17/10/2013
15/10/2013
[Report] God is An Astronaut + Quelle Dead Gazelle @ TMN ao Vivo, 09/10/2013
Numa típica noite de Primavera que abafa as noites de Outono, já se encontravam pessoas na brisa do Rio Tejo, à espera que as portas do TMN ao Vivo abrissem.
Com uma sala cheia, eis então que começa o dueto português Quelle Dead Gazelle. Com a guitarra de Pedro Ferreira e a bateria de Miguel Abelaria, o público salta de entusiasmo acompanhado por uma onda de palmas, que sente o rock com influências de Jazz criado por este dueto promissor.
Embora fossem apenas dois elementos em palco, não se deixaram intimidar e mostraram que havia uma razão para estarem a pisar aquele palco. Sem dúvida surpreenderam quem não conhecia a banda, e conseguiram deixar entre os demais, uma enorme vontade de os voltar a ver.
Após um breve intervalo que serviu para meter a conversa em dia, a beira do Rio Tejo encontrava-se novamente vazia, e o TMN ao Vivo cheio, à espera que os últimos minutos de intervalo acabassem.
Os irlandeses God is An Astronaut apoderam-se então do palco, e a espera da plateia acaba com as primeiras notas de Weightless. Com palavras proferidas em português, Torsten Kinsella (guitarra e voz) deseja ao público uma boa noite e apresenta o tema seguinte, Transmissions do novo albúm “Origins”.
Ao longo do concerto, pudemos presenciar um público movimentado, braços voavam pelos nossos olhos e cabeças distorciam-se com o seu rápido movimento.
Os corpos libertaram-se. Músicas como Signal Rays, Fire Flies and Empty Skies e Suicide by Star fizeram com que as palmas abafassem o som dos instrumentos. Fragile e The Last March foram também músicas que causaram grande impacto no público, e tímidas lágrimas conseguiram ser presenciadas.
Toda a banda preocupou-se em ter uma boa interacção com a plateia, e Gazz Carr (guitarra) fez questão de nos avisar num tom engraçado que andavam a treinar todas as línguas dos países por onde passavam, mas que o português era difícil para eles.
Red Moon Lagoon, Suicide by Star e Route 666 finalizaram um concerto coeso, gracioso e brutal que enlouqueceu e emocionou toda a plateia. Uma setlist rica, em que revivemos temas dos álbuns anteriores, e apreciamos temas do novo álbum.
Sentimentos variados foram partilhados naquela noite de Outono mentiroso, mas o que mais podiamos presenciar era felicidade. Os sorrisos eram constantes e os olhos fechados faziam acreditar que a música estava a ser sentida. Só me resta dizer que foi um concerto que deixou as pessoas de barriga cheia, e com a expectativa de que aquela noite nunca mais acabasse.
Texto: Mariana Pisa
Fotos, Vídeos e Setlist.fm: Nuno Santos
Resta-nos dar os parabéns à organização (Turbina) pela boa música que nos proporcionou e pelo sucesso desta noite.
Todas as fotos brevemente na página no Facebook
08/10/2013
[Report] RAMP+Veinless @ Comemoração do 5º aniversário do Side B, 28/09/2013
Dia de aniversário do Side B e ao chegar já se notava mais agitação do que é normal. Para "cantar os parabéns" a uma das casas que mais exaltam o metal e as bandas portuguesas apresentava-se um cartaz de excelência. R.A.M.P. como banda de cabeça de cartaz e de referência do metal português, tanto pela qualidade como pela longevidade e resistência. Para o começo da noite contava-se com Speedemon e Veinless, duas bandas nacionais que têm mostrado muita garra e cativado o público pela qualidade da sua sonoridade. Três bandas de peso para uma festa de peso e muita festividade. Para terminar a noite o público foi presenteado pela presença de António Freitas como DJ.
A banda de abertura, os Speedemon, por motivos de força maior infelizmente não puderam abrir a noite, ficando os Veinless com essa responsabilidade. A banda justificou a sua ausência com um comunicado publicado no próprio dia na página do facebook do SideB o qual se transcreve: "A banda de abertura, os Speedemon. viram-se forçados a cancelar o concerto desta noite, derivado a um grave problema de saúde por parte de um dos elementos. Não haverá banda de substituição, cabe aos Veinless um set de 50 min."
Os Veinless, próximos de também eles comemorarem o seu décimo aniversário, arrancaram com toda a força e aqueceram o público presente. Uma actuação já conhecida pela energia e relacionamento com o público. Com o primeiro tema Wake Up captaram as atenções dos mais distraídos e prenderam a atenção da sala que se prolongou até ao final. A cover dos Heróis do Mar, Saudade, e o tema Outra Vez acabaram a actuação da banda que, nitidamente, celebrava aquela noite, não fosse o palco do Side B já um amigo por excelência.
1. Wake Up
2. Johnny The Real
3. Drunk Nightmare
4. Phobia
5. Enchanted Kisses
6. Liberty
7. Land of Dust
8. Saudade
9. Outra Vez
Veinless:
António Boieiro - VozKronos - Guitarra
Roger - Guitarra
Thrash - Bateria
Eddie - Baixo
R.A.M.P. Não se fizeram esperar muito. Descarregaram com Blind Enchantement e a electricidade e peso foi total até ao final. How, Single Lines, Follow You, All Men Taste Hell, Anjo da Guarda, Thoughts e Black Tie foram definitivamente temas que ninguém cantou sozinho. A sincronia foi perfeita e o convívio e celebração também. Tanto a banda como o público estavam em perfeita simbiose o que comprova o carinho e apreço existente entre ambos. R.A.M.P. apresentaram-se em palco (na totalidade da banda) a um nível de excelência que já os caracteriza e domina, não fosse a antiguidade um posto.
Com a sua saida de palco o público não acalmou e pediu mais. A banda deu mais, fez um encore com a cover do tema Walk Like an Egiptian, das Bangles, já muito conhecido do público, e Try Again. Depois disso Rui Duarte deixou bem claro que a noite não acabaria ali e que a banda fazia questão de celebrar junto de todos aquela noite e congratular o Carlos Freitas pela sua coragem e persistência em manter uma casa de referência ao metal fora de Lisboa e que apoia e divulga as bandas nacionais e a música nacional.
Set List:
1. Blind Enchantemen
2. Insane
3. How
4. Single Lines
5. Dawn
6. The Cold
7. Clear
8. Follow You
9. Alone
10. Hallelujah
11. Anjo da Guarda
12. All Men Taste Hell
13. Thoughts
14. Black Tie
15. Through
Encore
16. Walk Like an Egyptian (cover Bangles)
17. Try Again
R.A.M.P.
Ricardo - GuitarraPaulo - Bateria
Rui - Voz
Sales - Baixo
Pica - Guitarra
Terminados os concertos António Freitas alinhou o som do resto da noite. Abriu com Master of Puppets (Metallica) e muitos mais se seguiram, passando por Cowboys from Hell (Pantera) e muitos mais temas de Ozzy Osbourne, Iron Maiden, Slayer, Megadeth. Uma noite em grande para uma grande festa. Uma mão cheia de anos com a casa cheia de amantes da música e do metal para o SideB.
Texto: Liliana Dias
Fotos: António Gaspar (cliquem aqui para ver todas as fotos na página SFTD Made in Portugal)
07/10/2013
[Report] Process of Guilt + The Quartet of Woah + A Tree of Signs @SideB - Comemoração quinto aniversário, dia 27/10/2013

Sob o signo de comemoração dos cinco anos de Side B a passada sexta-feira 27 pautou pela diversidade. Três bandas com sonoridades diferentes partilharam em perfeita coexistência o palco de uma casa que prima e insiste na música ao vivo fora de mainstream e fora de Lisboa.
Com casa composta A Tree of Signs abriram a noite com sonoridade típica que os caracteriza - Alchemy Doom Rock - com formação renovada a banda apresentou melhorias e diferenças sonoras fortes que agradaram e cativaram bastante o público presente.
Set List:
1. Saturn
2. Place In Space
3.Great Phyton
4. Red Lune, Sol and Sea
5. Red Lune II
6. Book of Silence
7. Of The Division Of Chaos
A Tree of Signs:
Diana Silveira - Voz
Alexandre NH Mota - Baixo
P. Tosher- Bateria
Ricardo Remédio - Teclas
The Quarter of Woah seguiu pouco depois não deixando esmorecer o público presente. Começaram com Taste of Hate e não pararam de carregar a sala de som até ao final. Com o albúm Ultrabomb lançado em novembro de 2012, já foram considerados pela critica a revelação rock em termos nacionais tendo participado este ano no SBSR e na Festa do Avante. Têm captado a atenção do público e da critica nacional e internacional, tendo já actuado em Londres onde o saldo foi muito positivo.
Mostraram a sua força e nem sequer o percalço na música Slingshot Sam (a corda da guitarra do Gonçalo) os fez abrandar. Revelando um profissionalismo e desembaraço em palco digno de nota.
Não aqueceram mas subiram a temperatura e a satisfação do público presente não desiludindo quem já os conhecia e conquistando quem os via pela primeira vez.
Terminaram, com vozes a pedirem mais, com U Turn, tema do video clip lançado pela banda em março deste ano e o qual tem tido mais projeção nos média.
Set List:
1. Taste of Hate
2. Announcer
3. Slingshot Sam
4. Empty Stream
5. Balance
6. Ode to Liberty
7. Path of Our Commitment
8. U Turn
The Quartet of Woah
Gonçalo Kotowicz - voz, guitara
Rui Guerra - voz, teclas
Miguel Costa - voz, bateria
André Gonçalves - voz, baixo
Na penumbra que os caracteriza eis que Process of Guilt sobem e terminam uma noite que se revelou de excelente qualidade, apesar das diferenças de sonoridade e ambiente. A ligação foi imediata e a banda foi acompanhada pelo público com a atenção e entusiasmo do ínicio ao fim. Presentearam maioritariamente com temas do novo albúm lançado em maio deste ano - Faemin. Lava do álbum Erosions foi o único tema de excepção.
Set List
1. Empire
2. Blindfold
3. Lava
4. Harvest
5. Cleanse
6. Faemin
Process of Guilt
Custódio Rato - Baixo
Gonçalo Correia - Bateria
Nuno David - Guitarra
Hugo Santos - Voz, Guitarra
Texto: Liliana Dias
Fotos: António Gaspar (todas as fotos na página da SFTD Made in Portugal)
02/10/2013
[Report] Theriomorphic + Hatesphere + Hypocrisy @ Paradise Garage, 29/09/2013

Nem mesmo a chuva impediu os muitos fãs de falharem o concerto dos suecos Hypocrisy, ontem no Paradise Garage. A banda regressou ao nosso país com duas datas (dia 29 em Lisboa e dia 30 no Porto) para apresentar o seu mais recente registo, "End of Disclosure" lançado a 22 de Março deste ano, pela Nuclear Blast.
Com as portas a abrirem mais tarde do que o suposto, o concerto iniciou-se rapidamente e da melhor maneira. Os lisboetas Theriomorphic foram encarregues de aquecer o público, cumprindo sem falhas a sua missão. Com uma presença de palco impecável acrescentando uma boa cumplicidade entre os músicos e parte da audiência (muitos de certo que não conheciam a banda até ao momento), os Theriomorphic tocaram temas tanto do seu primeiro álbum, "Enter the Theriomorphic" de 2005, e do seu segundo, "The Beast Brigade" de 2008, apresentando ainda um novo tema que decerto deixou os fãs presentes ansiosos por mais um álbum. No final do concerto Jó, vocalista e baixista da banda, gracejando, agradeceu ainda aos que tinham entrado mais cedo no recinto para os ver.
Acaba a primeira parte, e segue-se a pequena pausa entre bandas, comenta-se o concerto de Theriomorphic…Desta vez, o público é tomado de assalto pelos dinamarqueses Hatesphere com a combinação letal de thrash e death metal. Que dizer do concerto? Foi graças à banda de Peter Hansen que se começou a gerar, “à séria”, os primeiros circle pits da noite, no entanto estes não aguentavam muito tempo e acabavam ou com saltos ou com o tradicional headbanging. Pormenores desnecessários à parte, os Hatesphere tiveram sempre grande atitude em palco, mas é impossível não destacar Esben Hansen, com uma voz poderosa e uma postura de louvar.
Penso que dificilmente houve alguém que não se sentisse contagiado pela energia emitida pela atuação do grupo. Já a setlist contou com os temas obrigatórios “Hate”, “Sickness Within” bem como “Forever War”, e como não poderia deixar de ser a banda tocou ainda alguns temas do novo álbum "Muderlust", lançado há 3 dias pela Massacre Records. Foi uma atuação sólida e que, provavelmente devido ao habitual e curto tempo dado às bandas de abertura, os Hatesphere souberam a pouco e qualquer dos presentes teria aceite de bom agrado mais uns minutos.
Chega então a tão aguardada hora. É a vez dos Hypocrisy subirem ao palco. Apagam-se as luzes e começa a soar a intro, vêm-se as mãos no ar e ouvem-se os assobios e os chamamentos dos fãs. Entram então Tomas Elofsson, Mikael Hedlund e Horgh dando inicio ao esperado concerto. Peter Tägtgren é o último a entrar, entoa então as letras de "End of Disclosure", faixa-título do novo registo. Segue-se "Tales of Thy Spineless", com a audiência a entregar-se a uma performance excelente por parte dos veteranos suecos, que podem estar mais velhos, e, nas palavras de Tägtgren, menos bonitos, não mostram qualquer sinal de cansaço ou abrandamento.
A noite continua e Peter, sempre alegre e conversador a agradecer aos fãs portugueses por uma receção tão maravilhosa, anuncia então "Valley of the Damned", seguida pelos clássicos "Necronomicon", "Buried", "Elastic Inverted Visions" e "War Path". A banda despede-se e retira-se dando pouco menos de uma hora de concerto. A audiência reage alarmada, mas rapidamente ganha esperança e, penso, novas forças para mais uns temas. Para o encore, foram guardadas "Roswel 47", ou como foi cantada Lisbon 47, "Adjusting the Sun", "Eraser" e como não poderia deixar de ser, "The Final Chapter". Aspectos negativos? Talvês a curta duração do concerto (pouco mais de uma hora), e claro faltou "Penetralia" na setlist. Mas depois de um concerto com a magnitude do de ontem, os poucos aspectos negativos rapidamente desaparecem e dão lugar na memória de todos os que compareceram no regresso dos Hypocrisy aos palcos nacionais, numa excelente noite em que tanto a música como a companhia superaram a maioria das expetativas.
Setlist de Hypocrisy, Paradise Garage – 29.09.2013
Tales of Thy Spineless
Fractured Millennium
Left to Rot
The Eye
The Abyss
Valley of the Damned
Fire in the Sky
Necronomicon
Buried
Elastic Inverted Visions
War-Path
Encore:
Encore:
The Gathering
Roswell 47
Adjusting the Sun
Eraser
The Final Chapter
Texto: Marta Louro
Fotos: Joana Mendonça (mais fotos na páginas do FB da SFTD Radio e de Joana Mendonça Photography)
Vídeos: cortesia do Rui Paulo (Nekronos Promotion Hell)
Fotos: Joana Mendonça (mais fotos na páginas do FB da SFTD Radio e de Joana Mendonça Photography)
Vídeos: cortesia do Rui Paulo (Nekronos Promotion Hell)
[Report] Breed 77 + W.A.K.O. + The Temple @ República da Música 27/09/2013 (com vídeos)
Numa noite em que o Boletim Meteorológico nos prometeu chuva, as portas da República da Música teimavam em não abrir... e só por volta das 22h15 é que finalmente abriram. Muito tarde tendo em conta que o início dos concertos tinha hora marcada para as 22h30.
26/09/2013
Breed77 em Portugal - Entrevista Exclusiva com André Joyzi e Rui Lopez
Os Breed77 estão de regresso a Portugal para duas datas inseridas na Tour de promoção do seu novo álbum "The Evil Inside".
É já amanhã, sexta-feira, dia 27 de Setembro que vamos poder vê-los e ouvi-los em cima do palco da República da Música, em Alvalade/Lisboa e no sábado, dia 28 de Setembro, em Paços de Ferreira, no Canecas Bar.
Para a festa ser completa, a acompanhá-los nas duas datas estarão os W.A.K.O. e a abrir as hostes, os The Temple (em Lisboa) e os Stubborm (em Paços de Ferreira).
É neste âmbito que a SFTD Radio esteve à conversa com os [agora] dois membros Lusitanos da banda: o baterista André Joyzi, e o novo vocalista Rui Lopez. Leiam abaixo a entrevista:
The Winery Dogs and guests @ Lisboa, 23-Set-2013
Os The Winery Dogs passaram nesta segunda-feira, 23 de Setembro, por território nacional para um concerto no Paradise Garage.
[Review] Metallica 3D- Through the Never: mais olhos que barriga?
Estivemos na ante-estreia do filme 3D dos Metallica, na passada segunda feira, na sala IMAX do CC Colombo e aproveitamos para deixar ficar aqui alguns apontamentos sobre este filme, tentando não spoilar demasiado. De qualquer forma vamos revelar algumas coisas que poderão encontrar quando se deslocarem aos cinemas, por isso leiam por vossa conta e risco:
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