para um dia a qualidade das bandas manteve-se.

26/09/2019

[Report] Devil in Me, Diabolical Mental State e Bad! em Leiria



No passado sábado,  21 de Setembro, houve festa rija no Stereogun em Leiria.

20/09/2019

[Report] Sexta-feira 13: A noite das Bruxas com Burning Witches e Dark Embrace



Nada como celebrar uma sexta-feira 13 com boa música. Na pacata Vila de Alenquer, onde até o diabo desconfia, a celebração foi feita no Side B Rocks com a presença de duas bandas que só vendo para crer.

Em digressão Ibérica as Burning Witches, uma “All Woman Swiss Heavy Metal Band” , e os galegos Dark Embrace celebraram esta noite num concerto intimista mas nem por isso menos relevante numa escala em que tinham como destino Torredonjimento –Jaén e Zaragoza.

23/08/2019

[Report] VAGOS METAL FEST 2019 - 2º dia (sexta-feira)

2º dia (sexta-feira, 9)

 
Six Feet Under, Watain, Týr, Necrophobic, The Godiva, Exumer, Ways. , Redemptus e Okkultist


Como que a redimir-se pelos litros de água caídos no dia anterior, o segundo dia de festival acordou com poucas probabilidades de se repetir o dilúvio na vila de Vagos. Apesar disso, olhando para o line up deste segundo dia do Vagos Metal Fest, facilmente verificávamos que este seria um dia muito mais negro e bruto que o anterior, com a junção de nomes de peso do black e death metal ao cartaz. 

22/08/2019

[Report] A 5ª edição do Laurus Nobilis Music Famalicão termina com sabor agridoce, mas sem decepcionar - Dia 28

A manhã de domingo dia 28 acordou enublada mas quente e pude realizar algumas tarefas de organização do camping depois da chuvada da noite.
Como disse anteriormente este foi um teste de resistência da irmandade que se mostrou do aço e ferro e aguentou as tendas montadas durante todo o evento.
Muitos nessa manhã também partiam e não ficaram para ver os concertos finais deste excelente cartaz!

Veja também: