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28/03/2012

Moita Metal Fest 2012

É já no final desta semana que terá lugar mais um Moita Metal Fest, evento organizado pelos Switchtense com apoio da CM da Moita.
O festival terá este ano a sua nona edição, e com um bem recheado cartaz, demonstrando que a organização tem-se esforçado em fazê-lo crescer a bom ritmo de ano para ano.
Será um fim de semana de peso para os que tenham a oportunidade de ir à Moita. O evento terá lugar na Sociedade Filarmónica Estrela Moitense, no âmbito da Quinzena da Juventude da Moita.

Os Ancient Horde terão o privilégio de abrir as hostilidades na noite de Sexta Feira. Também da margem sul, os Shadowsphere vêm apresentar o último trabalho "Inferno". De Coimbra chegam os Midnight Priest, para apresentar o seu primeiro álbum de estúdio. Poderão também presenciar o regresso a Portugal dos espanhóis Noctem (que marcaram presença no último Metal GDL), que mostrarão o recém lançado Oblivion. Dos  Switchtense espera-se um concerto bem especial, uma vez que vão aproveitar a ocasião para comemorar o seu 10º aniversário, tendo já a banda adiantado que vão ter convidados a cantar com eles, nomeadamente membros dos Grankapo, For The Glory e Seven Stitches, bandas com as quais partilharam o palco na Lions Unleashed Tour.

No Sábado haverá ainda muito mais para ver (e ouvir), arrancando os espectáculos a meio da tarde, com mais uma banda que participou (à semelhança dos Ancient Horde) no recente concurso de bandas da Ultrasound Studios Moita, os Dark Oath (de Soure). Os lisboetas Göatfukk trazem na bagagem o acabado de lançar "Procession of Forked Tongues (EP)". Um dos nomes incontornáveis do hardcore nacional são os Overcome, que vão destilar o power do novo "Make It True", também acabado de lançar. De Sintra para o mundo vem o death metal experimental dos Concealment, perfeitamente demonstrado no bem cotado "Phenakism"(2011), sobre o qual incidirá uma boa parte do alinhamento da banda. E com isto ainda vai o dia a meio ...
Provavelmente já de noite ainda poderão presenciar à apresentação pelos minhotos The Ransack do seu death metal melódico, ainda com o álbum "Bloodline" (2011) bem fresquinho. 
Também com álbum novo para mostrar, "Dawn of the Sociopath", vêm de Vila Nova de Gaia os Echidna
Quem tem andado muito activo são os Gwydion : os vikings portugueses actuaram recentemente em Benavente e vão fazer a primeira parte dos concertos de Korpiklaani em Lisboa e no Porto. Entretanto vão  certamente trazer a festa à Moita. 
Para fechar esta edição do festival teremos duas bandas históricas : os "ultra brutal death" GROG vão revisitar os seus vinte anos de carreira, bem como mostrar o recente "Scooping the Cranial Insides"(2011); e os míticos Mata-Ratos que tão boa recordação nos deixaram no último Metal GDL, e que vão testar se o pessoal tem mesmo fôlego para tanta e tão boa oferta musical.

Programa : (mais info na página do evento no Facebook)
- Sexta-feira, 30 de Março, 21h00
SWITCHTENSE / NOCTEM / MIDNIGHT PRIEST
SHADOWSPHERE / ANCIENT HORDE
- Sábado, 31 de Março, 16h00
MATA RATOS / GROG / GWYDION / ECHIDNA /THE RANSACK
CONCEALMENT / OVERCOME / GOATFUKK /GATES OF HELL
DARK OATH /ANOTHER DAY WILL COME (substituem os Last One Standing)


Os bilhetes custam 5 euros por dia, pelo que há menos uma desculpa para quem esteja a pensar baldar-se :).
Uma excelente iniciativa é que em ambos os dias será levada a cabo uma recolha de bens alimentares (arroz, massa, enlatados, cereais, etc) e roupa, para diversas instituições de apoio social do concelho.


Promo vídeo :

12/03/2012

R-Evolution Fest@Paradise Garage - 10/03/2012

O Paradise Garage, um espaço onde já ocorreram no passado concertos míticos e por onde já passaram bandas de renome internacional, voltou a abrir as portas para um festival de Metal, desta vez com Ramp e Hang The Traitor como cabeças de cartaz.

O R-Evolution Fest deveria ter ocorrido no passado dia 3 de Março, mas foi cancelado após uma auditoria em cima do acontecimento, demorada e que, por falta de uma autorização, não permitiu que o evento acontecesse (ver nota em rodapé) . As centenas de pessoas que aguardavam no exterior foram informadas desse mesmo cancelamento cerca de duas horas após a hora prevista para abertura das portas. Foi com este peso na memória que o evento, reagendado para dia 10, abriu as portas mas desta vez apenas a algumas dezenas de pessoas que com o decorrer do tempo acabou por ultrapassar a centena.

Foi às 21h30 que o evento começou com a primeira banda em palco, Brain Dance. A banda de quatro elementos fez o seu concerto de apresentação oficial num festival alternativo em Março de 2009 e desde então tem tocado em bares de Lisboa e Margem Sul. Agora, três anos depois, regressam a um festival, desta feita no Paradise Garage. Tiveram grande intensidade em palco e boa performance. A garra do vocalista Teen Asty e os riffs de guitarra num ambiente trash foram uma boa escolha para dar início à noite.

Set List:
Inheritance
Arab Spring
Dicease

A segunda banda, Tales For The Unspoken, é uma banda de cinco elementos oriunda de Coimbra. Estão actualmente em digressão a apresentar o seu álbum de estreia Alchemy e começaram com um tema desse mesmo álbum, There You Stand. O gutural de Marco Fresco encheu imediatamente o espaço, intenso e profundo. Foi de notar a energia e presença em palco mostrando que os temas têm mais impacto ao vivo que na gravação original. No tema N’Takuba Wena, conseguiram transmitir a profundidade dos cantos índios como se uma tribo estivesse em palco. Terminaram com Say My Name.

Set List:
There You Stand
Possessed
Unto the Breach
N’Takuba Wena
Say My Name


My Enchantment a banda que veio do Barreiro, foi a terceira a pisar o palco. Após uma pequena Intro, começaram a tocar o tema Beneath Your Wings, mas quando Pedro, o vocalista entrou e se dirigiu à frente do palco o feedback provocado pelo microfone foi um factor que diminui o impacto pretendido do início do concerto. A segunda voz, feita pelo teclista esteve sempre um pouco baixa e por vezes era imperceptível. Durante o decorrer do concerto foram continuamente puxando pelo público, mas este estava demasiado tranquilo para corresponder. Apesar dum gutural um pouco monocórdico, sentiu-se a intensidade e a vontade de transmitir a energia que a banda sentia em palco. Tocaram Nemesis (cover de Arch Enemy) na perfeição e sentiu-se a resposta por parte do público. Terminaram com Someone Else’s Nightmare.

Set List:
Beneath Your Wings
Infection
Dead By Sunrise
So Blood Became Wine
Hate Spiral
Wretched Memories
Nemesis (Arch Enemy cover)
Machinery
Someone Else’s Nightmare

Quando os Hang the Traitor abriram o concerto a energia que emanou do palco foi contagiante. Havia cordas de enforcamento penduradas no topo do palco, alusivas ao nome da banda assim como o próprio vocalista Demon que trazia uma corda mais pequena pendurada ao pescoço e um taco de basebol. A banda da margem Sul de Lisboa e composta por cinco elementos demonstrou em toda a sua participação energia e uma fantástica prestação musical. Começaram com First Blood e a partir daí foi uma sequência de energia que mesmo no tema Rotten, com a saída de Demon do palco para o meio do público, não conseguiu provocar a reacção pretendida e merecida. A meio da sua performance tocaram ainda uma versão de Oi Tudo Bem? (Garotos Podres) e terminaram o concerto com Destrói.

Set List:
First Blood
Your Evil
Rotten
Leech
Hallucinate
Oi Tudo Bem? (Garotos Podres cover)
Wonderfull World
Six
Massacre
Destrói

Foi chegada a vez de Ramp subir ao palco e dar por terminado o R-Evolution Fest. A banda que já tem mais de vinte anos de carreira e que ainda em 2010 participaram e partilharam o palco com os Hail no Rock In Rio Lisboa, foi sem dúvida a banda que impulsionou os presentes para a frente do palco quando a Intro de Blind Enchantment se fez ouvir. Neste concerto a banda não pôde contar com o seu baixista Caveirinha e no seu lugar esteve Sales, que fez uma excelente prestação. Entre o tema Insane e How Rui dirigiu-se ao público apenas com estas palavras: “por todos vocês, respeito” referindo-se provavelmente a todos os inconvenientes que existiram até aquele momento ser possível.

Este foi um concerto que não trouxe novidades a nível de alinhamento das músicas, tendo sido este o mesmo da Subversion Tour realizada pela banda aquando do lançamento do seu último álbum Visions. No entanto, isso não invalidou que os presentes sentissem a energia e respondessem da mesma forma. No tema Alone, Rui mencionou que este é e sempre será um tema dedicado à sua mãe. Foi em Anjo da Guarda que se fez sentir alguma agitação por parte dos presentes na frente do palco e notou-se que esta é uma banda que consegue agitar mesmo um público aparentemente impassível. Aliás, poderia inclusive acrescentar que o público que esteve a assistir às bandas anteriores a Ramp nem parecia o mesmo, dada a diferença significativa de entusiasmo que se fez sentir. Sempre que Rui perguntava se estavam cansadas o público sempre reagiu e não queria que o concerto terminasse, mas após Through todos os elementos saíram do palco deixando apenas Rui que ainda questionava se os presentes queriam mais. Já com todos de regresso após uma breve ausência e ainda com algumas brincadeiras com o público sobre o tirar ou não a t-shirt de Ricardo Mendonça, assim como Tó Pica que já não tinha a sua, começaram a tocar a sua cover de Walk Like an Egyptian (Bangles).
Rui aproveitou para sair do palco enquanto o duelo de guitarras entre Ricardo e Pica decorria, seguido ainda dum fantástico solo de Paulinho na bateria. Quando voltou ao palco e retomou a parte final desse tema percebeu-se que este seria o último, visto que tiveram de terminar o concerto devido ao adiantado da hora, não terminando como habitualmente com o tema Try Again. Voltaremos a ver Ramp no Rock In Rio Lisboa deste ano.

Set List:
Blind Enchantment
Insane
How
Single Lines
Dawn
The Cold
Clear
Follow You
Myth
Alone
Hallelujah
Anjo da Guarda
Drop Down
All Men Taste Hell
Noone
Come
Thoughts
Black Tie
Through

Encore:
Walk Like an Egyptian (Bangles cover)

Reportagem por: Miriam Mateus
Fotos por: Nádia Dias - http://www.facebook.com/nadiadiasphotography

Vídeo resumo (autoria e todos os direitos : Paradise Garage )


Nota : Recebemos do Paradise Garage a seguinte comunicação "A situação que se passou não teve nada a ver com o Paradise Garage, foi alheia, as bandas é que não tinham as licenças necessárias para tocarem. Apenas isso. A casa não teve nada a ver com o assunto. Aliás nós temos as nossas licenças operacionais."

10/03/2012

Reportagem Forgotten Suns+God Bless Jack@Music Box - 08/03/2012

O Music Box tinha apenas algumas dezenas de pessoas quando a banda God Bless Jack subiram ao palco. Um pouco acanhado o público manteve-se espalhado pelo espaço, mas isso não impediu que a banda fosse puxando pelo público e que fossem interagindo. É uma banda de quatro elementos, com vocalista feminina, que existe há dois anos e têm como ambição conquistar o panorama nacional com melodias e texturas musicais muito próprias. O que pudemos assistir foram temas com bastante groove, alma e mostraram que eram coesos entre si.


Foi às 23h45, já com a sala um pouco mais composta, que os Forgotten Suns começaram a tocar. A banda, composta por cinco elementos, foi fundada no início dos anos 90 e é inclusive uma das mais reconhecidas bandas a nível nacional, no universo progressivo. Abriram o concerto com Flashback, do álbum de 2009 Innergy. Este foi um álbum já gravado com o vocalista actual, Nio Nunes que integrou a banda em 2008. Desta vez praticamente todos os presentes se tinham dirigido para a frente do palco, tornando o espaço bem mais acolhedor para a banda. A envolvência foi imediata, mas havia ainda alguns ajustes de som a fazer que em pouco tempo foram resolvidos. Os temas encheram o espaço com grande profundidade sonora e solos prolongados com óptima execução técnica. Foi após o tema News que Nio, o vocalista, apresentou Ernesto Rodrigues, o teclista, como novo membro da banda. Já não tocavam em Lisboa há 2 anos mas ainda vão ter a oportunidade de voltar a fazê-lo muito em breve, será já no próximo dia 28 de Abril, no Santiago Alquimista. Após esta interacção inicial com o público tocaram The Hill, seguida de Phenotype, ambas do seu último EP Revelations. Sentiu-se ainda mais a envolvência e o feeling das músicas quando perto do fim tocaram Doppelgänger, também esta fazendo parte do último EP e que foi cantada em uníssono com o publico bem familiarizado com o tema. Terminaram com Betrayed.

O concerto para apresentação do novo teclista foi bem sucedido e Ernesto atestou o seu lugar nos Forgotten Suns. Também os presentes ficaram agradados e aclamaram por ele no fim do concerto. Resta agora aguardar pelo novo concerto a realizar-se no final do mês.

SET LIST:

Flashback
Racing The Hours
News
The Hill
Phenotype
Nanoworld
Doppelgänger
Betrayed

Reportagem por: Miriam Mateus
Fotos: Nuno Santos

Mais fotos em:
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.361075483915545.82997.202156843140744&type=3

http://artesonora.pt/

07/02/2012

Moonspell : Alpha Noir / Omega White (act)

Depois de terem divulgado no mês passado pormenores sobre o novo álbum, os Moonspell dão agora a conhecer a artwork para a capa deste trabalho.

Alpha Noir, que sairá a 27 de Abril pela Napalm Records, contará com as criações do artista grego Seth Siro Anton, que já trabalhara com a banda no antecessor Night Eternal.

Alpha Noir, Versus, Lycanthrope, Em Nome do Medo e Grandstand são algumas das músicas que constarão no alinhamento do álbum, conforme nota divulgada pela banda e que podem ler na íntegra abaixo. 
Mais uma excelente notícia é que a edição especial em digipack vai contar, não com uns banais extras, mas sim com um segundo álbum Ómega White, um gémeo musical do Alpha Noir, que conterá sonoridades mais sombrias e atmosféricas, relembrando os tempos do Irreligious e homenageando bandas como Type O Negative ou Sisters Of Mercy, através de músicas como Herodisiac, White Skies ou Heart Omega. Evitando estar a adjectivar estas novas canções (ainda não as ouvimos), esperamos por algo muito bom : as expectativas estão elevadíssimas e a banda sabe disso, apresentando este ambicioso projecto.
Ambos os trabalhos foram produzidos e mixados por Tue Madsen, sendo (de acordo com a banda) um pecado mortal não ouvir estes 80 minutos de música.

Lisboa vai ter oportunidade de ouvir na íntegra estes novos temas no concerto de lançamento do álbum, marcado para o dia 12 de Maio, no Campo Pequeno, que será um dos maiores da carreira da banda e onde certamente marcaremos presença.
 

(Actualizado 14/03/2012) Esta é a música que estrearam hoje na Antena 3, "White Skies" :

05/02/2012

Lusitania Old School@Caixa Económica Operária 4/2/2012





A noite gélida que se abateu sobre Lisboa não impediu que centenas de fãs se reunissem na Caixa Económica Operária para o evento Lusitânia Old School. Para os presentes esta foi uma viagem no tempo com três bandas que têm já décadas de existência e que continuam a ter a garra, a energia e a presença necessárias para transformar uma noite simples numa intensa noite de Metal.

A primeira banda a subir ao palco foi Gárgula. Composta pelo anterior vocalista de Alkateya, João Pinto, continua a ser considerada por muitos como uma continuação dessa, visto que mesmo com uma nova formação, novo nome e novos temas as suas raízes estão bem vincadas e continuam a tocar os clássicos da banda anterior. Abriram o concerto com Fire & Wind e logo a seguir regressaram ao passado com Exodus, tema de Alkateya de 1986. Os riffs e os solos de guitarra com aqueles pequenos toques inconfundíveis do 'Cry Baby', continuam a ser uma característica comum entre esta banda e a antecessora, mas os solos do baixista e a sua energia em palco trouxeram algo de inovador e cativante. João Pinto, de capacete de aviador na cabeça, seguiu para o tema seguinte e a partir daí a sua viagem no tempo, onde o espírito Heavy Metal foi constante, passou pelos clássicos Starriders e terminou com Face To Face (Alkateya).

Set List:

Fire & Wind (Gargula 2009)
Exodus (Alkateya 1986)
V12 (Gargula 2008)
Hell On Water (Gargula 2010)
Devil’s Work (Gargula 2010)
Starriders (Alkateya 1987)
Rock And Roll Out (Alkateya 1986)
Face To face (Alkateya 1990)

Após um intervalo de 15 minutos foi a vez de Tarântula pisar o palco. A banda que fará este ano 31 anos de existência e que continua activa, comprova o porquê quando os vimos e ouvimos em palco. Grande presença, voz e melodias cheias de intensidade e poder. Começaram com Dream Maker do álbum de 2001 com o mesmo nome, seguido de Not the End. Seguiram-se ainda três temas do álbum de 2001 e a simpatia do vocalista Jorge e a energia que emanava do palco fez-se sentir. O público cantava e vibrava ao ritmo da música. Após uma pequena pausa para afinação de guitarra foi a vez de apresentar ao vivo em Lisboa o último álbum da banda, Spiral of Fear. Após os agradecimentos às bandas presentes terminaram com Face The Mirror do álbum de 1998, Light Beyond The Dark.

Set List:
Dream Maker
Not The End
The Nature Of Sin
Changes Coming
You Can Always Touch The Sky
Spiral Of Fear
Open Your Eyes
Dark Age
Afterlife
Face The Mirror

Pouco antes da meia-noite foi a vez de Ibéria, a banda que fará 25 anos de existência este ano, começar um concerto enérgico, cheio de atitude e Hard Rock de qualidade. Todos os membros da banda emanavam uma presença e força que fez o público aproximar-se mais do palco e foi juntos que se deu início ao final da noite. Começaram com Revolution, tema do seu último álbum do ano passado com o mesmo nome. Esse foi o álbum de destaque, do qual tocaram seis temas, sem dúvida a ser escutado por quem ainda não o fez. Músicas de grande qualidade técnica e domínio. Os riffs de guitarra, o pequeno toque do slide na música Angel, o ritmo e o som do baixo complementavam-se na perfeição com a voz do vocalista, Miguel. Após a música She Devil, tiveram de fazer uma curta pausa por problemas técnicos, mas o regresso foi de tal forma rápido que praticamente não se fez sentir. Tocaram Heroes do seu segundo álbum que foi seguido de um solo de bateria eficaz e enérgico terminando com ovação por parte do público. Para finalizar tocaram a balada Lady In Black, seguida de Unfaithful Guitars, dois temas do seu primeiro álbum de 1988. Foi com esta música que o vocalista se despediu, mas os restantes músicos ficaram em palco. Após a instrumental India tocaram ainda mais dois temas no encore, No Pride e Hollywood.

Ibéria tinha ainda uma surpresa reservada para o final e foi a vez de chamarem ao palco as outras duas bandas dessa noite. João Sérgio, o baixista de Ibéria, aproveitou o curto tempo de preparação para as três bandas tocarem juntas, para dizer alguma palavras de agradecimento final e foi num ambiente de festa, de satisfação e com o espírito Rock bem presente que as três bandas tocaram e cantaram juntas Smoke On The Water dos Deep Purple.

Set List:

Intro
Revolution
All Night Flying
Lovely
Sex Gun
Angel
She Devil
(Intro) Warriors
Heroes (Drum solo)
Teacher
Lady In Black
Unfaithful Guitars

Encore:
India
No Pride
Hollywood

Este foi um evento bem organizado cujos horários cumpridos, intervalos curtos e a qualidade a nível do som foram dignas de destaque, assim como o espírito de empatia por parte dos músicos e a ligação que criaram com o público. Sem dúvida um evento como deveria existir muitos.

Reportagem por: Miriam Mateus
Fotos por: Nuno Santos






31/01/2012

Anathema anunciam novo trabalho

O novo álbum de Anathema chamar-se-à Weather Systems e será lançado a 16 de Abril através da Kscope Music.
Será o sucessor do excelente We're Here Because We're Here (de 2010) que deixou a fasquia bem elevada para a banda. O guitarrista/vocalista Daniel Cavanagh acredita que vão ultrapassar essas altas expectativas uma vez que sente que a banda está num pico de criatividade. Nas suas palavras, tudo desde a escrita à produção e performance está um passo à frente do que já fizeram.  
Será um álbum de contrastes : luz e sombra, nascimento e morte, amor e medo, com a habitual estrutura melódica intensamente poderosa, mas simples.
O álbum foi gravado em Liverpool, Oslo e País de Gales, e irá agradar imenso aos fãs do desempenho da vocalista Lee Douglas, uma vez que a mesma terá uma maior participação, tornando-se assim uma das forças integrantes da banda.
Conhecendo a evolução da banda nos últimos anos não nos parece que fiquemos desapontados : tudo aponta para um dos grandes álbuns do ano a caminho.

(Actualização 14/03/2012) Esta é a nova 'The Beginning and The End"

26/01/2012

Novo álbum de Paradise Lost já tem nome e datas

O 13º álbum da banda de metal gótico britânica tem data de lançamento prevista para 23 de Abril. O novo registo dos Paradise Lost chamar-se-á Tragic Idol e será distribuído pela Century Media.
De acordo com o guitarrista Gregor Mackintosh, a banda encontra-se em gravações nos Chapel Studios em Inglaterra.
O álbum será produzido por Jens Bogren (que recentemente trabalhou com Opeth, Devin Townsend Project e Amon Amarth).
Do alinhamento do álbum constarão faixas como 'Honesty in Death', 'In This We Dwell' e 'Theories from Another World', além da faixa que dá o nome ao álbum.
Ainda hoje Nick Holmes anunciou na página do facebook da banda que estarão a gravar o videoclip para a 'Tragic Idol' e convidou os fãs para aparecerem e "throw things at us" : vai enviar as coordenadas GPS brevemente. Quem estiver para aqueles lado já sabe!

Fica aqui para relembrar o último álbum 'Faith Divides Us Death Unites Us' :

17/01/2012

Music Contest-3rd Round (Ultrasound Studios) & Switchtense@InLive Caffe (14/01/2012)

Foi para mais uma etapa do concurso de bandas da UltraSound Studios, que o bar InLive Caffe, na Moita voltou a atrair umas boas dezenas de pessoas. Concorreram quatro bandas cujo objectivo era angariar o maior número de votos possíveis por parte do público presente.

A primeira banda a subir ao palco, foi Thirdsphere, que veio de Castelo Branco. É composta por cinco membros e tem já um EP com cinco temas, que foi lançado no ano passado, com o nome Fire. Uma banda de metal que conjuga na parte vocal um gutural intenso alternado com melodia. Começaram com o tema Await The Day e trouxeram uma boa qualidade sonora, musical e boa presença em palco. Tocaram cinco temas e terminaram com United by Blood.

SET LIST:
Await the Day
Vicious Cycle
From Ashes We Rise
Awakening The Dormant
United By Blood

A segunda banda foi Dark Oath. Vieram de Coimbra e é composta por cinco elementos. Tocam um estilo de música death metal melódico e têm já um EP lançado em Novembro do ano passado, Under a Blackened Sky. No entanto este EP foi gravado ainda com o antigo vocalista e foi apenas em Dezembro que Sara Leitão se tornou a cara da banda. Começaram o concerto com All The Gates of Hell e apesar da imagem aparentemente frágil de Sara, essa ideia desvaneceu-se quando ela encheu a sala com um gutural poderoso. Não mostrou muito à vontade em palco, mas mesmo assim foi puxando pelo público, “são meninos ou quê?”. A composição musical e os riffs melodiosos intervalados com o gutural foram intensos e cativantes. Terminaram com Our Journey Backhome.

SET LIST
All The Gates of Hell
The Warrior
The Mistify Valkyries
North Wind
Our Journey Backhome

Mais um curto intervalo e foi a vez de Blame The Skies subir ao palco. Esta banda, oriunda de Setúbal e já existente desde 2007, é composta por seis membros e tem uma particularidade não muito comum em bandas de Metal, contando com dois vocalistas principais para além da voz de fundo do baterista. Poderíamos pensar que tal característica poderia tornar o som confuso mas a verdade é que as três vozes se interligavam de forma coesa e criaram uma complexidade vocal muito interessante. Deram início ao concerto com Picture e apresentaram ainda um tema novo. Foi um concerto bastante enérgico e com forte presença em palco, provocando reacção por parte do público com alguns moshes. Terminaram com All Legends Die Young

SET LIST:
Picture
Diamonds
Wakeup Doghertg
Silent Suffering
All Legends Die Young

A etapa estava a chegar ao fim e a banda a terminar a mesma foi Thirteen Degrees to Chaos. Uma banda de cinco elementos oriundos de Alcochete, que tocam Death Metal progressivo. Apesar de já existirem desde 2006 ainda não têm um EP, apenas uma Demo lançada em 2008 e uma série de concertos ao vivo realizados desde então. Têm uma sonoridade intensa e apesar de não terem solos de guitarra muito complexos, sente-se a presença duma boa composição do baixo e bateria que tornam o som poderoso. Unheard Demand foi o tema de abertura, tema este que foi lançado online em 2009. Com boa presença e um vocalista que puxava pelo público, foi com Doomsday que deixaram o palco para a banda anfitriã, Switchtense.

SET LIST
Unheard Demand
Dawn Of The Dead
Nova 1
Ed Lermello
Brakyu,The Shapeshifter
Vimeiro
OMG N00bz!
Doomsday

Quando Switchtense subiu ao palco, a sala estava bem composta. A banda da Moita deu início a um concerto enérgico com os seus temas pesados, rápidos e com um groove contagiante. Começaram com o tema Second Life do seu álbum Confrontation of Souls e o público reagiu imediatamente com movimento e moshes devolvendo a energia que emanava do palco. Hugo, o vocalista da banda, congratulou, em especial os adolescentes que marcaram presença, por gostarem deste estilo de musica e a viverem tão intensamente. Chegou a entregar-lhes o microfone durante a sua actuação e eles cantaram na perfeição os temas. Perto do fim, chamaram ao palco o vocalista de Angelus Apatrida (que estão a terminar as gravações do seu último trabalho na UltraSound Studios) para apresentar a música Cowboys From Hell de Pantera.
Terminaram em grande com Infected Blood.

Second Life
Face Off
Into the Words of Chaos
Unbreakable
Concrete Walls
State of Resignation
This is Only the Beginning
Cowboys from Hell (Pantera)
Infected Blood

Por: Miriam Mateus
Fotos: Nuno Santos

21/12/2011

Metallica : Back (in Black) to Rock in Rio Lisboa

Acabaram os rumores acerca do regresso dos Metallica a Portugal : a confirmação é oficial!
O público português terá oportunidade de os (re)ver no dia 25 de Maio por ocasião do Rock in Rio Lisboa 2012. 

As indicações no site do evento apontam para que esse seja um dia dedicado ao Metal, o que nos agrada sobejamente, uma vez que temos tido dificuldade em encontrar bons motivos para ir à feira (perdão, parque) da Bela Vista.

O aliciante maior, para quem possa achar repetitiva a presença da banda, será o facto dos Metallica irem tocar o comummente designado Black Album na íntegra, assinalando a passagem dos 20 anos da respectiva edição.Ou seja nesta 10ª presença da banda em Portugal ainda teremos novidades : será a estreia em terras lusas de músicas como Don't Tread on Me, The God That Failed, My Friend of Misery ou The Struggle Within.
Se bem que para um fã acérrimo não seja preciso motivos de maior para repetir a presença, para os outros este factor poderá ser decisivo, conjuntamente com um completar de cartaz interessante para esse dia. Ficamos a aguardar esperançosamente.

Comunicação Rock in Rio  

Curiosidades:
  • de acordo com o NielsenSoundScan o Black Album foi o álbum mais vendido nos Estados Unidos (todos os géneros) nos últimos vinte anos (1991-2010). 
  •  3 das músicas do Black Album (Nothing Else Matters, Sad But True e Enter Sandman) foram tocadas em todos os concertos dados pelos Metallica em Portugal. Também totalistas são a One e Master of Puppets.
  • Desde 2004 que os concertos tem sido encerrados com Seek and Destroy . Apenas no Restelo (1996) não foi tocada.
  • Master of Puppets foi a música mais votada pelos seguidores da Songs for the Deaf Radio no Facebook quando a rádio assinalou os 30 anos de carreira da banda.

11/12/2011

Music Contest-1st Round (Ultrasound Studio) & Angelus Apatrida@InLive Caffe (09/12/2011)

Mesmo numa noite de nevoeiro denso, o concurso de bandas da Ultrasound Studios seguido do concerto de Angelus Apátrida, conseguiu atrair umas boas dezenas de pessoas ao bar InLive Caffe, na Moita.

Este primeira etapa do concurso teve a participação de quatro bandas, todas elas tendo cerca de vinte minutos para fazer a sua actuação e angariar o maior número de votos possíveis por parte do público presente. E foi com esse objectivo em mente, que pouco após das 22h30 , a primeira banda subiu ao palco, Break Inside.

Break Inside, é uma banda composta por quatro membros da zona do Entroncamento, Santarém e tocam um estilo de música rock alternativo. Começaram com o tema I’m Inside Your Head, cuja vocalista Lina começou a cantar tímida e pouco à vontade. Era notória a sua inspiração em cantoras como Amy Lee da banda Evanescense e apesar de ter uma voz agradável e melodiosa, sentia-se a sua falta de garra e intensidade que a música pedia que existisse. A nível de composição musical, destacaram-se os momentos cujos músicos evoluíam de um estilo rock para um misto de nu-metal, dando-lhe características e composições interessantes. Na sua última música What I Am, a vocalista estava já com um pouco mais de energia e a tentar cativar os presentes, mas mesmo assim quando terminaram o concerto, só foi capaz de olhar para o público na sua última frase. Não conseguiram nitidamente estabelecer o elo com o público que naquela noite era imprescindível.

SET LIST:
I’m Inside Your Head
Will I Be Able
Ground Zero
What I Am

A segunda banda, Hate in Flesh, com um álbum lançado já este ano, são uma banda com um som pesado e melódico e forte presença em palco. Começaram com o tema My Last War e a partir daí seguiram um percurso sem grandes pausas entre músicas e sempre com garra e energia que o estilo de música pedia. Apesar dos constantes pedidos por parte de Maiko, o vocalista, para a participação do público, este não participou como evidentemente queriam mas não os impediu de apresentar o seu trabalho com intensidade e profissionalismo. A voz teve alguns problemas técnicos, visto que o cabo do microfone teimava em desligar-se, mas o gutural era intenso. Pareceu haver durante o concerto algumas falhas a nível da percussão, mas foram subtis. Terminaram com Dead Man.

SET LIST:
My Last War
Rebirth of Rotten Souls
Mad Red Circle
Hate Me
Dead Man

Crossed Fire foi a terceira banda a subir ao palco. Surgiu dum grupo de amigos que se juntou apenas no ano passado e foi a partir daí que as ideias e composições foram surgindo, resultando naquilo que pudemos observar neste concerto. Tocam um estilo de trash metal pesado e de qualidade e foi com esse espírito que começaram a tocar Final Cost. O vocalista, David, tinha uma energia em palco que conseguiu finalmente contagiar o público. Andando dum lado para o outro e cantando com garra. No entanto as falhas técnicas surgiram, a cinta do baixo partiu, tendo de ser substituída e esteve a tocar apenas com 3 cordas. Mesmo assim, conseguiram fazer uma boa prestação do início ao fim e cativaram muitos dos presentes. Terminaram com Kill.

SET LIST:
Intro
Final Cost
Criminal Mistakes
T.N.B.O
Portuguese Licour
Kill

Ancient Horde foi a última banda em concurso e tinham algo a seu favor, eram uma banda local. Também formada no ano passado, tem um estilo musical um pouco mais virado para o Metal oldshool e têm várias influências do metal tornando o seu estilo pesado mas com uns riffs de guitarra muito bem executados e melodiosos. Começaram com Call to Battle, mas houve um problema técnico na voz que esteve sem som nos primeiros momentos da música. O ponto menos positivo era sem dúvida o vocalista, Sérgio, não tinha intensidade e a energia que a música merecia. Se não fosse a presença da segunda voz a banda perderia todo o seu valor. Para além disso vestia uma camisola de malha, algo que não é normal, para além de indicar uma falta de atenção na imagem da banda, algo que deveria estar igualmente pensado e principalmente estando num concurso. Todos os pormenores devem ser observados e levados em conta. Houve os primeiros momentos de mosh na frente do palco. Terminaram com Blasting Metal.

SET LIST:
Intro
Call to Battle
Old Ways Cult
Heavyfuckers of Trashmageddon
Under The Banners
Blasting Metal

Após uma pausa um pouco mais prolongada para preparação do palco e sound check, foi a vez de Angelus Apatrida, a banda convidada pela Ultrasound Studios, pisar o palco. Esta é considerada como uma das mais bandas mais importantes de trash metal em Espanha. Com músicas aceleradas, riffs de guitarra potentes e letras agressivas, os Angelus fizeram uma prestação excelente com temas do seu último álbum Clock Work e do anterior Give ‘Em War. Foi na segunda música Blast Off que os moshes começaram e foram ganhando vida ao longo de todo o concerto.

O vocalista Guillermo, esteve sempre a interagir com o público e tinha uma grande energia em palco. A sua voz era melodiosa e vigorosa e o som das guitarras com os seus riffs fabulosos confirmavam a consistência da banda sempre em sintonia com as batidas vigorosas de Victor Valera na bateria.

Pouco antes do fim, tocaram Versus The World, um tema do seu primeiro álbum Evil Unleashed e terminaram com Domination, uma música de Pantera e em memória do guitarrista Dimebag Darrell que morreu em Dezembro de 2004. Após vários elogios à banda portuguesa Switchtense, convidaram Hugo, o vocalista, a cantar com eles e a terminar um concerto cheio de intensidade e qualidade. A banda está actualmente a gravar o novo álbum com a Ultrasound Studios.



SET LIST:

Clock Work
Blast Off
Free Your Soul
Of Men and Tyrants
One Side War
Corruption
Give ‘Em War
Legally Brainwashed
Versus The World
Vomitive
Trash Attack
Domination (Pantera)





Por: Miriam Mateus

Fotos: Nuno Santos

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