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19/08/2012

[Report] Concerto dos XX anos de Alcoolémia

 
ALEGRIA, ENERGIA, ENTUSIASMO E DEDICAÇÃO são as melhores palavras para descrever o concerto dos XX Anos de Alcoolémia nas Festas da Cidade de Amora, que foi assistido e comemorado com os fãs e amigos da banda, no passado dia 15 de Agosto.

Tal como anunciado foram tocadas 20 músicas, em que todos os álbuns estiveram presentes, incluindo a faixa “Palma da Mão” do último álbum que sairá brevemente, e que teve uma grande aprovação por parte do público que se encontrava presente.

Os Alcoolémia iniciaram o seu concerto tocando na íntegra o seu primeiro álbum “Não Sei Se Mereço”, que contou com a presença de Carlos Sousa ao Saxofone em “Curtir a Vida” e “Não Sei Se Mereço”, esta última contou também com a participação de Francisco Rosário e Carlos Pepe da banda “Horas Vagas”. O público vibrava e participava com entusiasmo, fazendo-se ouvir com ou sem o incentivo da banda, e um dos primeiros momentos em que tal se pôde verificar, sentir e vibrar foi em “Para Quê Sonhar”, onde banda e público interagiram entusiasticamente.


De seguida passaram ao segundo, terceiro e quarto álbum, “Não Há Tretas”, “Até Onde” e “Alcoolémia”, com “Queria Roubar-te um Beijo” que contou com a participação de Tó Pica, guitarrista de Ramp e Anti-Clockwise.

“Portugal o Nosso País” seguiu-se, com uma excelente introdução do guitarrista Pedro Madeira, e mais uma vez o público colaborou com grande entusiasmo.

Continuando pela viagem dos seus XX Anos os Alcoolémia apresentam-nos mais um convidado, Covas Frazão, vocalista e guitarrista de Sicksin e Re-Censurados, que com a sua energia e voz nos apresenta “Há Quanto Tempo Ando Aqui”.

Outro dos momentos altos da noite foi quando tocaram “Chiclete”, música original dos Taxi, onde mais uma vez banda e público interagiram com grande entusiasmo e alegria.

Já quase a terminar os Alcoolémia pedem a Rui Santos da Radio Super FM, radio que desde o início da banda em 1992 os tem acompanhado, e Jorge Rosado, amigo de longa data, para subirem ao palco de modo a cantarem em conjunto o “Hino da Super”, hino este que foi composto pelos Alcoolémia a convite da radio, demonstrando assim a importância e relevância que esta banda tem para a música nacional.

É com “Keep On Rock In The Free World” de Neil Young, e com todos os convidados em palco, que termina a actuação dos Alcoolémia, no entanto, o público ainda os presenteia cantando bem alto os “Parabéns a Você”.

Foi um concerto onde se pôde verificar o crescimento dos Alcoolémia, notando-se a união entre todos e o prazer de tocar para todos os seus fãs e amigos. Foi sem dúvida um concerto para mais tarde recordar!!!

Alinhamento (com links para os vídeos) :
- Batam Com a Cabeça no Chão
- Vizinha Linguaruda
- Quero-te Ver Nua
- Só Tu e Eu (Uma História Mal Contada)
- Intro Saxofone com Carlos Sousa
- Para Quê Sonhar
- Curtir a Vida (Saxofone – Carlos Sousa)
- Não Quero Vida de Militar
- Intruja (Missão Impossível + Solo Bateria)
- Não Sei Mereço (Saxofone – Carlos Sousa)
- Até o Mundo Acabar
- Queria Roubar-te um Beijo (Tó Pica na Guitarra)
- Portugal o Nosso País (introdução de Pedro Madeira)
- Areia de Pedras Salgadas 
- Fugir Para Quê
- Nem ás Paredes Confesso
- Há Quanto Tempo Ando Aqui (Covas Frazão na Voz)
- Chiclete
- Hino da Super
- Keep on Rock in The Free World (Alcoolémia e todos os convidados)

Reportagem e vídeos : Ana Santos
Fotos: António Gaspar  e Ana Santos (Saxofonista Carlos Sousa, Pedro Madeira em “Portugal o Nosso País” e Covas Frazão)

13/08/2012

Heavenwood disponibilizam música nova e têm novo álbum a caminho

Os Heavenwood divulgaram uma versão pré-produção da música 'The High Priestess' que constará no próximo álbum da banda, cujo nome foi já revelado. 

O novo e quinto álbum da banda do Porto, com edição pela Listenable Records, chamar-se-á "The Tarot of the Boehmians - Part I" e é inspirado na obra do ocultista Papus, sendo que ainda não tem datas de gravação e lançamento marcadas.
Pela qualidade desta amostra, aumentámos desde já a expectativas sobre o que ainda está para vir, até porque a fasquia deixada pelo último 'Abyss Masterpiece' está muito elevada.


O vídeo da nova música está disponível "por um curto tempo" na página do Facebook da banda (clica aqui para ver).


Entretanto a banda vai participar, no dia 14 de Agosto, num concerto de angariação de fundos para a reconstrução dos estúdios 213 (do guitarrista da banda, Bruno Silva), totalmente destruídos num incêndio há cerca de um mês.
O evento decorrerá no Metalpoint (C.C.Stop)  no Porto, e contará com a participação dos thrashers Web e Warchitectt, e dos Debunker. (vê aqui o cartaz).


Aproveitamos para relembrar como foi o mais recente concerto da banda (em Lisboa) : http://songs4deaf.blogspot.pt/2012/07/reportagem-heavenwood-noctem-hate-in.html, e a entrevista que o guitarrista Ricardo Dias concedeu à SFTD Radio por essa ocasião : http://songs4deaf.blogspot.pt/2012/07/heavenwood-entrevista-concerto-com.html

09/08/2012

[Entrevista] Alcoolémia celebram 20 anos de carreira com concerto na Amora

Os Alcoolémia são uma banda portuguesa proveniente da Amora, criada no ano de 1992. Após várias alterações na sua formação, neste momento podemos contar com João Beato na voz, Pedro Madeira na guitarra e na voz, Manelito também na guitarra e na voz, Carlos Cardoso no baixo e Ivo Martins.





Após 20 anos e vários concertos com bandas nacionais e internacionais ainda os podemos ver actuar por todo o território nacional, além de estarem a preparar-se para o lançamento do seu 5.º álbum.

No próximo dia 15 de Agosto irão celebrar os seus 20 anos de carreira com um concerto nas Festas da Cidade de Amora, que será o início da Tour dos seus 20 anos, que contará com algumas participações especiais : Carlos Sousa (Saxofone), Covas Frazão (guitarrista e voz de Sicksin e Re-Censurados) e Tó Pica (guitarrista de Ramp e Anti-Clockwise).



Com a proximidade deste evento tão importante na sua carreira, tivemos o privilégio e o prazer de uma pequena conversa/entrevista com o baixista Carlos Cardoso e com o guitarrista e voz Manelito :

Songs for the Deaf Radio - Com mais de 600 concertos, várias participações em programas de rádio e nas televisões, duas demos, alguns singles em colectâneas, 4 álbuns editados e o 5.º a caminho, como definem os 20 anos de Alcoolémia?

Carlos Cardoso - São 20 anos de perseverança, coragem, atitude, genuidade e humildade.

Manelito - Foi um percurso positivo sem dúvidas, desde 1992 que iniciamos a nossa carreira, sem nunca termos parado, é com um enorme orgulho que vejo os Alcoolémia a entrarem para esse pequeno lote de bandas que o conseguiram atingir e sermos conhecidos a nível nacional, o termos partilhado palco com grande parte das bandas de topo Portuguesas, o termos tocado nos palcos mais emblemáticos espalhados por todo o País, o termos tido o privilégio de gravar com grandes produtores, em grandes estúdios, os nossos álbuns editados por editoras conceituadas, o privilégio de termos trabalhado com bons agentes e acima de tudo o carinho que o nosso público nos dá, tudo isso somado só podia dar positivo.

SFTD Radio - Qual a música que na vossa opinião define mais os Alcoolémia e porquê?

Carlos Cardoso - "Há quanto tempo ando aqui", define as dificuldades passadas ao longo destes anos para manter a banda activa.

Manelito - Para mim é a "Não sei se mereço", para além de ser o nosso tema mais conhecido, e com o qual nos identificamos mais pela letra em si, por entre as quadras escritas no tema, estão descritas as nossas humildes origens, os nossos problemas, as nossas dificuldades após não termos completado os estudos, o ter que ir trabalhar para conseguir ter algo que os nossos pais não nos conseguiam dar, aliás a triste realidade de muitos adolescentes naquela década de 90 e que se identificaram prontamente com tema.

SFTD Radio - Depois de terem comemorado o 10.º Aniversário nas Festas da Cidade de Amora, o que significa para vocês a comemoração do vosso 20.º Aniversário também no mesmo local?

Carlos Cardoso - Bom filho a casa torna, tocar na nossa zona tem um sabor especial, não só para a banda mas também para os fãs que nos acompanham desde o primeiro dia.

Manelito - É a nossa casa, a cidade que nos viu nascer, pois foi onde fizemos o nosso primeiro espectáculo numa semi-final do Seixal Rock precisamente no dia 14 Agosto de 1992, onde fizemos outros espectáculos memoráveis numa sala carismática também na Amora a S.F.O.A., onde vivemos excelentes momentos de partilha com o nosso público. Posteriormente nas Festas Populares da Amora tivemos o privilégio de comemorar lá, entre outros, o nosso 10º aniversario e agora iremos comemorar o nosso 20º. É uma cidade talismã para nós, onde somos sempre recebidos com um enorme carinho por parte de todos os elementos da Junta de Freguesia da Amora e respectiva Presidência.

SFTD Radio - O que podemos esperar com o novo álbum que vem a caminho?

Carlos Cardoso - Rock actual, genuíno, agressivo e orgulhosamente português.

Manelito - Estamos muito entusiasmados com este novo material até porque vamos gravar este 5º álbum com o nosso novo vocalista João Beato que nos permite fugir um pouco da sonoridade dos Alcoolémia e ir para outras sonoridades que até aqui eram impensáveis para a banda, para além de neste momento termos o melhor line-up de músicos que alguma vez tivemos e que vai fazer diferença.
Voltando agora outra vez ao nosso novo vocalista João Beato para além de letrista também compõe a nível musical e que em conjunto com o nosso guitarrista/produtor Pedro Madeira tem funcionado bem, e que nos está a deixar a todos os elementos da banda um bom presságio para o futuro que se avizinha.
Este 5º álbum vai ser o nosso álbum mais Rock de todos, e que entre alguns singles rock, de preferência de outros elementos, eu destaco outro, um tema acústico que em princípio irá ter por título "Palma da mão", que não me canso de ouvir.

SFTD Radio - Sendo os Alcoolémia uma banda prestes a completar duas décadas de existência, que conselhos dariam às novas bandas que têm aparecido em território nacional?

Carlos Cardoso - Apesar do panorama estar cada vez mais complicado para as novas bandas, as tecnologias estão cada vez mais acessíveis o que faz com que a desistência e o derrotismo não sejam opções.

Manelito - Apesar de muita banda pensar que hoje em dia é mais fácil entrar no meio musical, porque existe a Internet, Redes Sociais onde se podem auto promover, devo lembrar que existem centenas de bandas com o mesmo pensar e algumas já com muita qualidade, portanto tentem fazer o vosso melhor, não se contentem em ficar pelo medianíssimo, e apostem forte, pratiquem no vosso instrumento, tentem aprender música, temos cada vez mais pessoas credenciadas no ensino musical, quando sentirem que estão num bom nível com a banda invistam a gravar num estúdio, com um produtor que consiga extrair todo o potencial da banda, procurem um manager, uma agência, para poderem sobressair na altíssima concorrência que existe nos dias de hoje por todo o país, em qualquer género musical.
O público de hoje tem muita oferta de diversão nocturna, e nem sempre procura bandas de originais ou música ao vivo, aliás cada vez menos se vê público em espectáculos de bandas de garagem, e as vezes é preciso fazer um cartaz de 5 a 6 bandas para se conseguir meter 100 pessoas numa sala fechada, mesmo com preços baixos na entrada e as bandas a tocarem quase só pelas despesas.

Entrevista por Ana Santos
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E para terminar aqui fica o convite formal da banda:

Para quem tenha curiosidade em saber um pouco mais sobre os Alcoolémia pode aceder aos seguintes links:
https://www.facebook.com/alcoolemia.alcoolemia
https://www.facebook.com/alcoolemiarock
http://palcoprincipal.sapo.pt/alcoolemia
www.myspace.com/alcoolemia

Alcoolémia : Não Sei Se Mereço

 
Alcoolémia - Há Quanto Tempo Ando Aqui

Vagos Open Air 2012 - Reportagem do 2º dia (04-Ago)

O segundo dia do Vagos Open Air, ao contrário do ano anterior, foi um belo dia de sol. Aproveitámos para dar um salto até à praia durante a manhã. Havia transporte à porta do recinto, mas não foram muitos os aderentes, talvez por desconhecerem ou simplesmente por opção. Após uma bela manhã de praia e um passeio por Aveiro voltámos ao recinto para mais uma tarde e noite de peso.
 
A primeira banda a subir ao palco, foram os portugueses Mindlock, cheios de garra e energia. Abriram a tarde da melhor maneira, dando logo o embalo para um dia em grande. O público esteve participativo desde o início e já se encontravam umas boas dezenas de pessoas na frente do palco. Foi curto mas intenso.


A banda oriunda de Taiwan já se encontrava no palco para iniciar o concerto quando terão identificado alguns problemas no som, mas que rapidamente foram resolvidos. Quando os Chthonic começaram, o movimento na assistência foi quase imediato, tal era a energia que emanava do palco. Provaram, aos descrentes, que o oriente nos pode proporcionar metal de qualidade e cheio de potência.


Os Textures vieram fazer jus ao seu nome quando, a partir do primeiro instante a textura musical característica da banda, encheu o recinto. A intensidade sentia-se crescer gradualmente em cada tema e essa foi transmitida ao público. Deu-se o primeiro e grande circle pit do concerto logo no segundo tema, seguido por Storm Warning. Em Consonante Hemispheres, o vocalista pediu um wall of death e pode-se dizer que foi brutal. Fizeram um regresso ao passado não muito distante quando tocaram um tema do seu álbum de 2004 Polars, Swandive. Após um concerto enérgico e potente,  com a participação igualmente do público, terminaram com Laments of An Icarus.

Coroner entraram ao som da Intro do tema Golden Cashmere Sleeper e desde então foi-se sentido a energia do trash old school com uma mistura de trash técnico que acabou por nos envolver no seu som. O público vibrava e reagia com intensidade. Em Semtex Revolutions, um tema dedicado a todos os terroristas e seres desprezíveis, o público reagiu à  força do mesmo, em turbulência. Terminaram com Grin (Nail Hurt) mas regressaram ainda para um Encore. Num regresso ao passado, até ao ano de 86, tocaram o tema The Invincible da sua primeira Demo Death Cult.

Uma das bandas muito aguardadas da noite estava prestes a subir ao palco, os OverKill. O recinto já estava bem cheio e centralizado à frente do mesmo. O seu início foi arrebatador, ou não tivessem eles já uns bons anos de experiência. Os riffs e as batidas eletrizantes integravam-se na perfeição com a voz e a banda que tem origem nos anos 80, demonstrou que os anos apenas têm continuado a dar mais vigor e poder cativante. Em Electric Rattlesanke, o quinto tema da noite, já o público estava ao rubro e nem o cansaço impediu o seu movimento. O jogo de luzes também esteve sempre muito bem conseguido e integrado no ambiente old school. Com direito a um Encore de três temas terminaram com Fuck You. Mesmo após as despedidas ainda repetiram uns segundos de “We don’t care what you say” em uníssono com o público e só depois deram por encerrado o concerto brutal.



Após recuperação de energia, com uma das belas bifanas do recinto, foi a vez de Arch Enemy encerrar a noite. Não tão efusivos na entrada como o americanos anteriormente, começaram com o tema Yesterday is Dead and Gone e o público reagiu imediatamente. No meio de moshes e crowd surfing o público ia cantando os temas e interagindo com a banda que instigava a anarquia e a revolta. De bandeira preta hasteada e em punho (semelhante à imagem que está no seu último álbum, Khaos Legions), Angela, a vocalista marchava no palco ao som de Under Black Flags We March. Após esse mesmo tema, foi a vez de pedir uma salva de palmas ao herói da noite, o baterista, que devido a um infortúnio nesse dia e de forma a não cancelar o concerto, esteve a tocar com uma mão partida. Dead Eyes See No Future foi um tema com muita participação por parte do público que acalmou ligeiramente quando Nick Cordle fez um solo de guitarra, com um pequeno engano pelo meio, mas sem dar parte fraca. No Gods, No Masters foi dedicado ao ódio pelos governantes. Nos ecrãs laterais gigantes iam passando imagens alusivas à anarquia e revolução. Terminaram com Fields Of Desolation mas sem direito a Encore.

Com a saída da última banda o festival começou a ter o aroma do fim. Foi em pouco tempo que as carrinhas para desmontar o palco entraram e meteram mãos à obra na desmontagem do mesmo. O som das Dj’s Twisted Sisters começou a encher o espaço e foi a deixa para irmos terminando as senhas (palhetas) restantes em copos fresquinhos de cerveja e desfrutar da companhia dos amigos e as respectivas despedidas. Até para o ano Vagos Open Air.

Por: Miriam Mateus 
Lê aqui a Reportagem do primeiro dia
 
Fotos: Nuno Santos
Vê aqui o Álbum Fotos Completo





06/08/2012

Vagos Open Air 2012 - Reportagem do 1º dia (03-Ago)

Sexta-feira, 3 de Agosto e a Lagoa do Calvão aguardava impassível pela chegada dos festivaleiros que desde quinta-feira se foram acomodando nas suas margens. A zona do acampamento estava já bem recheada quando chegámos para mais uma edição do Vagos Open Air e havia grande movimento de pessoas fora do recinto. A entrada foi feita tranquilamente e a partir daí o ritual Vagos começou. A compra de senhas para as barraquinhas da Super Bock estava no mesmo sítio do ano anterior, na zona central atrás da cabine de som. Sentiu-se a inflação na compra das mesmas, mas não foi suficientemente impeditivo de as comprar e desta forma permitir que as ‘louras’ cintilantes e frescas fossem disfarçando o calor que se fazia sentir.

O primeiro concerto já tinha ocorrido quando entrámos, perdendo a prestação da única banda portuguesa do dia, os Disaffected

A segunda banda, Northland, foi uma surpresa agradável. A banda espanhola, de Folk Metal, cativou o público desde o primeiro tema e emanaram uma energia contagiante a ponto de manter os seguranças bem ocupados na frente do palco que iam recolhendo incessantemente os que chegavam lá à frente a fazer crowd surfing. Dedicaram o tema Everything Becomes Dust aos políticos e na música seguinte já o público os acompanhava no refrão marcando o ritmo ao som dos ‘hey hey’. Seguiram com Immortal Forest Song e terminaram com Revenge.

Com algum atraso e ao som do Prologue do seu último álbum, foram entrando no palco os Eluveitie  que abriram o concerto com Helvetios. Após A Rose for Epona o vocalista aproveitou a pausa entre músicas para falar bem do nosso país e que assim como o deles também tem a sua própria história, algo que os cativa. Seguiram com o tema Inis Mona com ovação geral, seguida por Alesia. Foi chegada a altura dos temas mais pesados e com The Uprising o movimento no público aumentou havendo lugar a moshes e crowd surfing. No tema seguinte, Kigdom Come Undone ainda se proporcionou um circle pit bem movimentado e terminaram em grande com Havoc.
Os Enslaved foram a quarta banda a pisar o palco e apesar de alguns problemas iniciais com o som tiveram uma boa prestação e competente. O público foi participando e interagindo com a banda. Após o tema As Fire Swept Clean the Earth, tocaram Immigrant Song uma cover de Led Zeppelin. Terminaram em grande energia com o tema Isa.

A banda Arcturus subiu ao palco com energia mas o som dos instrumentos estava baixo em oposição à voz do vocalista e esta não cativou o público. Envergando uns óculos de aviador, o vocalista ia mantendo a sua própria postura e como banda iam tentando atrair os presentes à sua sonoridade, mas o público não pareceu convencido e iam pouco a pouco dispersando-se à medida que o concerto avançava. Terminaram com Paiting My Horror.
Meia-noite e foi chegada a vez dos At The Gates subirem ao palco, os cabeça de cartaz que atraíram muito gente a Vagos na sexta-feira. Dedicaram o tema Windows ao pessoal mais Old School e que conhece o álbum The Red In The sky is Ours, lançado há exactamente 20 anos. Foram tocando temas dos seus álbuns mais antigos, assim como World of Lies de 96 e Forever Blind de 94. Em todo o concerto o público devolveu a energia que emanava do palco e apesar desta ter sido a primeira vez que a banda tocou em Portugal, e disseram que tinha demorado algum tempo mas que tinha sido um grande prazer tocar cá. Terminaram em grande com Kingdom Gone.

No entanto a noite de sexta-feira tinha ainda um convidado especial, a banda sueca Nasum.
Este foi um concerto integrado numa digressão de despedida que a banda pretendeu fazer, em virtude de não terem tido essa oportunidade antes do seu término, provocado pela morte do vocalista. Então todo ele foi uma despedida, assim como o vocalista chegou a verbalizar em certa ocasião. Tocaram temas tais como Shadows e I See Lies, logo após um circle pit brutal. Mas a banda ainda não estava cansada, chegando o vocalista Keijo a partilhar que tinha bebido muita cafeína, logo não ia dormir. Foi assim continuando a pedir a participação dos presentes que foram respondendo e interagindo como eles. Terminaram com a participação do público a cantar o refrão com a banda e usaram o tema The End dos The Doors como acompanhamento para a sua saída de palco e mais uma vez reforçar o seu mesmo fim.

Este foi o término dum primeiro dia de peso. No entanto, a noite para alguns, continuou até de madrugada, ao som dos AC/DC ou do soundtrack dos Star Wars com as DJ's Twisted Sisters.

Por: Miriam Mateus
Fotos: Nuno Santos (mais fotos aqui)

Vídeos :
Eluveitie - Alesia: 
Enslaved - As Fire Swept Clean The Earth :

At The Gates - Unto Others :
Arcturus - Chaos Path :
 
Nasum - Time to Act! :

04/08/2012

Resumo primeiro dia Vagos Open Air

O primeiro dia em Vagos, apesar de não estar repleto, foi um dia que reservou algumas surpresas e muitos bons momentos de música e convívio entre amigos.

Perdemos a única banda portuguesa do dia, os Disaffected, mas a banda seguinte, os Northland foram uma surpresa agradável. Tanto a nível de prestação, como de energia.

Com os Eluveitie surgiu um momento alto do dia, com a excelente prestação e participação do público. Foram crescendo em intensidade e poder ao longo do concerto terminando com o anseio por mais.

Enslaved deram um concerto intenso, apesar dos problemas iniciais com o som. Ainda tocaram uma cover de Led Zepelin perto do fim e terminaram com muita energia.

Arcturus foram a banda que menos cativou o público. Os instumentos um pouco baixos e uma voz um pouco mais alta e com oscilações não terão ajudado.

At The Gates, a banda de cartaz, preencheu as expectativas e fizeram um concerto brutal. Com temas mais old school pelo meio foram preenchendo o tempo que lhes cabia, criando o movimento e justificando a deslocação dos fãs ao festival.

Os concertos foram encerrados com os Nasum, os convidados especiais que usaram o concerto para a sua despedida, "The Black Swan is here". Na saida do palco ouviu-se o tema The End, dos The Doors.


(A Reportagem completa será publicada brevemente)
Por: Miriam Mateus
Fotos: Nuno Santos (algumas fotos já podem ser vistas na pagina do facebook)

23/07/2012

Reportagem Heavenwood + Noctem + Hate in Flesh @ Republica da Musica

 

Era ainda de dia quando chegámos à Republica da Música de Alvalade. Faltava já pouco tempo para a abertura das portas, mas pela quantidade de pessoas que estavam à espera, infelizmente apercebemos-nos de que este evento ia ter uma fraca adesão.

Assim, foi com poucas dezenas de pessoas a assistir que os Lunae Lumen, vindos do Alentejo, começaram a tocar uma versão do genérico da serie televisiva Guerra dos Tronos. Esta introdução até ajudou a atrair alguns indecisos mais curiosos para a frente do palco, mas pouco mais do que isso. Composta por 7 elementos, incluindo uma guitarra portuguesa, a mistura de sons desta banda é interessante, mas todavia notou-se pouca definição, chegando mesmo a haver algumas partes muito confusas ao longo do concerto. Sentiu-se muita vontade mas ficou a faltar um pouco mais de arte e engenho.

A segunda banda a pisar o palco, foram os Inffection. Estes começaram com um bom e seguro instrumental  e foram demonstrando alguma qualidade ao longo do concerto. A voz no entanto, começou muito alta e esteve um pouco aquém do espectável, apesar de sentir-se a entrega por parte do vocalista. Ficámos a saber posteriormente que este foi o primeiro concerto da banda, assim, e apesar da sua “juventude musical”, fizeram um bom trabalho. Terminaram com Against The World With Rage, tema dedicado aos nossos líderes políticos.


Foi chegada a vez do 'power' subir ao palco com os Hate In Flesh. Começaram com um tema novo e conseguiram atrair para a frente do palco os mais acanhados que se encontravam ainda dispersos pelo espaço. Os riffs de guitarra iam-se destacando nitidamente no meio das batidas enérgicas da bateria modeladas com um baixo definido e bem trabalhado. A energia irradiada do palco fez-se sentir muito bem pelos presentes. Terminaram com Mad Red Circle deixando o público a desejar por mais.

Set List:
Novo tema
Hate Me
Rebirth
Paradise
Novo Tema
My Last War
Mad Red Circle
Após um não muito longo intervalo, chegou a vez da aguardada banda do Porto, os Heavenwood, subir ao palco. Nesta altura já o espaço estava um pouco mais composto mas a contagem não chegava perto da centena. Começaram com o tema The Arcadia Order e foram tocando irrepreensivelmente os temas, como se estivéssemos a ouvir os álbuns. Mas no entanto, os problemas técnicos foram uma constante, especialmente com o vocalista, que teve problemas com o microfone, praticamente desde o início, o que pode explicar a inexplicável ausência de garra. Assim, juntando isto ao pouco público presente, podemos concluir que este não era nem foi o concerto que a banda e o público esperavam. Foi um concerto para esquecer, a própria banda partilhou que já algum tempo devia um concerto à cidade de Lisboa, mas não terá sido certamente esta actuação que satisfez essa ambição. Terminaram com Bridge To Neverland, e apesar de estarem com pouca vontade de voltar, ainda fizeram um encore com o tema, One Step to Devotion.

Set List
The Arcadia Order
Goddess Presiding Over Solitude
Flames of Vanity
13th Moon
Rain Of July
Fragile
Fading Sun
Morning Glory Clouds
Emotional Wound
Bridge To Neverland
Encore:
One Step To Devotion

Finalmente, os Noctem fecharam a longa noite. Entraram em cena com tudo, cheios de energia, poder e profissionalismo. No palco, e fazendo jus ao auto-intitulado estilo 'blackened death metal', estavam penduradas duas cabeças de cabra ensanguentadas. Todos os elementos da banda vinham caracterizados com as suas roupas negras e as partes do corpo que estavam expostas pintadas de vermelho, como se estivessem sanguinolentos. A energia fazia sentir-se, e os Noctem iam desfilando os seus rituais habituais em palco, tais como: trincar um coração de porco crú e mandar os pedaços para o público, ou beber líquidos vermelhos e espessos a simular sangue (ou não?!).  Mesmo não estando a tocar para muita gente, a entrega dos membros dos Noctem foi total e quem ficou a assistir dificilmente poderá dizer o contrário. Terminaram em grande com Religious Plagues, mas infelizmente sem direito a encore.
Set List
Intro
Invictus
The Arrival Of The False Gods
Across Heracles Towards
Abnegation And Brutality
Divinity
Interludio
A Borning Winged Snake
Cycles Of Tyranny
Divine Immundice
Under Seas Of Silence
Religious Plagues

Reportagem : Miriam Mateus
Fotos : Nuno Santos

Podes encontrar as fotos deste evento no nosso facebook e os vídeos no nosso canal YouTube :
Vídeos :
Noctem - Under The Seas Of Silence : http://youtu.be/RGHrCfyfw4I
Heavenwood - Emotional Wound - http://youtu.be/InfTWdcaHao
Heavenwood - Suicidal Letters - http://youtu.be/b52L9w7n834
Heavenwood - Arcadia Order - http://youtu.be/TMwmTpiAvg0
Hate In Flesh - http://youtu.be/RWlg8Q0qePA
 

15/07/2012

Heavenwood (entrevista) : Concerto com Noctem em Lisboa, novidades sobre o novo álbum e muito mais (com vídeos)

É já na próxima quinta-feira, dia 19 de Julho, na República da Música de Alvalade, que o público lisboeta terá oportunidade de rever a banda de Gothic Metal do Porto, um dos expoentes do género.
Será o aguardado regresso dos Heavenwood a Lisboa, alguns anos após terem vindo mostrar o álbum 'Redemption', que assinalou o regresso da banda ao activo, em 2008, após alguns anos de hiato. Desta feita trazem também na bagagem o aclamado 'Abyss Masterpiece' para o que se espera poder ser um concerto retrospectivo da carreira da banda.

Foi a propósito deste concerto que falámos com o guitarrista da banda, Ricardo Dias, que nos dá umas dicas sobre o que podemos esperar, bem como qual o andamento do novo álbum, prejudicado por um incêndio que deflagrou nos estúdios usados pela banda :

Songs for the Deaf Radio : Ricardo, ainda estamos na ressaca do excelente Abyss Masterpiece : apesar da intemporalidade dos álbuns anteriores, sentes que possa vir a ficar como um marco ímpar na vossa carreira? 
Ricardo Dias (Heavenwood) : Acredito que sim, no final de contas não somos apologistas da composição e lançamento de álbums por imposição ou limite de tempo. O Processo de criação deve ser intuitivo, é fruto de todo o tipo de influências, experiências ou vivências. Acredito que nos dias de hoje o “ ouvinte “ desenvolveu uma capacidade enorme em termos de sensibilidade auditiva, ou seja, quem aprecia e ouve música tem a perfeita consciência se está a ouvir algo “ forçado “ ou algo natural. A música deve falar por si da mesma forma que o conceito lírico de uma banda e naturalmente será eleito como marco ou não ao longo do tempo. Será o álbum o culminar de uma evolução musical, ou poderemos ainda ser mais surpreendidos num próximo trabalho? O Factor surpresa é muito importante, de preferência que seja uma boa surpresa !!

SFTD Radio : Acerca do próximo trabalho, já se sabe que andam a preparar qualquer coisa, pelos pequenos teasers/trechos divulgados : como vai esse projecto?
Ricardo Dias :   Sim, HEAVENWOOD tem estado a trabalhar nas pré-produções para o 5º album, será baseado no Tarot dos Boémios do ocultista Papus, e será uma surpresa além da mera experiência auditiva!!!

SFTD Radio : Os vossos trabalhos (tanto pela qualidade musical como de produção) têm como alvo também o mercado internacional : como faz uma banda portuguesa para lá chegar?
Ricardo Dias : Existem 3 factores : Qualidade, Trabalho e Sorte, é esta a dica! 

SFTD Radio : Sendo uma banda que já viveu momentos altos e outros menos bons, o que a experiência vos diz da cena actual : têm sentido nela alguma evolução? 
Ricardo Dias : Sinto mudança, evolução é subjectivo.. 

SFTD Radio : Relativamente ao concerto do próximo dia 19 na República da Música em Alvalade, que se pode esperar da vossa actuação?
Ricardo Dias : Os HEAVENWOOD de corpo e alma ao que consideramos ser desde sempre a nossa 2º casa : Lisboa foi muito importante para o começo dos HEAVENWOOD e jamais podemos esquecer todo o apoio e suporte que recebemos, ainda hoje, da capital !

SFTD Radio : Será baseado no último álbum, ou uma espécie de Best Of da carreira?
Ricardo Dias : Será uma salada de frutas heavenwoodesca

SFTD Radio : Quais as vossas expectativas para a adesão do público (nomeadamente com as dificuldades que o país atravessa, bem como a imensa oferta de concertos e festivais por todo o país) ?
Ricardo Dias : Acredito que haverá uma excelente adesão, a média dos concertos de HEAVENWOOD oscila entre as 250 a 600 pessoas por isso acredito que essa estatística não será defraudada tendo em conta a centralização do local e o factor LISBOA.

SFTD Radio : Para terminar e relativamente ao incêndio que deflagrou no estúdio : o Bruno (guitarrista)  está bem?
Ricardo Dias : Sim, psicologicamente afectado mas com os pés na terra.

SFTD Radio :  Sabe-se que houve perdas grandes. Sendo um duro golpe para vocês, poderá afectar o futuro próximo da banda?
Ricardo Dias : As perdas foram avultadas a todos os níveis. Foi um golpe mas não foi um golpe K.O por isso “ levanta-te e rí “ :). Afectar ? Jamais, simplesmente serve para dar mais alento e expurgar ou transformar o negativismo no dobro do positivismo !!
(Entrevista por Nuno Santos)

HEAVENWOOD - 13th Moon


No dia 19, a outra grande atracção do cartaz serão os espanhóis Noctem, banda de Blackened Death Metal, que está em digressão a promover o recentíssimo 'Oblivion' que tem recebido excelentes criticas a nivel mundial. Os Noctem voltam para mais um concerto em Portugal, esta banda continua a conquistar novos adeptos aquém e além fronteiras com o seu som poderosíssimo e uma enorme presença. Uma actuação a não perder como podem verificar no seu mais recente clip "The arrival of the False Gods".

NOCTEM - The Arrival of the False Guards

O evento, organizado pela RDA Management, contará também com as actuações dos portugueses Hang The Traitor, Hate in Flesh, Inffection e Lunae Lumen. As hostilidades começam às 21h30, e segue pela noite dentro ao som do DJ convidado António Freitas (Antena 3). (Toda a informação do evento aqui)

PROMO



A Songs For The Deaf Radio não deixará de marcar presença : encontra tudo na nossa página do facebook.


13/07/2012

Muse divulgam alinhamento do novo álbum

Os MUSE revelaram hoje o alinhamento do seu próximo álbum.
O sucessor de The Resistance chama-se The 2nd Law e será o sexto álbum da banda, tendo data de lançamento prevista para 17 de Setembro.





Tracklist
Supremacy
Madness
Panic Station
Prelude
Survival
Follow Me
Animals
Explorers
Big Freeze
Save Me
Liquid State
The 2nd Law: Unsustainable
The 2nd Law: Isolated System

Vê aqui o trailer do álbum, onde se pode perceber que vem algo de novo :
 
Entretanto já tinham composto o tema oficial dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, Survival :

09/07/2012

Warm Up Metal GDL - Grândola 07-07-2012


A chegada a Grândola fez-se tranquilamente e não foi difícil identificar o local escolhido para o Warm Up do Metal GDL. Pois, para além de estarmos muito perto de onde acontece habitualmente o evento, bastou seguir o som das bandas que desde as 17h iam revezando-se a tocar para o concurso a decorrer (durante 25m essas bandas tinham que dar provas que mereciam um lugar no próximo Metal GDL). Das seis bandas a concurso, Dreadfire, Terror Empire, Backflip, Brutal Brain Damage, Creation Undone e In Chaos, saíram duas vencedoras: os Creation Undone cuja vocalista tinha um gutural poderoso em oposição à sua natural voz suave quando falava com o público; e os In Chaos que encheram o local com os seus riffs e melodias. Como prémio cada uma destas bandas tocará no Metal GDL em Grândola no final do mês de Setembro. Assim, para quem ainda não os conhece, será uma óptima oportunidade para o fazer.

Entretanto, por volta das 21h houve um intervalo de cerca de 1h para o jantar e recuperar energias para os concertos que iam seguir-se. Deste modo, só depois das 22h subiram ao palco os Grankapo. banda de Hardcore portuguesa que já partilhou o palco com os Slayer e os Iron Maiden. Os Grankapo foram os escolhidos para dar o sinal de partida para a noite enérgica que todos aguardavam, e assim mal começaram a tocar Sinner Of The World, tema do seu último álbum de The Truth (2011), o movimento intenso, revolto e recheado de moshes na frente do palco foi imediato. Num espaço composto por dezenas de fãs de metal, foram tocando maioritariamente temas deste último trabalho e também do álbum Confessions (2008). Após tocarem 10 temas e uma interacção constante com o público, os Grankapo deram por encerrado o concerto, mas ainda com tempo para uma última musica, Say My Name.

Set List:
Sinner Of The World
Private Hell
4 Walls
Life Of Survival
Fuck You
Back To Hell
Left For Dead
Man Killing Man
We'll Never Die

My Son
Feel My Hate
Life Goes On
Say My Name

 

Chegou a vez dos Gwydion subirem ao palco, a banda de Viking Folk Metal. Começaram a sua actuação com Fara I Viking, e logo a dança de estilo celta, tomou temporariamente o lugar dos moshes, que mesmo assim foram inevitavelmente acontecendo durante o concerto. O som estava demasiado alto e confuso e por esse motivo não conseguia distinguir-se todos os instrumentos, principalmente as guitarras e o baixo. Este facto fez com que os temas não soassem como deveriam e acabaram por perder o impacto expectável de uma banda de Viking Folk Metal. Terminaram com Six Trial To Become a Beerzerker.
Set List:
Fara I Viking
From Hell
Mead of Poetry
Triskelion Horde
Odhinn's Cult
Six Trials To Become a Beerzerker


Quando os Switchtense subiram ao proscénio já a maioria dos presentes tinham-se deslocado para a frente do palco para recomeçar as hostilidades. A banda da Moita, que ainda no mês passado andou em tour em Espanha com os Sepultura, estava cheia de energia e garra como já é habitual nos seus concertos. Em Face Off, o segundo tema da sua actuação, o turbilhão na frente do palco ganhou avanço e espectacularidade. O público estava imparável entre moshes e crowd surfing que prolongariam-se até ao fim. A brutalidade e o poder que emanavam do palco eram reflectidos no público que correspondia na perfeição. Ao chegar ao fim com Infected Blood, ninguém arredou pé e pediram mais, assim, houve tempo ainda para mais um encore com Blood Of Victory e Cowboys From Hell, tema dos Pantera, que foi tocado na perfeição. Os Switchtense tiveram ainda três convidados de honra: o primeiro a partilhar o palco foi Fuck, o vocalista dos Grankapo, e posteriormente Ricardo dos For The Glory, e ainda Pica dos Seven Stiches.

Set List:
This Is Only
Face Off
Into The Words Of Chaos
Second Life
Unbreakable
I Will Stand Stronger
In Front of Your Eyes
Head of State
The Legacy Of Hate
State Of Resignation
Let Him Die Alone
Infected Blood
Encore:
Blood Of Victory
Cowboys From Hell (Pantera)


Em Setembro, haverá mais e será nos dias 27, 28 e 29 de Setembro que decorrerá a 7ª edição do Metal GDL em Grândola.



Por: Miriam Mateus
Fotos e video: Nuno Santos

Mais fotos: Clica Aqui.

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