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20/01/2014

Álbuns internacionais 2013: escolhas da equipa SFTD


Cada membro da equipa SFTD pontuou (de 1 a 10) uma lista extensa de álbuns de 2013. O resultado, mesmo deixando de fora muitos e bons álbuns, apenas demonstra a excelência dos seguintes trabalhos, todos com nota média igual ou superior a 8. (clicar no link para ouvir)
Façam o like no álbum do Facebook (com comentários) aqui

#10. DARK TRANQUILLITY-Construct

#9. SATYRICON-Satyricon

#8. QUEENS OF THE STONE AGE-Like Clockwork

#7. ORPHANED LAND- All is One

#6. GHOST-Infestissuman

#5. CARCASS-Surgical Steel

#4. TOXIC HOLOCAUST- Chemistry of Consciousness

#3. CULT OF LUNA-Vertikal

#2. ROTTING CHRIST-Kata Ton Daimona Eaytoy

#1. SOILWORK-The Living Infinite

À semelhança do que fizemos nas escolhas nacionais, também aqui deixámos de fora compilações e álbuns ao vivo. Se não o fizéssemos, Universal dos Anathema estaria também no pódio.


11/01/2014

Álbuns nacionais 2013: escolhas da equipa SFTD

Na sequência do que já tem vindo a ocorrer nos últimos anos, 2013 voltou a ver nascer muita qualidade (talvez não tanta quantidade). Para o nosso rescaldo habitual há que referenciar uma série de álbuns que devem ser lembrados para a posteridade. De acordo com sufrágio interno da nossa equipa apresentamos a lista dos que considerámos os melhores lançamentos do ano (para ouvir basta clicar nos links nos nomes dos álbuns)

07/01/2014

Concertos 2013: as escolhas do público


2013 foi um ano de muitos e bons concertos, muitos dos quais conseguimos não faltar e registámo-los para a posteridade através de report, fotos ou vídeos. Foram estes os mais destacados (links para reports onde disponíveis):

Álbuns 2013 (internacionais): as escolhas do público


Durante o mês de Dezembro sondámos os seguidores da SFTD Radio para saber as suas preferências. Eis os 10 álbuns mais mencionados (clicar nos links para ouvir):
 

06/01/2014

Dollar Llama: The Comeback Show (com Dream Circus) @ Stairway Club

Após três anos sem tocar, os Dollar Llama, banda lisboeta de southern rock, grunge e metal, regressaram, pela mão da Monster Rock Booking, aos palcos no dia 4 de Janeiro, com casa cheia no Stairway Club em Cascais (antigo Lotus Bar), numa noite que prometia ser inesquecível e repleta de força e muito peso.

Abriram as hostilidades os Dream Circus, banda de rock/metal nacional que apresentaram temas do álbum LAND OF MAKE BELIEVE, e a casa começava a compor-se.


Foi já depois da meia noite que um Stairway Club a pique recebeu com muita saudade a banda lisboeta, e que melhor maneira de abrir do que com o tema single de “Under The Hurricane”, o estrondoso "Deathblow", seguido de temas tão soberbos como "Attempt", "Howl" e "All Seeing Eyes". De entre o mosh pit que se formou e do crowdsurf, um dos melhores momentos foi sem dúvida quando o público foi convidado a subir ao palco para acompanhar a banda no tema "Life" (que já não era tocado há mais de 10 anos), ainda dos tempos grunge do colectivo.


À banda nada a apontar, somente se deseja que não fiquem outra vez tanto tempo sem subir aos palcos nacionais.

Setlist:
Deathblow
Attempt
Howl
All Seeying Eyes
Defense
Came Away
Too Fast
Bloodthunder
Almighty Red
Never Forgive
Collide
Life
Trippin’
Overated

Texto/imagens : Tiago Silva

Mais fotos desta noite na página da banda do Facebook

10/12/2013

[Report] Agnostic Front + Grankapo + Backflip @ República da Música


Começaram os jingles de Natal, e as iluminações parecem estar de volta a Lisboa, no entanto a primeira prenda foi aberta no passado dia 2 de Dezembro, pelo menos para os alfacinhas dedicados ao mundo do punk hardcore. Do Porto vinham noticias de uma grande noite passada no Hard Club, o que fez salivar a multidão que ansiava estar frente a frente com os Agnostic Front.

Coube aos Backflip a honra de abrir uma noite à muito aguardada pelos presentes na sala. Como prometido pela organização o horário fora cumprido, e pela casa já bem composta podia-se afirmar que o chamamento fora correspondido: o público não ficou para trás no apoio ao que é nosso. Inês Oliveira assumiu o papel de líder, deitou por baixo clichés e assumiu uma presença em palco de relevo. É claro e evidente que o curriculum está a demonstrar frutos, e abrir para bandas como No Turning Back e Dog Eat Dog não são de todo eventos pontuais, são provas de um trabalho que faz desta uma banda a ter em conta de futuro.
«Corações ao Alto» resume bem um concerto que deu uma promoção bastante positiva para a banda, onde «Acrossed Cross Fire», sem João Cabeças dos Lisboetas Shape, também fez vibrar o público que parecia aumentar a pouco e pouco.
Para a memória fica a presença de Fuck em palco, o carismático vocalista dos Grankapo, que se juntou aos Backflip em «Jollyride», tema que têm vindo a fazer furor na promoção do álbum homónimo.

Grankapo, são uma instituição do Hardcore nacional, e é algo incontornável em qualquer report que se faça sobre um concerto da banda. A experiência fala mais alto. São eficazes no alinhamento apresentado, o que delicia sempre os fãs da banda. «My Son» e «We Will Never Die» serão sempre temas fortes, mas temas  como «Fuck You» representam o nível devastador que conseguem alcançar nos seus concertos. Não é um mero acaso que têm a honra que fazer parte desta mini-tour europeia com os headliners da noite.


Os Agnostic Front são um nome incontornável na história do punk-hardcore e um dos pilares basilares da cena nova-iorquina. São lendas imprescindíveis na formação individual deste público, que re-afirmo, ser bastante próprio.
A seu favor têm a capacidade de criar temas propícios a sing-alongs constantes, que somando a pormenores retirados do punk rock, conseguem injectar níveis  de adrenalina contagiantes. No entanto,  a sua aposta criativa a certo ponto demonstra uma espécie de crossover embebido em riffs que fizeram do thrash uma espécie de culto nos finais da década de 80. Alia-se a velocidade ao peso.
Apesar de serem presença regular em grandes festivais dedicados a sonoridades alternativas, onde o peso esmaga a moda (nós por cá não temos muito disso...), é visível que o seu habitat natural é mesmo este tipo de sala (República da Musíca) onde claramente jogam em casa, independentemente da cidade ou do país. O próprio imaginário do conjunto em palco remete-os para espaços como o eterno CBGB, Meca para todos aqueles que respiram e transpiram Punk / Hardcore.

Ainda o soundcheck decorria e já se sentia no ar aquela energia que antecede os grandes concertos. Os olhares, mais ou menos subtis, inevitavelmente tinham o seu foco no mítico guitarrista Vinnie Stigma que também se prende, por razões óbvias a outro colosso do hardcore de NY, os Madball.
A introdução épica deu lugar a uma entrada pujante munida de «The Eliminator», onde o vocalista Roger Miret consegue, num ápice, acabar com a calmaria dando lugar à tormenta.
Escusado será dizer que do primeiro ao ultimo minuto o mosh e o stage-diving foram uma constante, aumentando de ritmo a cada pedido de circle-pit proposto pela banda. Mais uma vez estes serviram de barómetro para os níveis de entusiasmo e satisfação da multidão presente. Garanto que estavam bem altos.
«Dead to Me» e «My Life My Way», dos dois últimos álbuns foram debitadas a bom timing, numa setlist que prometia clássicos. A nova era tecnológica permite que o conhecimento de temas, menos óbvios porventura, não baixe o nível do tal barómetro. Até podem não ser clássicos incontestáveis, nem nunca o vir a ser, mas foram aplaudidos de igual forma sem soar a saudosismos forçados.
Previsivelmente seria um dos picos da noite, mas não deixa de ser arrepiante o coro montado em «For My Family», que apesar de também ser retirado de Warriors, é já incontornável.
Seguiram-se temas mais antigos como «Friend or Foe» assim como «Victim in Pain» tiradas do baú de memórias reavivando a memória para as verdadeiras raízes dos Agnostic Front que desde os anos 80 são o que são.

«Crucified» retomou a união do público mais old-school com a nova geração em mais um sing along memorável. Sem dúvida outro dos picos, de uma noite já memorável até este ponto.
Seguiu-se o momento, arrisco, que mais expectativa criava : " to the East coast... to the West coast..."
De palco invadido e com a segurança, dentro e fora de palco, posta em causa em prol da loucura generalizada, «Gotta Go» prova ser um hino multi-geracional! O caos é recebido de sorriso nos lábios em todos os presentes que aguardavam este momento de forma a descarregar a lírica orelhuda.
Os termómetros presentes pela cidade contrastavam com o micro-clima criado naquela sala. Ali suava-se num verão tropical onde os niveis de humidade era proporcionais ao belíssimo concerto em palco.
É claro que deveria fazer referencia às guitarras desafinadas e em pequenos pormenores técnicos que muitos treinadores de bancada gostam de fazer referencia em textos deste género, mas no fundo no fundo, e perdoem-me o estrangeirismo: who cares?! Quando o entusiasmo supera isso tudo o ouvido molda-se!
«A Mi Manera» respondeu ao pedido, algo estranho, para a banda falar em espanhol. Ainda não percebi bem objectivo, e a banda pareceu-me estar no mesmo barco. De qualquer forma, um tema que busca mais de um metalcore que vamos estando habituados no circuito nacional e que parece continuar a cair bem ao vivo.
Mike Gallo, com t-shirt dos Grankapo, parece irradiar simpatia e de forma bem disposta anuncia o «termino» do concerto com «Addicted», deixando bem claro que o encore estava para vir e que pelos sorrisos em palco, os portugueses receberam-nos da melhor forma possível e a gratidão era mais do que visível.

O pequeno intervalo deu tempo para repor energias. Havia um clássico para relembrar. Segundo os próprios Agnostic Front, um tema da maior banda de Punk de sempre. «Blitzkrieg Bop» acaba da melhor forma uma noite onde o "Hey Ho! Let's Go!" soube a cereja no topo do bolo. Nem no último concerto do Marky Ramone, num daqueles festivais onde há mais t-shirts de Ramones no palco principal do que frente ao palco de um verdadeiro Ramone, se sentiu a satisfação de tamanho pedaço de história resumido num refrão.
Mais uma vez a Hell Xis conseguiu proporcionar um bom espectáculo assim como promover a música feita no nosso país abrindo fronteiras, por vezes complicadas à internacionalização destas bandas. Grankapo seguiram viagem com os Agnostic Front e isso orgulha-nos bastante.
Uma noite que certamente ficará na memória, mesmo na recta final do ano, como um dos melhores concertos de 2013.

Texto, fotos e vídeos: Tiago Queirós 
(para mais fotos na página do FB, clique aqui)

Vídeos (lista com 11, dos canais YouTube SFTD e OnMyWay2Route666):

03/12/2013

[Report] Avenged Sevenfold @ Campo Pequeno 27/11/2013

O final de tarde deste dia 27 de Novembro foi diferente para as gentes que se dirigiram ao Campo Pequeno
Esperava-os uma noite cheia de rock com os suecos Avatar, os americanos Five Finger Death Punch e os também americanos Avenged Sevenfold, estes últimos pela terceira vez em Portugal e segunda no Campo Pequeno.

Avatar
Apesar de não ter conseguido chegar a horas decentes para ver as duas bandas de abertura, o facto é que o ambiente estava já bem quente e efusivo, mérito total dos Avatar e 5FDP.
Five Finger Death Punch


Ainda os Avenged Sevenfold não se tinham mostrado, já se ouviam ovações a cada acorde do Line-Check por detrás das grandes cortinas que dividiam o palco da plateia cheia de gerações contrastantes.

Mas foi só às 21h45m que o espectáculo começou e, ao abrir das cortinas, se revelou o gigante Deathbat (símbolo da banda) e uma magnífica pirotecnia ao ritmo da música escolhida: "Shepherd Of Fire", extraído do sexto álbum da banda "Hail to the King". O fogo em cima do palco era complementado pelas luzes dos telefones na plateia em êxtase.
Avenged Sevenfold
Seguiu-se "Critical Acclaim" com bolas de fogo e serem expelidas de todas as extremidades das asas de morcego, terminando com um feliz "What a fuck is goin' on???" gritado por M. Shadows. É neste momento que recorda o último concerto dos Avenged Sevenfold em Portugal, referindo que desta vez a plateia estava bem mais cheia  e que o público português estava a ser o melhor da Tour.

Entretanto, como introdução ao próximo tema, pergunta aos fãs quem esteve nos concertos passados e quem era a primeira vez que os via ao vivo... a esses gritou-lhes um "Welcome To The [Funckin'] Family"!!!!
Avenged Sevenfold
De seguida ouviu-se "Hail To The King", "Doing Time" e "Buried Alive" em que as cortinas de fogo em palco, gritos e uns mosh/circle pit's meio envergonhados das primeiras músicas contrastaram com a névoa pelo chão, os isqueiros e luzes de telefones da última música.
Tudo culminou num bem alto "Sevenfold" que os fãs nunca se cansaram de gritar durante todo o tempo do concerto.

Foi este o momento escolhido por M. Shadows para falar do malogrado baterista da banda Jimmy "The Rev" Sullivan, do quanto ele contribuiu para a banda e fez-lhe a devida homenagem, com o último tema com o seu contributo: "Fiction". O público comoveu-se e ouviu-se a maior salva de palmas da noite!

Antes do Solo de Guitarra, ouviu-se ainda "Nightmare" e "Afterlife", com especial destaque para a primeira, que mereceu uma resposta do público eufórica. Depois do improviso dos músicos foi a vez de "Requiem", com alguns dos seus versos em latim e "Bat Country", um dos hinos da banda por ser dos seus temas mais populares. 

A banda sai de palco e a plateia rapidamente começa a chamá-los de volta, com as suas palavras de ordem! 

Avenged Sevenfold
O sofrimento não é muito prolongado e M. Shadows pergunta: "So you want some more? You want some old school shit???". Os fãs gritaram e saltaram ao som de "Chapter Four" e "Unholy Confessions", retirados do segundo álbum do colectivo californiano "Waking the Fallen", enquanto M. Shadows percorre as três plataformas em frente ao palco, para sentir a proximidade. 

Os Avenged Sevenfold mais uma vez demonstraram que o palco é deles, com riffs de guitarras gritantes e refrões orelhudos, conseguindo manter o público em alvoroço durante todo o espectáculo.

Antes do fogo de artifício prometeram o seu regresso no Verão do próximo ano... E nós aguardamos!!!

Texto: Sabrine Lázaro
Fotos : Marta Louro


Avenged Sevenfold Setlist Campo Pequeno, Lisbon, Portugal 2013, Hail to the King


23/11/2013

[Report] Satyricon + Chthonic @ Paradise Garage, 19-11-2013 (com vídeos)


Às 20h a fila já percorria quase toda a rua do Paradise Garage: sem ficarem desmotivados pelo frio que assombrava aquela noite de Terça-feira, os fãs de Satyricon aguardavam calorosamente a abertura das portas.

Uma sala cada vez mais cheia e ruidosa fazia prometer uma noite inesquecível, e sem muito esperar,
sobe ao palco a banda Taiwanesa Chthonic, com a música Oceanquake. Após a sua última e grande passagem no festival Vagos Open air 2012, Freddy Lim agradece ao público português pelo seu apoio e relembra a relação que existiu no século XVI entre os dois povos, e de como foram os portugueses que deram o nome de formosa à Ilha de Taiwan. Southern Cross e Defenders of Bú-tik Palace, foram temas também tocados e que puxaram pelo ruído do público.

As suas maquilhagens enigmáticas e características de cada elemento cativavam o nosso olhar, mas a energia criada em palco sobressaia acima de qualquer outra coisa. Após o concerto no Vagos Open Air, os Chthonic não desiludiram os fãs bem presentes no público, deixando ainda prometido que no final estariam disponíveis para autógrafos e fotografias na banca de Merch!
Foi um concerto excepcional, onde as influências da cultura musical Taiwanesa estavam bem visíveis, com a presença de um instrumento tradicional, erhu.

O soundcheck começa, o pano é tirado da grande bateria de Frost e podíamos assim assumir que estava para começar. As luzes apagam-se e começa Voice of Shadows, a música que dá entrada ao novo albúm de Satyricon. A emoção de uma espera de 10 anos tinha acabado, e isso era evidente no rosto do público, apenas interessava aquele momento, cantar as músicas e ouvir a incrível sonoridade da banda.
 
Retomando a um passado recente, Now, Diabolical fez com que o público quisesse ser ouvido para além do Paradise assim como Die By My Hand.
A bruta bateria de Frost hipnotizava as nossas cabeças e a arrepiante voz de Satyr arranhava os nossos ouvidos, a noite estava feita.
Embora com novo álbum, a banda de black metal norueguesa focou a sua setlist em álbuns como Now, Diabolical, com To The Mountains e The Pentagram Burns.
Após 12 músicas o palco fica vazio, mas não nos podiam deixar assim após uma espera tão grande, voltam e acabam por proporcionar dos melhores momentos daquela noite com a música Mother North, as vozes juntaram-se todas como uma a cantar o início da música. O desespero de não querer que aquela noite acabasse notou-se quando o palco volta a ficar vazio, e o Paradise não ouve nada a não ser "Satyricon!"e mais uma vez, regressam para um segundo encore com Fuel for Hatred e K.I.N.G. que não podiam deixar de tocar.

Agora foi de vez, o palco fica vazio e não existem regressos. Para quem esteve a espera desde 2003, de certeza que não ficou desiludido, e quem não foi é razão para se arrepender. Uma noite inesquecível graças, sem a menor dúvida a Satyricon.



SETLIST:

1. Voice of Shadows
2. Hvite Krists Dod
3. Now, Diabolical
4. Black Crow on a Tombstone
5. Our World, It Rumbles Tonight
6. Nekrohaven
7. Repined Bastard Nation
8. Die By My Hand
9. The Infinity of Time and Space
10. Forhekset
11. To The Mountains
12. The Pentagram Burns

ENCORE:

13. Mother North

ENCORE 2:

14. Fuel for Hatred
15. K.I.N.G.

VIDEOS:




Texto: Mariana Pisa
Fotos: Nuno Santos

Alter Bridge e Halestorm @ Coliseu dos Recreios 16nov2013

16 de novembro, o frio apertava e os passos de quem andava pela baixa de Lisboa davam para o Coliseu dos Recreios. A fila não se fez demorada e a organização e determinação de quem recebia fazia ser célere a entrada. 
Às 21h o o espaço ainda mostrava muitos lugares vazios, mas quando se começaram a ouvir os assobios e o barulho de quem esperava a assinalar que estava na hora esses mesmo lugares deixaram de existir.
Halestorm entrou com tudo o que tinha. "Love Bites (So do I)" foi o tema de arranque e o cartão de visita, que aquela banda encabeçada por uma mulher de fina figura não teria qualquer sinal de fraqueza dali em diante e a voz dela estaria ali para fazer prova. 
Lzzy Hale tem uma voz arranhada e rouca, leva-a ao extremo com um resultado de fazer corar qualquer um. Determinada, forte e segura da sua postura em palco mostrou ter garra e muito rock para além da sua imagem. De guitarra em riste entrou em palco com tudo e com todos que lhe seguiram. A banda apareceu e deu o que tinha que dar, o que queria dar e o que o público recebeu. O público agradou-se e contribuiu, estava feito o pacto de amizade entre banda e a audiência. Um estreia nada envergonhada e nada fraca. Continuaram sempre a altas temperaturas e em alta sintonia. 
Talvez por ser o último dia de digressão a banda estava alegre em palco e até bastante acessível ao público, e este, típico do nosso povo, adorou e entrou na brincadeira e na sintonia. O irmão de Lzzy, Arejay Hale, a comandar a bateria, estava ao rubro. As brincadeiras eram uma constante e logo não tardou em entrar em contacto directo com o público. Num jogo simples foi atirando a baqueta para o público e este atirava de volta na esperança que a coisa resultasse, e quando resultou... O coliseu aplaudiu e vibrou ao ponto de a música ser abafada. Mas não fez qualquer mal, o pacto estava selado e "aquela banda" que veio abrir para Alter Bridge conquistou um lugar no coração de quem foi assistir ao espectáculo. 
A energia permaneceu e a boa onda entre palco e plateia também e nem o tema romântico da noite fez quebrar as atenções ficando o coliseu cheio de pontos de luz iluminados por isqueiros e telemóveis dando um ambiente que Lzzy agradeceu e elogiou: -"You are wonderfull guys!".
Agradeceram a oportunidade há muito esperada para tocar no nosso país e elogiaram Alter Bridge por terem lhes dado essa oportunidade. Saíram com a promessa de voltar se o público assim o quiser, mas disso não restaram dúvidas. "I Miss the Misery" foi o tema que assinou esse contrato.

Pouco tempo depois já se notava movimento em palco, afinavam-se instrumentos e alinhava-se o som. As luzes apagaram-se e o Coliseu encontrava-se cheio. Se haviam dúvidas que os Alter Bridge era uma banda há muito esperada... desenganem-se.
Mal apareceram em palco a recepção foi ensurdecedora. Myles Kennedy acena e agradece, a banda prepara-se para mais um concerto. A postos no microfone abre a boca e dá as primeiras silabas e instantaneamente cala-se e dá um passo atrás, ouvia-se a continuação do primeiro tema e o Coliseu mostrou a Myles e ao resto da banda que não iriam estar sozinhos naquela noite, em tema algum. O espanto ficou plantado na cara de Myles ao ponto de não ser possível disfarçar e assim continuou a cantar com o publico a acompanhar e a mostrar que finalmente vieram e que os esperavam ansiosamente há muito. Não houve um tema em que a banda estivesse sozinha e em que o público não interagisse. Obediente e sempre em resposta com o que se passava em palco aproveitou, participou e agradou-se pelo concerto dado que se revelou perfeito e ao mais alto nível. Nem mesmo "Fortress", tocada ao vivo pela primeira vez em digressão, deixou de ser acompanhada pelo público. A cada elogio ou conversa de Myles Kennedy a audiência respondeu em ovação gritando "Alter Bridge", "Tremonti" e "Portugal". Algo que a banda soube respeitar e acarinhar com sabedoria e educação. 
O alinhamento escolhido pela banda foi muito sóbrio e com uma formula de sucesso. Composta maioritariamente com temas de álbuns anteriores jogaram pelo seguro, mas "Cry of Achiles" mostrou que poderiam estar sem medos e que tocassem o que tocassem aquele público não os largariam nem um segundo, nem num só tema.
"Blackbird" foi o momento altíssimo da noite, tanto pela prestação de Tremonti, que nunca desilude, como também pela receptividade do público que deixou a banda a trocar entre eles olhares de satisfação. Mas seguido pelo tema "Watch Over You" com Myles na guitarra acústica, como tem sido hábito nos concertos, foi o delírio e eis que Lzzy aparece, nada compremetedora no seu vestido preto, para um "dueto" a três em que o público se emociona e emociona a dupla em palco. O fecho do tema foi assinalado com muito barulho e ovação do público e a vocalista mais uma vez acarinhada pelo "padrinho Myles" e pela audiência.
"Open Your Eyes" foi o último tema do alinhamento e a banda saiu do palco (mas sabia que voltaria) com as luzes a apagarem-se nas suas costas. O público reagiu como esperado, mas talvez a reacção tivesse sido demais para Alter Bridge porque os gritos, assobios e o bater de pés no soalho centenário do coliseu fez com que aquela casa de espectáculos ameaçasse ir abaixo com aquele chamamento. A noite não acabaria ali, não assim, não daquela forma. E o Coliseu também não. "Addicted to Pain", "Calm the Fire" e "Rise Today" foram os temas do encore que trouxe elogios, agradecimentos, desculpas, por não terem vindo actuar ao nosso país mais cedo e por não terem a noção do quanto eram acarinhados em Portugal, e com a certeza de cá voltarem sempre que os portugueses assim o desejarem.
Numa despedida demorada encontraram a saída do palco e o público saiu satisfeito e os mesmos adjectivos ouviam-se no meio do barulho da multidão que se organizava para a rua: "perfeito", "lindo", "brutal".


Setlist Halestorm

  1. Love Bites (So Do I) 
  2. Mz. Hyde 
  3. Rock Show
  4. Freak Like Me
  5. Break In 
  6. Familiar Taste of Poison
  7. Drum Solo 
  8. Dissident Aggressor (Judas Priest cover)
  9. I Get Off 
  10. Here's to Us 
  11. I Miss the Misery 
Setlist Alter Bridge

  1. Slip to the Void 
  2. White Knuckles 
  3. Come to Life
  4. Before Tomorrow Comes
  5. Cry of Achilles 
  6. Ghost of Days Gone By  
  7. Ties That Bind 
  8. Waters Rising 
  9. Broken Wings 
  10. Metalingus 
  11. Blackbird 
  12. Watch Over You (with Elizabeth "Lzzy" Hale) (Myles Acoustic)
  13. Fortress (Live premiere)
  14. Isolation
Encore
  1. Open Your Eyes
  2. Addicted to Pain
  3. Calm the Fire 
  4. Rise Today







Texto e Videos: Liliana Dias

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