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22/10/2012

SFTD Radio Fan of The Week

Anathema+Astra @ Paradise Garage, 20/10/2012

O Paradise Garage esteve ao rubro durante as duas horas do concerto dos Anathema, no passado sábado dia 20 de Outubro. Foi uma noite intensa, repleta de energia, de sentimentos e vibrações constantes transmitidas pela banda e correspondidas pelo público.

A porta abriu cedo mas o número de pessoas que afluíram ao concerto foi de tal forma extenso que apesar de estarem sempre a entrar, a fila no exterior ia-se mantendo. À porta do tour bus, parqueado em frente ao espaço, estava Daniel Cavanagh, guitarrista da banda, que ía dando música com um pequeno leitor que tinha na mão, aos que aguardavam para entrar no espaço. Quando a banda de abertura começou a tocar já o espaço estava cheio mas ainda havia umas quantas dezenas de pessoas na rua por entrar.

Astra
Astra foi a banda que deu início à noite que se aguardava promissora. Vieram da Califórnia e trouxeram um som de rock progressivo e maioritariamente instrumental. Tocaram durante cerca de 40 minutos e apresentaram quatro temas. Não deixaram o público indiferente, apesar de serem aparentemente desconhecidos para a grande maioria.




Foi às 22h que a Intro para Anathema soou. Uma grande ovação encheu o espaço quando os elementos da banda entraram em palco. Untouchtable Part 1, do seu último álbum e mote desta tour, Weather System, foi o tema escolhido para o início do concerto. As palmas iam ecoando ao som da música e as vozes uniam-se com a banda numa sinfonia perfeita continuando assim pela Part 2 do mesmo tema. Seguiram-se temas do seu álbum anterior, We’re Here Because We’re Here intercalados com os de Judgment, sempre acompanhados pelo público.

Daniel Cardoso
Após Wings of Gods, Daniel Cavanagh, menciona um gig acústico que fez em Braga há quatro anos atrás e que alguém foi ter com ele dizendo que havia um músico que gostava de tocar com eles e ele disse que sim. Apresentou então esse músico, Daniel Cardoso, o membro português que está a acompanhar a banda em tour. Acrescentou ainda que apesar de ele próprio parecer mais novo do que é na realidade, já anda no mundo da música há uns bons anos e que Daniel é sem dúvida o melhor músico que já conheceu. Após um forte aplauso, seguiram com Simple Mistake.

John Douglas
Tocaram Lightning Song e foi o momento escolhido para Daniel Cavanagh dirigir-se de novo ao público, desta vez para dizer que não sabe se acredita no Destino, nas coisas que estão previstas de acontecer, mas que quando tinha 11 anos sentou-se pela primeira vez ao lado de John Douglas por causa de ficarem sentados por ordem alfabética na sala de aula. Será que era porque era mesmo assim que teria de acontecer? A verdade é que 30 anos depois continuam juntos e a compor temas como o que se seguiu, The Storm Before The Calm.

O concerto estava a aproximar-se do fim e a intensidade que se ia fazendo sentir do palco e correspondido pelo público era gigante. Durante todo o concerto as centenas de vozes iam-se unindo com a música, em perfeita harmonia, apesar do som bem alto mas sempre perfeitamente nítido e equilibrado.

Vincent Cavanagh
Em Natural Disaster foi a vez de Vincent Cavanagh pedir que a iluminação fosse feita apenas pelos isqueiros, telemóveis ou até mesmo iPads, conforme ele conseguiu identificar do palco, a iluminar o espaço. A voz de Lee Douglas unida com a assistência, arrepiou.  Terminaram com Flying, do mesmo álbum da música anterior e o público mais uma vez não ficou indiferente. No refrão as vozes uniram-se de novo e não houve dúvidas que a noite estava a ser intensa, tanto para a banda como para o público.

Saíram do palco mas o regresso foi quase imediato. Para o Encore optaram por tocar One Last Goodbye, tema este que só tocam em momentos especiais, e terminaram com Fragile Dreams.

Após as despedidas e a saída final da banda, o público não quis ir embora e continuou a chamar pelos Anathema que apesar dos pedidos do público já não regressaram. Foi um concerto sem dúvida inesquecível para os fãs presentes.

Por: Miriam Mateus
Veja todas as fotos na página do facebook

Fica aqui uma pequena amostra da comunhão entre a banda e o público, na fantástica Flying :


Esta é a setlist daquela noite :

17/10/2012

Anathema em Portugal : Entrevista a Daniel Cardoso

Os Anathema vão regressar a Portugal para a apresentação do seu último álbum Weather Systems nos próximos dias 19 e 20 de Outubro no Hard Club no Porto e no Paradise Garage em Lisboa. Aproveitámos então este momento para fazer uma entrevista de fundo ao teclista Daniel Cardoso que integra a formação dos Anathema nesta digressão. 


Songs For The Deaf Radio: Como tudo começou e o que te fez ingressar no mundo da música?
Daniel Cardoso
Daniel Cardoso: Começou com um miúdo teimoso que percebia a música de forma diferente. Curiosamente nunca teve como objectivo ingressar no mundo da música (usando as tuas palavras), principalmente porque isso foi durante muito tempo uma espécie de sonho inalcançável, ou pelo menos era essa a opinião das pessoas que foram influentes para mim durante o meu crescimento como pessoa e músico. Mas lá está, eu era um miúdo teimoso. E ainda sou. Dizerem-me que algo ia ser difícil era o melhor catalisador para eu efectivamente tentar e correr o risco de errar antes de desistir. Acho que pelo menos segui o caminho daquilo que sei ter sido sempre a minha vocação.

SFTD Radio: Para além de músico és também compositor e produtor. Destas actividades quais te dão mais prazer?
D.C.: Está tudo extremamente diluído em mim hoje em dia. Não só pela necessidade de subsistência mas também por um misto de gosto e hábito. Se fizer uma boa auto-análise do assunto, acho que pertenço aos palcos, sou um exibicionista e tenho aquele orgulho narcisista de me imaginar a ser visto pelos olhos do público. Mas se passo muito tempo na estrada sinto falta do trabalho semi-criativo e localizado de uma boa produção em estúdio, ou do trabalho totalmente criativo e intimista de estar em casa ao piano a compor um tema ou um álbum. Não vale a pena descrever as diferenças, acho que qualquer pessoa que quiser ler esta entrevista já as sabe à partida. Mas no meu caso complementam-se totalmente. Nunca poderia ser simplesmente um performer nem simplesmente um compositor. Tenho a vantagem e a maldição de poder ser efectivamente as três coisas.

SFTD Radio: Como designarias o género das tuas composições musicais?
D.C.: Os anos e a necessidade acabaram por me tornar o mais versátil possível. Actualmente consigo dar mais de mim numa produção que namore ali um bocadinho com o pop/ rock do que com o metal. Por consequência do meu excesso de trabalho dos últimos anos opto por não ouvir metal em casa. Produzi ou envolvi-me com tantas bandas de metal que acho que já nada me surpreende no género. Se quiser ouvir música para fins recreativos, gosto de coisas calmas. No fundo sou um gajo duro que precisa de encontrar alguma paz na música que ouve.

SFTD Radio: Para que tipo de bandas compões, e que relações estabeleces com as bandas?
D.C.: Que tenha qualidade, bom gosto, budget e estofo para suportar as minhas manias e a forma agressiva como às vezes defendo as minhas ideias. Não é para todos, felizmente.

SFTD Radio: Quando e como surgiu a ideia de abrir a Ultrasoundstudios?
D.C.: Quando começou a haver clientes que o justificassem. O meu investimento inicial foi feito unicamente para garantir as condições necessárias a que eu fizesse a minha música com qualidade suficiente para não depender de ninguém. No caminho acabei por me envolver na música dos outros e começou a dar-se o fenómeno bola de neve. Comecei a ter muitas propostas de trabalho para produções e a certa altura justificou-se um estúdio, até porque era um sonho de adolescente. Mas é um erro investir num estúdio hoje em dia. A indústria está retraída. Actualmente os USS estão franchisados a dois corajosos gerentes. Isso quer dizer que eu sou o dono da marca UltraSoundStudios mas os estúdios têm gestão independente desde que sigam as directrizes da marca. É uma espécie de McDonalds a uma escala microscópica e sem cheeseburguers.

SFTD Radio: A Ultrasoundstudios tem tido o feedback pretendido?
D.C.: Teve mais que o esperado durante alguns anos. Agora serve para os seus gerentes pagarem as contas e sobreviverem. Ninguém está a enriquecer ou a fazer dinheiro com isso.

SFTD Radio: Como consegues conciliar tudo, tens alguma estratégia?
D.C.: Nem por isso, vou conciliando. Sou muito "seize the day". Não costumo falhar em deadlines mas também não sou o melhor em termos de organização de horários e de calendário. Tenho a vantagem de me poder compensar com um time-off sempre que me apetecer e acho que é assim que funciono, por auto-compensação. Se o trabalho me correu bem num dia, posso tirar o dia seguinte para ver filmes, séries e ir a um bom restaurante jantar com os Slamo.

SFTD Radio: Tens mais algum projecto na manga?
D.C.: Tenho. O meu cérebro não pára e isso tem tanto de bom como de mau. Mas tenho alguns projectos megalómanos que duvido que alguma vez consiga convencer alguém a financiá-los. Sou o tipo de pessoa que se ganhar o euro milhões ainda vai acabar por fazer mais e trabalhar mais do que antes. Mas parar é morrer, sempre se disse por aí.

SFTD Radio: Parece que em Portugal és menos reconhecido que no estrangeiro, porque achas que isso acontece?
D.C.: O estrangeiro é um bocadinho maior que Portugal, portanto é normal que assim seja. Mas acho que individualmente não há muitos países em que tenha sido mais reconhecido do que em Portugal. Criei a minha carreira sempre de forma ligeiramente marginal portanto é normal que não ande nas bocas da imprensa nacional, mas dentro do meio musical nacional muita gente conhece o meu nome e suponho que tenham algum respeito por ele, coisa que agradeço. O que nunca tive em Portugal foi ter artistas locais de certo calibre a investirem em mim e a confiarem no meu trabalho como artistas de certo calibre de outros países já o fizeram.

SFTD Radio: O que achas que é necessário para mudar essa situação?
D.C.: Nada de especial. Se calhar não tem que mudar. Nunca me esforcei por procurar atenção no meu país. Sinceramente nunca me esforcei para procurar atenção em lado nenhum. As coisas são como são. Eu limito-me a fazer o meu trabalho o melhor possível e agarrar as oportunidades que me vão aparecendo. Nunca forcei o meu trabalho a ninguém nem nunca impingi o meu trabalho a ninguém. Eu simplesmente sigo o meu caminho e vou-me deixando assediar por pessoas que precisam da minha ajuda para seguir o caminho delas, musicalmente falando.

SFTD Radio: Sentes que é mais favorável teres o reconhecimento do público de forma a poderes ser mais valorizado pelo meio musical?
D.C.: Sim, acho importante existir esse reconhecimento, claro. Também sou um artista e um artista para ser artista precisa de algum público, senão é só um louco.

SFTD Radio: Em Novembro de 2010 os Anathema tocaram no Hard Club no Porto e escolheram os Slamo como banda de abertura, o que influiu nessa escolha?
D.C.: Eu na altura já era amigo da banda. Os Anathema perguntaram-me por uma banda local para fazer as primeiras partes em Portugal e Espanha, e os Slamo estavam à procura de concertos. Limitei-me a mostrar Slamo aos membros da banda encarregues de decidir qual seria a banda de abertura para esses concertos. Toda a gente gostou de Slamo e os Slamo gostaram ainda mais de fazer essas datas de abertura.

SFTD Radio: Sei que tocas vários instrumentos, e que tens tocado essencialmente teclas com os Anathema, mas tens alguma preferência?
D.C.: Em palco prefiro tocar bateria dez milhões de vezes. Tocar teclas não tem piada. Não me consigo exprimir fisicamente, não consigo dizer para mim mesmo "hoje vou partir isto tudo", e isso é importante para mim como performer. Sei que o meu papel em Anathema é importante e necessário. Mas sinceramente se comparar ser teclista em palco com ser baterista, odeio ser teclista. É mesmo aborrecido.

SFTD Radio: Já trabalhaste ou trabalhas com várias bandas, entre elas os Ramp, Heavenwood, SiriuS, Slamo, etc, que projectos tens actualmente?
D.C.: Trabalhei recentemente com Ramp em estúdio, fiz a mistura do próximo trabalho da banda. SiriuS acabou em 2002 ou 2003 acho eu. Heavenwood são uma boa banda que decidiu desligar-se de mim. Slamo são provavelmente os meus melhores amigos no meio musical. Acho que estamos amaldiçoados a não conseguir fazer música porque quando nos juntamos só queremos bons jantares, bons vinhos e vida boémia. O Tobel, vocalista de Slamo, quando ler isto vai já telefonar-me a mandar vir comigo e a dizer que temos é que ensaiar e fazer música. O que faz sentido tendo em conta que ele é efectivamente das pessoas mais talentosas que conheço. A maior dificuldade está em acertarmos as agulhas e a disponibilidade de ambos. No dia em que o universo se alinhar dessa forma, somos capazes de fazer um par de álbuns históricos.

Anathema no Vagos Open Air 2011
SFTD Radio: No Vagos Open Air 2011 tocaste pela primeira vez em Portugal com os Anathema, qual foi a sensação?
D.C.: Senti vergonha. Toquei com Anathema em países daqueles aos quais gostamos de chamar de terceiro-mundistas e nunca houve problemas técnicos ao nível dos que tivemos em Vagos. Toda a gente faz questão em todo o lado de proporcionar as melhores condições possíveis à banda. Depois chegamos ao meu país, num festival que comporta uma meia dúzia de milhar de pessoas e temos um gerador a falhar 3 ou 4 vezes durante uma actuação.

SFTD Radio: Como contornaram esses problemas técnicos?
D.C.: A banda teve muita paciência e boa postura, são boas pessoas e pensaram no público e nos fãs. Eu sinceramente senti vergonha. Sou o elemento mais novo na banda e não me cabe a mim ter algum tipo de postura decisiva. Mas se estivesse numa posição de liderança na banda provavelmente tinha feito alguma asneira tipo partir uma guitarra ou duas, na melhor das hipóteses. No fundo sei que a organização não agiu de má fé, mas custa-me um bocado que isto tivesse que acontecer no meu país. Parecemos uns totós que não sabem que tipo de amperagem ou de potência precisam para um gerador de um festival, ainda por cima um festival repetente.

SFTD Radio: Sentiste receptividade por parte do público português ou achas que essa receptividade tem sido mais intensa noutros países?
D.C.: Senti que a banda é bem recebida em Portugal, mas nunca ao nível de outros países. Os sul-americanos e os italianos são imbatíveis. Os iranianos também o são, e ainda estão sujeitos à prova de esforço extra de não poderem ver a banda no seu próprio país por causa da castração artística do governo local. Mas isso não os demove de terem que se deslocar aos mais variados países para nos verem. Concerto sim concerto não, há uma comitiva extremamente entusiasta vinda do Irão.

SFTD Radio: Até hoje qual foi o teu concerto favorito com os Anathema?
D.C.: Não sei bem, mas aquele que mais gostei foi na Tunísia, porque o John Douglas estava de férias e estava eu na bateria, hehe.

SFTD Radio: Desde Setembro estás em tour com os Anathema, como tem corrido?
Daniel Cardoso (foto : Caroline Traitler)
D.C.: A tour está a correr bastante bem apesar de alguns percalços. Abrimos com um concerto na Bulgária para a gravação do DVD oficial ao vivo. Foi um projecto megalómano, com a direcção artística do realizador dinamarquês Lasse Hoile. Foi num anfiteatro romano com uma orquestra de 36 elementos. Entretanto ao terceiro concerto perdemos o nosso técnico de som (curiosamente um português, embora residente em UK) por motivos familiares. Passado uma semana perdemos o nosso tour manager devido a problemas na empresa dele que o levaram a ter que abandonar a tour para garantir a subsistência da empresa. Mas foram feitas as devidas substituições e continuou tudo a rolar. Os shows têm sido muito bons, quase sempre esgotados e com um público incrivelmente dedicado

SFTD Radio: Quais são os teus objectivos para o futuro?
D.C.: Ganhar mais dinheiro e trabalhar menos. Não só porque estou a ficar velho mas também porque gostava de trabalhar mais por gosto e menos por necessidade de pagar as contas. Idealmente deveria ter só 2 ou 3 clientes muito bons e muito ricos por ano. Produzia 2 ou 3 best sellers, era bem pago e toda a gente ficava contente. Infelizmente a conjuntura económica do país e a realidade da indústria musical dão aos meus objectivos um contorno consideravelmente utópico. Mas que se lixe, não deixa de ser o ideal e vou trabalhar para isso.

SFTD Radio: Que conselho darias a alguém que tem vontade para entrar no mundo da música?
D.C.: Entrar conscientemente no mundo da música com sonhos de ter uma carreira artística hoje em dia só não é um erro se for feito por alguém com um talento muito acima da média ou com um trabalho extremamente inovador (ambos num plano comparativo à escala mundial), se for alguém com capacidade financeira e vontade de perder dinheiro ou ainda se for alguém com muito boas cunhas, embora isso raramente resulte a longo prazo se não houver talento. A música como profissão é um mau investimento. Não vale a pena espalharem emails com as tabelas sindicalizadas de cachets de músicos porque isso não é realista nos tempos em que vivemos. Também não vale a pena espalharem posts no facebook a dizer "se és músico não toques à borla" porque isso ainda é menos realista. Se queres crescer num meio extremamente competitivo e saturado como este, toca à borla. Toca à borla 3, 4 ou 20 vezes e mostra que és o melhor. Ainda há espaço, oportunidades e dinheiro para os melhores. Eu toquei muitas vezes à borla e agora anos mais tarde vou chegar a Portugal com uns milhares de euros no bolso por estar dois meses em tour com uma banda estrangeira de quem era fã quando tinha 15 anos e tocava à borla. Esse tocar à borla chama-se promoção. Mas só resulta se tiveres realmente um bom trabalho e qualidade para promover. Caso contrário estás no ramo errado, e podes continuar a estar, nada contra. Não podes é exigir que te paguem. Lamento.

Entrevista por: Miriam Mateus

Segue no Facebook : Anathema |  Daniel Cardoso | Songs for the Deaf Radio
Fotos de Anathema no Vagos Open Air | Caroline Traitler Photography
Post relacionado : Anathema anunciam novo trabalho

Os concertos, organizados pela Prime Artists, terão lugar no dia 19 de Outubro no Hard Club no Porto, e dia 20 no Paradise Garage em Lisboa, e contarão na primeira parte com os Astra, banda norte-americana de prog rock. Ainda há bilhetes (não muitos) à venda na Ticketline para ambas as datas.



05/10/2012

Paradise Lost + Soen @ Lisboa 3-10-2012

O Paradise Garage acolheu umas largas centenas de fãs, na passada quarta-feira, para passar uma noite de intensidade ao som de Paradise Lost. Apesar das portas terem aberto cedo, a afluência foi muita e quando a música começou havia ainda quem esperasse lá fora para entrar.

O espaço ainda estava a compor-se quando a primeira banda vinda da Suécia subiu ao palco. Os Soen executaram um som muito envolvente, e apesar de não terem sido muito faladores com o público, a música comunicou por si só.
Um som inédito e profundo foi atraindo os presentes que foram aglomerando-se na frente do palco. O vocalista, Joel Ekelöf, mencionou o nome álbum que saiu há seis meses e foram muitos os presentes que reagiram positivamente ao mesmo. Foi sem dúvida uma banda bem escolhida para iniciar a noite intensa dos Paradise Lost .

A sala estava apinhada quando os Paradise Lost entraram em palco e rapidamente o som da sua intro foi acompanhada por palmas. Iniciaram o concerto propriamente dito com o tema Widow, do seu álbum Icon de 1993 e desde cedo o público reagiu e interagiu com a banda.

Após a segunda música, Nick Holmes, o vocalista, mencionou que era um prazer regressar a Lisboa e que já há muito devia um concerto em Lisboa. Após a execução de um dos temas do seu último álbum, regressaram um atrás no tempo com o tema Erased, seguido de Forever Failure de 95. Todo o alinhamento foi bem conjugado! Foram alternando o novo álbum com outros de álbuns anteriores e que marcaram a história da sua existência, percorrendo assim temas cujos presentes bem conheciam e viviam com agrado.

Infelizmente só a partir da sexta música é que o som da voz tornou-se mais perceptível e audível. Uma troca de microfone e alguns ajustes do som ajudaram nesse sentido, apesar de que ainda foram notando-se algumas dificuldades sonoras durante todo o concerto.
Após Praise Lamented Shade, Nick questionou a assistência sobre se tinham algum pedido especial a fazer. Mas as escolhas foram tão variadas, e numa discografia tão extensa foi difícil que todos se alinhassem numa única direcção. Assim, continuou então com o tema previsto no alinhamento, o Pity of Sadness. Entretanto, o espaço encheu-se com as vozes do público que acompanhava a banda em As I Die, tema do seu terceiro álbum de estúdio.

Terminaram com The Enemy, mas ninguém mexeu-se do seu lugar, esperando que a banda regressasse para o encore, o que ocorreu alguns minutos depois.

Regressaram então ao palco para mais quatro músicas e apesar de todas elas serem do agrado dos presentes, foi no terceiro tema, Faith Devides Us - Death Unites Us, que o público mais vibrou e cantou com a banda. No refrão o espaço encheu-se de vozes. Terminaram com o tema Say Just Words. 

O concerto de Paradise Lost durou apenas 1h20m! Foi uma sensação de insuficiente, do saber a pouco, que acabou por ficar na mente de todos os fãs. Provavelmente não terá sido o concerto mais mítico realizado em Portugal, mas é sempre muito bom rever uma das bandas mais marcantes no cenário do metal mundial. Os Paradise Lost tem quase 25 anos de carreira, milhares de fãs e seguidores, e ainda hoje servem de inspiração para tantas outras bandas, portanto é gratificante vê-los pisar os nossos palcos.

Set List:
Intro
Widow
Honesty In Death
Erased
Forever Failure
Soul Courageous
In This We Dwell
Praise Lamented Shade
Pity The Sadness
As I Die
Symbol Of Life
Tragic Idol
The Enemy
Encore:
One Second
Fear Of Impeding Hell
Faith Divides Us – Death Unites Us
Say Just Words

Reportagem : Miriam Mateus
Fotos : Nuno Santos (veja aqui todas as fotos na página do facebook)

Aqui ficam vídeos de alguns dos momentos altos : 
Paradise Lost - Fear of Impending Hell @ Lisboa


Paradise Lost - In This We Dwell @ Lisboa


Paradise Lost - Say Just Words




12/09/2012

Passatempo Iron Maiden / Steve Harris

Para assinalar o lançamento do álbum de estreia a solo do lendário baixista da banda, Steve Harris, a Songs For The Deaf Radio vai oferecer exemplares do último CD ao vivo dos Iron Maiden (na foto ao lado) :





Para concorrer basta ir à nossa página no facebook e seguir os seguintes passos :
  • 1º Meter 'gosto' no anúncio do passatempo  (e na página, caso por algum lapso lamentável ainda não o tenham feito:)
  • 2º Enviar para songsforthedeaf@sapo.pt a resposta à seguinte pergunta : 'Qual o nome do álbum a solo de Steve Harris?', acompanhada duma foto de tua autoria alusiva aos Iron Maiden (colecções de álbuns, de t-shirts, de concertos, etc) bem como dados pessoais (Nome/ Nome de utilizador FB ou blogger e Data de Nascimento) até ao próximo sábado, dia 15 de Setembro.
As fotos serão disponibilizadas para votação (por likes) na nossa página na semana seguinte, até dia 23. As 5 mais votadas receberão os CD's. 

PRÉMIO de QUALIDADE
Para não ficarem a pensar que só quem tem muitos amigos é que tem hipótese de ganhar, nós escolheremos também as três que considerarmos melhores, para receberem também um CD.
Os vencedores serão anunciados e avisados por mail no dia do lançamento oficial do novo álbum, 24 de Setembro (http://www.steveharrisbritishlion.com/)


Podes acompanhar o desenrolar do concurso no evento criado para o efeito no Facebook

(Passatempo válido apenas para Portugal)

31/08/2012

Deftones anunciam título do novo álbum e digressão de outono

Os Deftones anunciaram que o seu novo álbum sairá no próxima dia 13 de Novembro. O título do sétimo álbum de estúdio da banda será KOI NO YOKAN.
Para promover este lançamento a banda vai-se por à estrada numa digressão pela América do Norte, com os convidados Scars On Broadway. A tour começa no Canadá dia 9 de Outubro e acaba em meados de Novembro, na costa oeste. 

Mais info em Deftones.com


30/08/2012

Quinzena comemorativa do 4º aniversário do Side B de Benavente

É já no próximo sábado, dia 1 de Setembro, que o Side B inicia a celebração do seu 4º aniversário, com uma festa/concerto com os IBÉRIA e MISS LAVA.

Para assinalar esta ocasião única, a Songs For The Deaf Radio, com o apoio dos Ibéria, irá lançar durante o dia de hoje um passatempo (na nossa página do facebook) onde poderão habilitar-se a ganhar álbuns da banda. Fiquem atentos !

A comemoração irá continuar durante os dois próximos fins de semana, com concertos nos dias 7,8,14 e 15:

SABADO - DIA 1 DE SETEMBRO - IBÉRIA + MISS LAVA
Festa de comemoração do 4º aniversário do Side B

Portas - 21h30 / Início - 22h45 / Bilhetes - 5€ (bilhete de valor simbólico)




SEXTA FEIRA - DIA 7 DE SETEMBRO - SUNYA + INNER BLAST
Concerto de apresentação e lançamento do novo album dos Sunya, intitulado como "Zodlac".

A banda irá apresentar em estreia ao vivo, temas deste novo trabalho.
A primeira parte, estará a cargo dos Lisboetas INNER BLAST.
Portas - 21h30 / Início - 22h45 / Bilhetes - 5€



SABADO - DIA 8 DE SETEMBRO - THEE ORAKLE + THE SPEKTRUM
Regresso da banda Thee Orakle ao Side B, e um regresso muito aguardado aos palcos,da banda The Spektrum, após um logo periodo de ausência de concertos, a banda apresenta-se com novo line-up, e na melhor fase de toda a sua carreira.
Portas - 21h30 / Início - 22h45 / Bilhetes - 6€
THEE ORAKLE (Video/audio) - http://www.youtube.com/watch?v=J6F9542yy3s


SEXTA FEIRA - DIA 14 DE SETEMBRO - INKILINA SAZABRA + MALDITA |Brasil|
Concerto de apresentação e lançamento do novo album dos Inkilina Sazabra, intitulado como "Almas Envenenadas".

A banda irá apresentar em estreia ao vivo, temas deste novo trabalho.
A primeira parte, estará a cargo dos Brasileiros MALDITA, directamente do Rio de Janeiro para a Europa, numa 2ª vez, em tour de promoção ao seu mais recente trabalho.
Portas - 21h30 / Início - 22h45 / Bilhetes - 5€
INKILINA SAZABRA (Video) - http://www.youtube.com/watch?v=fbuyqm67a2E
MALDITA |Brasil| (Video) - http://www.youtube.com/watch?v=KOlFJ0LhssA


SABADO - DIA 15 DE SETEMBRO - AVA INFERI + SINMATTIC
O regresso ao Side B, da banda de Rune Eriksen (Aura Noir e ex. Mahyem) e de Carmen Simões (Moonspell e ex. Aenima), os AVA INFERI garantem mais um grandioso espectáculo musical e visual, como só eles sabem representar.
A primeira parte está a cargo dos Prtugueses Sinmattic, uma estreia no Side B, e no panorama nacional musical.
Portas - 21h30 / Início - 22h45 / Bilhetes - 7.50€
 

Mais sobre o Side B - Live Concerts Venue - Benavente : 

Sabe mais sobre estes e outros concertos na nossa agenda

20/08/2012

Kandia ultimam novo trabalho (c/ vídeo)

Os Kandia estão neste momento a trabalhar no seu novo álbum, sucessor de "Inward Beauty|Outward Reflection" lançado em 2010.
O novo álbum foi co-escrito e produzido com Daniel Cardoso, e incluirá 12 novos temas e uma cover que, de acordo com as palavras da banda, muita gente não estará à espera, mas decidiram arriscar.
O álbum,  que não tem ainda data exacta de lançamento, apesar de apontado para o início do próximo ano, conta ainda com a participação especial de KATFYR que proporciona ao som rock dos Kandia : "aquilo que pensamos ser o ingrediente que faltava para nos distanciarmos das restantes bandas female-fronted."
A banda do Porto, que assinou recentemente um contrato de publishing com a BMG/Chrysalis, está agora concentrada em ultimar o trabalho enquanto procura também uma editora.

Aqui fica uma pequena amostra do que vem por aí:


"Into Your Hands" do anterior  Inward Beauty|Outward Reflection (2010)


Podes acompanhar as novidades da banda na sua página do facebook.




19/08/2012

[Report] Concerto dos XX anos de Alcoolémia

 
ALEGRIA, ENERGIA, ENTUSIASMO E DEDICAÇÃO são as melhores palavras para descrever o concerto dos XX Anos de Alcoolémia nas Festas da Cidade de Amora, que foi assistido e comemorado com os fãs e amigos da banda, no passado dia 15 de Agosto.

Tal como anunciado foram tocadas 20 músicas, em que todos os álbuns estiveram presentes, incluindo a faixa “Palma da Mão” do último álbum que sairá brevemente, e que teve uma grande aprovação por parte do público que se encontrava presente.

Os Alcoolémia iniciaram o seu concerto tocando na íntegra o seu primeiro álbum “Não Sei Se Mereço”, que contou com a presença de Carlos Sousa ao Saxofone em “Curtir a Vida” e “Não Sei Se Mereço”, esta última contou também com a participação de Francisco Rosário e Carlos Pepe da banda “Horas Vagas”. O público vibrava e participava com entusiasmo, fazendo-se ouvir com ou sem o incentivo da banda, e um dos primeiros momentos em que tal se pôde verificar, sentir e vibrar foi em “Para Quê Sonhar”, onde banda e público interagiram entusiasticamente.


De seguida passaram ao segundo, terceiro e quarto álbum, “Não Há Tretas”, “Até Onde” e “Alcoolémia”, com “Queria Roubar-te um Beijo” que contou com a participação de Tó Pica, guitarrista de Ramp e Anti-Clockwise.

“Portugal o Nosso País” seguiu-se, com uma excelente introdução do guitarrista Pedro Madeira, e mais uma vez o público colaborou com grande entusiasmo.

Continuando pela viagem dos seus XX Anos os Alcoolémia apresentam-nos mais um convidado, Covas Frazão, vocalista e guitarrista de Sicksin e Re-Censurados, que com a sua energia e voz nos apresenta “Há Quanto Tempo Ando Aqui”.

Outro dos momentos altos da noite foi quando tocaram “Chiclete”, música original dos Taxi, onde mais uma vez banda e público interagiram com grande entusiasmo e alegria.

Já quase a terminar os Alcoolémia pedem a Rui Santos da Radio Super FM, radio que desde o início da banda em 1992 os tem acompanhado, e Jorge Rosado, amigo de longa data, para subirem ao palco de modo a cantarem em conjunto o “Hino da Super”, hino este que foi composto pelos Alcoolémia a convite da radio, demonstrando assim a importância e relevância que esta banda tem para a música nacional.

É com “Keep On Rock In The Free World” de Neil Young, e com todos os convidados em palco, que termina a actuação dos Alcoolémia, no entanto, o público ainda os presenteia cantando bem alto os “Parabéns a Você”.

Foi um concerto onde se pôde verificar o crescimento dos Alcoolémia, notando-se a união entre todos e o prazer de tocar para todos os seus fãs e amigos. Foi sem dúvida um concerto para mais tarde recordar!!!

Alinhamento (com links para os vídeos) :
- Batam Com a Cabeça no Chão
- Vizinha Linguaruda
- Quero-te Ver Nua
- Só Tu e Eu (Uma História Mal Contada)
- Intro Saxofone com Carlos Sousa
- Para Quê Sonhar
- Curtir a Vida (Saxofone – Carlos Sousa)
- Não Quero Vida de Militar
- Intruja (Missão Impossível + Solo Bateria)
- Não Sei Mereço (Saxofone – Carlos Sousa)
- Até o Mundo Acabar
- Queria Roubar-te um Beijo (Tó Pica na Guitarra)
- Portugal o Nosso País (introdução de Pedro Madeira)
- Areia de Pedras Salgadas 
- Fugir Para Quê
- Nem ás Paredes Confesso
- Há Quanto Tempo Ando Aqui (Covas Frazão na Voz)
- Chiclete
- Hino da Super
- Keep on Rock in The Free World (Alcoolémia e todos os convidados)

Reportagem e vídeos : Ana Santos
Fotos: António Gaspar  e Ana Santos (Saxofonista Carlos Sousa, Pedro Madeira em “Portugal o Nosso País” e Covas Frazão)

Veja também: