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07/10/2013

[Report] Process of Guilt + The Quartet of Woah + A Tree of Signs @SideB - Comemoração quinto aniversário, dia 27/10/2013



Sob o signo de comemoração dos cinco anos de Side B a passada sexta-feira 27 pautou pela diversidade. Três bandas com sonoridades diferentes partilharam em perfeita coexistência o palco de uma casa que prima e insiste na música ao vivo fora de mainstream e fora de Lisboa.
Com  casa composta A Tree of Signs abriram a noite com sonoridade típica que os caracteriza - Alchemy Doom Rock - com formação renovada a banda apresentou melhorias e diferenças sonoras fortes que agradaram e cativaram bastante o público presente.

Set List:
1. Saturn
2. Place In Space
3.Great Phyton
4. Red Lune, Sol and Sea
5. Red Lune II
6. Book of Silence
7. Of The Division Of Chaos
A Tree of Signs:
Diana Silveira - Voz
Alexandre NH Mota - Baixo
P. Tosher- Bateria
Ricardo Remédio - Teclas

The Quarter of Woah seguiu pouco depois não deixando esmorecer o público presente. Começaram com Taste of Hate e não pararam de carregar a sala de som até ao final. Com o albúm Ultrabomb lançado em novembro de 2012,  já foram considerados pela critica a revelação rock em termos nacionais tendo participado este ano no SBSR e na Festa do Avante. Têm captado a atenção do público e da critica nacional e internacional, tendo já actuado em Londres onde o saldo foi muito positivo.
Mostraram a sua força e nem sequer o percalço na música Slingshot Sam (a corda da guitarra do Gonçalo) os fez abrandar. Revelando um profissionalismo e desembaraço em palco digno de nota.
Não aqueceram mas subiram a temperatura e a satisfação do público presente não desiludindo quem já os conhecia e conquistando quem os via pela primeira vez. 
Terminaram, com vozes a pedirem mais, com U Turn, tema do video clip lançado pela banda em março deste ano e o qual tem tido mais projeção nos média.

Set List:
1. Taste of Hate
2. Announcer
3. Slingshot Sam
4. Empty Stream
5. Balance
6. Ode to Liberty
7. Path of Our Commitment
8. U Turn
The Quartet of Woah
Gonçalo Kotowicz - voz, guitara
Rui Guerra - voz, teclas
Miguel Costa - voz, bateria
André Gonçalves - voz, baixo

Na penumbra que os caracteriza eis que Process of Guilt sobem e terminam uma noite que se revelou de excelente qualidade, apesar das diferenças de sonoridade e ambiente. A ligação foi imediata e a banda foi acompanhada pelo público com a atenção e entusiasmo do ínicio ao fim. Presentearam maioritariamente com temas do novo albúm lançado em maio deste ano - Faemin. Lava do álbum Erosions foi o único tema de excepção.

Set List
1. Empire
2. Blindfold
3. Lava
4. Harvest
5. Cleanse
6. Faemin

Process of Guilt
Custódio Rato - Baixo
Gonçalo Correia - Bateria
Nuno David - Guitarra
Hugo Santos - Voz, Guitarra

Texto: Liliana Dias
Fotos: António Gaspar (todas as fotos na página da SFTD Made in Portugal)

02/10/2013

[Report] Theriomorphic + Hatesphere + Hypocrisy @ Paradise Garage, 29/09/2013


Nem mesmo a chuva impediu os muitos fãs de falharem o concerto dos suecos Hypocrisy, ontem no Paradise Garage. A banda regressou ao nosso país com duas datas (dia 29 em Lisboa e dia 30 no Porto) para apresentar o seu mais recente registo, "End of Disclosure" lançado a 22 de Março deste ano, pela Nuclear Blast.
Com as portas a abrirem mais tarde do que o suposto, o concerto iniciou-se rapidamente e da melhor maneira. Os lisboetas Theriomorphic foram encarregues de aquecer o público, cumprindo sem falhas a sua missão. Com uma presença de palco impecável acrescentando uma boa cumplicidade entre os músicos e parte da audiência (muitos de certo que não conheciam a banda até ao momento), os Theriomorphic tocaram temas tanto do seu primeiro álbum, "Enter the Theriomorphic" de 2005, e do seu segundo, "The Beast Brigade" de 2008, apresentando ainda um novo tema que decerto deixou os fãs presentes ansiosos por mais um álbum. No final do concerto, vocalista e baixista da banda, gracejando, agradeceu ainda aos que tinham entrado mais cedo no recinto para os ver.

Acaba a primeira parte, e segue-se a pequena pausa entre bandas, comenta-se o concerto de Theriomorphic…Desta vez, o público é tomado de assalto pelos dinamarqueses Hatesphere com a combinação letal de thrash e death metal. Que dizer do concerto? Foi graças à banda de Peter Hansen que se começou a gerar, “à séria”, os primeiros circle pits da noite, no entanto estes não aguentavam muito tempo e acabavam ou com saltos ou com o tradicional headbanging. Pormenores desnecessários à parte, os Hatesphere tiveram sempre grande atitude em palco, mas é impossível não destacar Esben Hansen, com uma voz poderosa e uma postura de louvar.

Penso que dificilmente houve alguém que não se sentisse contagiado pela energia emitida pela atuação do grupo. Já a setlist contou com os temas obrigatórios “Hate”, “Sickness Within” bem como “Forever War”, e como não poderia deixar de ser a banda tocou ainda alguns temas do novo álbum "Muderlust", lançado há 3 dias pela Massacre Records. Foi uma atuação sólida e que, provavelmente devido ao habitual e curto tempo dado às bandas de abertura, os Hatesphere souberam a pouco e qualquer dos presentes teria aceite de bom agrado mais uns minutos.
Chega então a tão aguardada hora. É a vez dos Hypocrisy subirem ao palco. Apagam-se as luzes e começa a soar a intro, vêm-se as mãos no ar e ouvem-se os assobios e os chamamentos dos fãs. Entram então Tomas Elofsson, Mikael Hedlund  e Horgh dando inicio ao esperado concerto.  
Peter Tägtgren é o último a entrar, entoa então as letras de "End of Disclosure", faixa-título do novo registo. Segue-se "Tales of Thy Spineless", com a audiência a entregar-se a uma performance excelente por parte dos veteranos suecos, que podem estar mais velhos, e, nas palavras de Tägtgren, menos bonitos, não mostram qualquer sinal de cansaço ou abrandamento. 
A noite continua e Peter, sempre alegre e conversador a agradecer aos fãs portugueses por uma receção tão maravilhosa, anuncia então "Valley of the Damned", seguida pelos clássicos "Necronomicon", "Buried", "Elastic Inverted Visions" e "War Path". A banda despede-se e retira-se dando pouco menos de uma hora de concerto. A audiência reage alarmada, mas rapidamente ganha esperança e, penso, novas forças para mais uns temas. 

Para o encore, foram guardadas "Roswel 47", ou como foi cantada Lisbon 47, "Adjusting the Sun", "Eraser" e como não poderia deixar de ser, "The Final Chapter". Aspectos negativos? Talvês a curta duração do concerto (pouco mais de uma hora), e claro faltou "Penetralia" na setlist. Mas depois de um concerto com a magnitude do de ontem, os poucos aspectos negativos rapidamente desaparecem e dão lugar na memória de todos os que compareceram no regresso dos Hypocrisy aos palcos nacionais, numa excelente noite em que tanto a música como a companhia superaram a maioria das expetativas.


Setlist de Hypocrisy, Paradise Garage – 29.09.2013
Tales of Thy Spineless
Fractured Millennium
Left to Rot
The Eye
The Abyss
Valley of the Damned
Fire in the Sky
Necronomicon
Buried
Elastic Inverted Visions
War-Path 
Encore:
The Gathering
Roswell 47
Adjusting the Sun
Eraser
The Final Chapter

Texto: Marta Louro
Fotos: Joana Mendonça (mais fotos na páginas do FB da SFTD Radio e de Joana Mendonça Photography)
Vídeos: cortesia do Rui Paulo (Nekronos Promotion Hell)











[Report] Breed 77 + W.A.K.O. + The Temple @ República da Música 27/09/2013 (com vídeos)

Numa noite em que o Boletim Meteorológico nos prometeu chuva, as portas da República da Música teimavam em não abrir... e só por volta das 22h15 é que finalmente abriram. Muito tarde tendo em conta que o início dos concertos tinha hora marcada para as 22h30.

26/09/2013

Breed77 em Portugal - Entrevista Exclusiva com André Joyzi e Rui Lopez

Os Breed77 estão de regresso a Portugal para duas datas inseridas na Tour de promoção do seu novo álbum "The Evil Inside".
É já amanhã, sexta-feira, dia 27 de Setembro que vamos poder vê-los e ouvi-los em cima do palco da República da Música, em Alvalade/Lisboa e no sábado, dia 28 de Setembro, em Paços de Ferreira, no Canecas Bar.
Para a festa ser completa, a acompanhá-los nas duas datas estarão os W.A.K.O. e a abrir as hostes, os The Temple (em Lisboa) e os Stubborm (em Paços de Ferreira).

É neste âmbito que a SFTD Radio esteve à conversa com os [agora] dois membros Lusitanos da banda: o baterista André Joyzi, e o novo vocalista Rui Lopez. Leiam abaixo a entrevista:

Orphaned Land regressam a Portugal (31 de Outubro, Lisboa e 1 de Novembro no Porto)

Oriundos de Israel, os Orphaned Land vão regressar aos palcos nacionais no mês de Outubro e Novembro, com duas datas: 31 de Outubro no Hard Club no Porto e 1 de Novembro no Santiago Alquimista em Lisboa para apresentarem o novo álbum “All Is One”, lançado através da Century Media.

The Winery Dogs and guests @ Lisboa, 23-Set-2013

 Os The Winery Dogs passaram nesta segunda-feira, 23 de Setembro, por território nacional para um concerto no Paradise Garage

[Review] Metallica 3D- Through the Never: mais olhos que barriga?


Estivemos na ante-estreia do filme 3D dos Metallica, na passada segunda feira, na sala IMAX do CC Colombo e aproveitamos para deixar ficar aqui alguns apontamentos sobre este filme, tentando não spoilar demasiado. De qualquer forma vamos revelar algumas coisas que poderão encontrar quando se deslocarem aos cinemas, por isso leiam por vossa conta e risco:

20/09/2013

Metallica em Directo no Rock in Rio 2013: Stream aqui!


Daqui por meia hora, às 04h30 de Portugal Continental, vejam o concerto dos Metallica no Rock in Rio:

13/09/2013

Passatempo SFTD/Lusatarium: Metallica-Through The Never

SFTD Radio, em parceria com os Lusatarium tem para oferecer 3 bilhetes para o filme 3D dosMetallica no IMAX do Colombo, "Through The Never".

Os vencedores receberão ainda os seguintes prémios:
•1º classificado : 1 Inscrição no MetClub
•2º classificado : 1 Casaco
•3º classificado : 1 T-Shirt

O passatempo constará de uma série de etapas diárias (pontuadas) com perguntas/adivinhas sobre a banda e decorrerá na página do Facebook da SFTD Radio,apenas para os seguidores da mesma.

As perguntas serão lançadas diariamente por volta das 22h, sendo a primeira já no dia 12-09-2013. 
Responde dentro de 24 horas a cada uma das perguntas para poderes ter a pontuação máxima.

11/08/2013

Vagos Open Air 2013 - Reportagem 2º Dia


 
O sol acordou bem quente em Vagos e para muitos nada saberia melhor que um salto à praia para refrescar. No entanto e apesar de mais uma vez a organização do festival proporcionar camionetas gratuitas para ir e vir da praia e que passavam de hora a hora, não foram muitos os aderentes. Penso que a falta de informação estará associada a essa fraca aderência. Nada que não possa ser melhorado para a próxima.

Neste segundo dia verifiquei que o número de pessoas tinha aumentado considerávelmente. Agora sim, ao contrário da véspera, o recinto e o espaço exterior estavam o que se pode chamar de muito bem composto. Até porque estava previsto um dia de música mais direccionada para o metal old school, o que, associado ao facto de ser sábado, tenha talvez atraído um maior número de fãs.

Para abrir as hostilidades, tivemos a banda portuguesa Web. Esta banda oriunda da cidade invicta e inicialmente idealizada por alguns roadies de Tarântula, demonstraram-se consistentes, enérgicos e provaram porque se mantêm no cenário trash metal português mesmo após os 25 anos de existência. Para quem ainda não tinha recuperado da véspera e não chegou a tempo de os ver, perdeu a grande oportunidade de os ver em palco. Foi a banda que às 17h da tarde começou por dizer “Boa noite Vagos” e com a sua música e presença aqueceram bem o público para o que se avizinhava. Um dos temas mais fortes da “noite” foi (In)Sanity.

Seguiram-se os icónicos Tarântula, a banda que tanta influência teve no cenário metal nacional entre os anos 80-90. Abriram com o tema After Life, do seu último álbum Spiral of Fear, tendo reacção imediata do público. Estiveram sempre animados, bem-dispostos e transmitiram essa satisfação nos riffs e na energia que emanavam do palco. Por entre temas mais recentes e outros mais antigos, não deixaram ninguém indiferente, conseguindo agitar a multidão.


A tarde foi avançando até ao momento de subirem ao palco os gregos Rotting Christ.
 
A banda de Dark Metal marcou a diferença, com a garra e poder em palco conseguiram prender e agitar os presentes. Foram desfilando temas recentes intercalados com outros mais antigos, sendo que um dos mais fortes terá sido o Societas Satanas, em que o público gritava e agitava-se a cada batida enérgica que estremecia do palco. Com uma assistência plenamente satisfeita, terminaram com um tema do seu último álbum, Noctis Era.
 
Metade do dia já tinha passado e apesar de já se sentir algum cansaço, o público queria mais. Foi então chegada a vez dos norte-americanos Iced Earth. Esta é uma banda que foi formada pelo guitarrista e compositor John Shaffer e que tem demonstrado porque se destacam no cenário metal. Do palco emanava poder, energia e uns riffs, que anexados aos momentos melódicos criaram uma reacção muito positiva no público, que tanto se agitava como cantava em uníssono com a banda. Após o tema Anthem, toda a banda saiu mas regressou pouco tempo depois para um Encore de três temas, sendo o último Iced Earth. No entanto o público não queria que o concerto ficasse por ali e continuaram a aplaudir e a clamar pelo regresso da banda. Para sua satisfação regressaram ainda para tocar mais um tema, The Hunted.



Algumas imperiais depois e mais um curto intervalo para recarregar energias, subiram ao palco Gamma Ray. Os alemães vieram substituir os Saxon, que devido a um acidente grave que deixou o seu vocalista, Biff Byford com lesões graves, tiveram de cancelar o concerto. Tiveram uma boa receptividade e o público deixou-se envolver na sua música e energia. Master Of Confusion, um tema do seu último EP foi seguida por Empathy, mas foi em Rise que o público atestou a sua satisfação. A banda pareceu muito satisfeita com o público que encontrou e fez questão de tocar um tema que já não tocavam ao vivo há muito tempo, do seu álbum, originalmente de 95, Land Of The Free. Tocaram ainda a cover de Helloween, Future World e após saírem do palco regressaram ainda para mais um tema.




A noite ia já avançada e o cansaço já se fazia sentir, quando os americanos Testament, cabeças de cartaz, deram início ao seu concerto. Apesar do cansaço notório por parte do público, houve uma grande ovação logo no seu segundo tema, More Than Meets The Eye, seguido de Native Blood igualmente participativo. O público agitou-se ao som do old school trash metal que Chuck Billy, o vocalista, não parou de perguntar se era o som que queriam ouvir. 
 
Chuck elogiou o público português e ia pedindo cada vez mais a participação dos presentes. Tocaram o tema Into The Pit que segundo o vocalista foi escrito para todos os “doidos por aí”, apontando para o público que se ia agitando na frente do palco. Durante o concerto, o vocalista ía tocando no seu suporte de microfone como se estivesse a tocar guitarra e mandando palhetas para o público. Após o tema Alone In The Dark, mais uma vez Chuck pediu a participação dos presentes, desta vez pretendia que gritassem tão alto que os seus amigos em São Francisco, Califórnia, conseguissem ouvir. Pareceu-me que havia falta de fôlego, mas quando os instrumentos pararam de tocar e se ouviu a ovação geral, comprovou-se que estavam à altura. Terminaram com Over The Wall, que o vocalista mencionou ter sido o tema usado para um videoclip ilegalmente filmado em Alcatraz e que conseguiram que passasse. Após a sua saída de palco e apesar de o público ter ainda aclamado pelo regresso da banda, não houve Encore.

Terminados os concertos, foi a vez de dezenas de resistentes dirigirem-se para a frente do pequeno palco perto da entrada, para ao som de temas clássicos terminar o festival em grande.

É também de salientar a boa evolução nesta edição do Vagos Open Air, tanto a nível da organização como a nível de qualidade de som. Portanto, esperemos que continuem assim e que para o ano possamos repetir a dose. Até lá!


Reportagem: Miriam Mateus
Fotos: Nuno Santos (todas as fotos no facebook da SFTD)

---> Report do 1º dia <---

Veja também: