Depois de terem divulgado no mês passado pormenores sobre o novo álbum, os Moonspell dão agora a conhecer a artwork para a capa deste trabalho.
Alpha Noir, que sairá a 27 de Abril pela Napalm Records, contará com as criações do artista grego Seth Siro Anton, que já trabalhara com a banda no antecessor Night Eternal.
Alpha Noir, Versus, Lycanthrope, Em Nome do Medo e Grandstand são algumas das músicas que constarão no alinhamento do álbum, conforme nota divulgada pela banda e que podem ler na íntegra abaixo.
Mais uma excelente notícia é que a edição especial em digipack vai contar, não com uns banais extras, mas sim com um segundo álbum Ómega White, um gémeo musical do Alpha Noir, que conterá sonoridades mais sombrias e atmosféricas, relembrando os tempos do Irreligious e homenageando bandas como Type O Negative ou Sisters Of Mercy, através de músicas como Herodisiac, White Skies ou Heart Omega. Evitando estar a adjectivar estas novas canções (ainda não as ouvimos), esperamos por algo muito bom : as expectativas estão elevadíssimas e a banda sabe disso, apresentando este ambicioso projecto.
Ambos os trabalhos foram produzidos e mixados por Tue Madsen, sendo (de acordo com a banda) um pecado mortal não ouvir estes 80 minutos de música.
A noite gélida que se abateu sobre Lisboa não impediu que centenas de fãs se reunissem na Caixa Económica Operária para o evento Lusitânia OldSchool. Para os presentes esta foi uma viagem no tempo com três bandas que têm já décadas de existência e que continuam a ter a garra, a energia e a presença necessárias para transformar uma noite simples numa intensa noite de Metal.
A primeira banda a subir ao palco foi Gárgula. Composta pelo anterior vocalista de Alkateya, João Pinto, continua a ser considerada por muitos como uma continuação dessa, visto que mesmo com uma nova formação, novo nome e novos temas as suas raízes estão bem vincadas e continuam a tocar os clássicos da banda anterior. Abriram o concerto com Fire & Wind e logo a seguir regressaram ao passado com Exodus, tema de Alkateya de 1986. Os riffs e os solos de guitarra com aqueles pequenos toques inconfundíveis do 'Cry Baby', continuam a ser uma característica comum entre esta banda e a antecessora, mas os solos do baixista e a sua energia em palco trouxeram algo de inovador e cativante. João Pinto, de capacete de aviador na cabeça, seguiu para o tema seguinte e a partir daí a sua viagem no tempo, onde o espírito Heavy Metal foi constante, passou pelos clássicos Starriders e terminou com FaceTo Face (Alkateya).
Set List:
Fire & Wind (Gargula 2009) Exodus (Alkateya 1986) V12 (Gargula 2008) Hell On Water (Gargula 2010) Devil’s Work (Gargula 2010) Starriders (Alkateya 1987) Rock And Roll Out (Alkateya 1986) Face To face (Alkateya 1990)
Após um intervalo de 15 minutos foi a vez de Tarântula pisar o palco. A banda que fará este ano 31 anos de existência e que continua activa, comprova o porquê quando os vimos e ouvimos em palco. Grande presença, voz e melodias cheias de intensidade e poder. Começaram com Dream Maker do álbum de 2001 com o mesmo nome, seguido de Not the End. Seguiram-se ainda três temas do álbum de 2001 e a simpatia do vocalista Jorge e a energia que emanava do palco fez-se sentir. O público cantava e vibrava ao ritmo da música. Após uma pequena pausa para afinação de guitarra foi a vez de apresentar ao vivo em Lisboa o último álbum da banda, Spiral of Fear. Após os agradecimentos às bandas presentes terminaram com Face The Mirror do álbum de 1998, Light Beyond The Dark.
Set List: Dream Maker Not The End The Nature Of Sin Changes Coming You Can Always Touch The Sky Spiral Of Fear Open Your Eyes Dark Age Afterlife Face The Mirror
Pouco antes da meia-noite foi a vez de Ibéria, a banda que fará 25 anos de existência este ano, começar um concerto enérgico, cheio de atitude e Hard Rock de qualidade. Todos os membros da banda emanavam uma presença e força que fez o público aproximar-se mais do palco e foi juntos que se deu início ao final da noite. Começaram com Revolution, tema do seu último álbum do ano passado com o mesmo nome. Esse foi o álbum de destaque, do qual tocaram seis temas, sem dúvida a ser escutado por quem ainda não o fez. Músicas de grande qualidade técnica e domínio. Os riffs de guitarra, o pequeno toque do slide na música Angel, o ritmo e o som do baixo complementavam-se na perfeição com a voz do vocalista, Miguel. Após a música She Devil, tiveram de fazer uma curta pausa por problemas técnicos, mas o regresso foi de tal forma rápido que praticamente não se fez sentir. Tocaram Heroes do seu segundo álbum que foi seguido de um solo de bateria eficaz e enérgico terminando com ovação por parte do público. Para finalizar tocaram a balada Lady In Black, seguida de Unfaithful Guitars, dois temas do seu primeiro álbum de 1988. Foi com esta música que o vocalista se despediu, mas os restantes músicos ficaram em palco. Após a instrumental India tocaram ainda mais dois temas no encore, NoPride e Hollywood.
Ibéria tinha ainda uma surpresa reservada para o final e foi a vez de chamarem ao palco as outras duas bandas dessa noite. João Sérgio, o baixista de Ibéria, aproveitou o curto tempo de preparação para as três bandas tocarem juntas, para dizer alguma palavras de agradecimento final e foi num ambiente de festa, de satisfação e com o espírito Rock bem presente que as três bandas tocaram e cantaram juntas Smoke On The Water dos Deep Purple.
Set List:
Intro Revolution All Night Flying Lovely Sex Gun Angel She Devil (Intro) Warriors Heroes (Drum solo) Teacher Lady In Black Unfaithful Guitars
Encore: India No Pride Hollywood
Este foi um evento bem organizado cujos horários cumpridos, intervalos curtos e a qualidade a nível do som foram dignas de destaque, assim como o espírito de empatia por parte dos músicos e a ligação que criaram com o público. Sem dúvida um evento como deveria existir muitos.
O novo álbum de Anathema chamar-se-à Weather Systems e será lançado a 16 de Abril através da Kscope Music.
Será o sucessor do excelente We're Here Because We're Here (de 2010) que deixou a fasquia bem elevada para a banda. O guitarrista/vocalista Daniel Cavanagh acredita que vão ultrapassar essas altas expectativas uma vez que sente que a banda está num pico de criatividade. Nas suas palavras, tudo desde a escrita à produção e performance está um passo à frente do que já fizeram.
Será um álbum de contrastes : luz e sombra, nascimento e morte, amor e medo, com a habitual estrutura melódica intensamente poderosa, mas simples.
O álbum foi gravado em Liverpool, Oslo e País de Gales, e irá agradar imenso aos fãs do desempenho da vocalista Lee Douglas, uma vez que a mesma terá uma maior participação, tornando-se assim uma das forças integrantes da banda.
Conhecendo a evolução da banda nos últimos anos não nos parece que fiquemos desapontados : tudo aponta para um dos grandes álbuns do ano a caminho.
(Actualização 14/03/2012) Esta é a nova 'The Beginning and The End"
O 13º álbum da banda de metal gótico britânica tem data de lançamento prevista para 23 de Abril. O novo registo dos Paradise Lost chamar-se-á Tragic Idol e será distribuído pela Century Media.
De acordo com o guitarrista Gregor Mackintosh, a banda encontra-se em gravações nos Chapel Studios em Inglaterra.
O álbum será produzido por Jens Bogren (que recentemente trabalhou com Opeth, Devin Townsend Project e Amon Amarth).
Do alinhamento do álbum constarão faixas como 'Honesty in Death', 'In This We Dwell' e 'Theories from Another World', além da faixa que dá o nome ao álbum.
Ainda hoje Nick Holmes anunciou na página do facebook da banda que estarão a gravar o videoclip para a 'Tragic Idol' e convidou os fãs para aparecerem e "throw things at us" : vai enviar as coordenadas GPS brevemente. Quem estiver para aqueles lado já sabe!
Fica aqui para relembrar o último álbum 'Faith Divides Us Death Unites Us' :
Foi para mais uma etapa do concurso de bandas da UltraSound Studios, que o bar InLive Caffe, na Moita voltou a atrair umas boas dezenas de pessoas. Concorreram quatro bandas cujo objectivo era angariar o maior número de votos possíveis por parte do público presente.
A primeira banda a subir ao palco, foi Thirdsphere, que veio de Castelo Branco. É composta por cinco membros e tem já um EP com cinco temas, que foi lançado no ano passado, com o nome Fire. Uma banda de metal que conjuga na parte vocal um gutural intenso alternado com melodia. Começaram com o tema Await The Day e trouxeram uma boa qualidade sonora, musical e boa presença em palco. Tocaram cinco temas e terminaram com United by Blood.
SET LIST:
Await the Day
Vicious Cycle
From Ashes We Rise
Awakening The Dormant
United By Blood
A segunda banda foi Dark Oath. Vieram de Coimbra e é composta por cinco elementos. Tocam um estilo de música death metal melódico e têm já um EP lançado em Novembro do ano passado, Under a Blackened Sky. No entanto este EP foi gravado ainda com o antigo vocalista e foi apenas em Dezembro que Sara Leitão se tornou a cara da banda. Começaram o concerto com All The Gates of Hell e apesar da imagem aparentemente frágil de Sara, essa ideia desvaneceu-se quando ela encheu a sala com um gutural poderoso. Não mostrou muito à vontade em palco, mas mesmo assim foi puxando pelo público, “são meninos ou quê?”. A composição musical e os riffs melodiosos intervalados com o gutural foram intensos e cativantes. Terminaram com Our Journey Backhome.
SET LIST
All The Gates of Hell
The Warrior
The Mistify Valkyries
North Wind
Our Journey Backhome
Mais um curto intervalo e foi a vez de Blame The Skies subir ao palco. Esta banda, oriunda de Setúbal e já existente desde 2007, é composta por seis membros e tem uma particularidade não muito comum em bandas de Metal, contando com dois vocalistas principais para além da voz de fundo do baterista. Poderíamos pensar que tal característica poderia tornar o som confuso mas a verdade é que as três vozes se interligavam de forma coesa e criaram uma complexidade vocal muito interessante. Deram início ao concerto com Picture e apresentaram ainda um tema novo. Foi um concerto bastante enérgico e com forte presença em palco, provocando reacção por parte do público com alguns moshes. Terminaram com All Legends Die Young
SET LIST:
Picture
Diamonds
Wakeup Doghertg
Silent Suffering
All Legends Die Young
A etapa estava a chegar ao fim e a banda a terminar a mesma foi Thirteen Degrees to Chaos. Uma banda de cinco elementos oriundos de Alcochete, que tocam Death Metal progressivo. Apesar de já existirem desde 2006 ainda não têm um EP, apenas uma Demo lançada em 2008 e uma série de concertos ao vivo realizados desde então. Têm uma sonoridade intensa e apesar de não terem solos de guitarra muito complexos, sente-se a presença duma boa composição do baixo e bateria que tornam o som poderoso. Unheard Demand foi o tema de abertura, tema este que foi lançado online em 2009. Com boa presença e um vocalista que puxava pelo público, foi com Doomsday que deixaram o palco para a banda anfitriã, Switchtense.
SET LIST
Unheard Demand
Dawn Of The Dead
Nova 1
Ed Lermello
Brakyu,The Shapeshifter
Vimeiro
OMG N00bz!
Doomsday
Quando Switchtense subiu ao palco, a sala estava bem composta. A banda da Moita deu início a um concerto enérgico com os seus temas pesados, rápidos e com um groove contagiante. Começaram com o tema Second Life do seu álbum Confrontation of Souls e o público reagiu imediatamente com movimento e moshes devolvendo a energia que emanava do palco. Hugo, o vocalista da banda, congratulou, em especial os adolescentes que marcaram presença, por gostarem deste estilo de musica e a viverem tão intensamente. Chegou a entregar-lhes o microfone durante a sua actuação e eles cantaram na perfeição os temas. Perto do fim, chamaram ao palco o vocalista de Angelus Apatrida (que estão a terminar as gravações do seu último trabalho na UltraSound Studios) para apresentar a música Cowboys From Hell de Pantera.
Terminaram em grande com Infected Blood.
Second Life
Face Off
Into the Words of Chaos
Unbreakable
Concrete Walls
State of Resignation
This is Only the Beginning
Cowboys from Hell (Pantera)
Infected Blood
Acabaram os rumores acerca do regresso dos Metallica a Portugal : a confirmação é oficial!
O público português terá oportunidade de os (re)ver no dia 25 de Maio por ocasião do Rock in Rio Lisboa 2012.
As indicações no site do evento apontam para que esse seja um dia dedicado ao Metal, o que nos agrada sobejamente, uma vez que temos tido dificuldade em encontrar bons motivos para ir à feira (perdão, parque) da Bela Vista.
O aliciante maior, para quem possa achar repetitiva a presença da banda, será o facto dos Metallica irem tocar o comummente designado Black Album na íntegra, assinalando a passagem dos 20 anos da respectiva edição.Ou seja nesta 10ª presença da banda em Portugal ainda teremos novidades : será a estreia em terras lusas de músicas como Don't Tread on Me, The God That Failed, My Friend of Misery ou The Struggle Within.
Se bem que para um fã acérrimo não seja preciso motivos de maior para repetir a presença, para os outros este factor poderá ser decisivo, conjuntamente com um completar de cartaz interessante para esse dia. Ficamos a aguardar esperançosamente.
de acordo com o NielsenSoundScan o Black Album foi o álbum mais vendido nos Estados Unidos (todos os géneros) nos últimos vinte anos (1991-2010).
3 das músicas do Black Album (Nothing Else Matters, Sad But True e Enter Sandman) foram tocadas em todos os concertos dados pelos Metallica em Portugal. Também totalistas são a One e Master of Puppets.
Desde 2004 que os concertos tem sido encerrados com Seek and Destroy . Apenas no Restelo (1996) não foi tocada.
Mesmo numa noite de nevoeiro denso, o concurso de bandas da UltrasoundStudios seguido do concerto de Angelus Apátrida, conseguiu atrair umas boas dezenas de pessoas ao bar InLive Caffe, na Moita.
Este primeira etapa do concurso teve a participação de quatro bandas, todas elas tendo cerca de vinte minutos para fazer a sua actuação e angariar o maior número de votos possíveis por parte do público presente. E foi com esse objectivo em mente, que pouco após das 22h30 , a primeira banda subiu ao palco, Break Inside.
Break Inside, é uma banda composta por quatro membros da zona do Entroncamento, Santarém e tocam um estilo de música rock alternativo. Começaram com o tema I’m Inside Your Head, cuja vocalista Lina começou a cantar tímida e pouco à vontade. Era notória a sua inspiração em cantoras como Amy Lee da banda Evanescense e apesar de ter uma voz agradável e melodiosa, sentia-se a sua falta de garra e intensidade que a música pedia que existisse. A nível de composição musical, destacaram-se os momentos cujos músicos evoluíam de um estilo rock para um misto de nu-metal, dando-lhe características e composições interessantes. Na sua última música What I Am, a vocalista estava já com um pouco mais de energia e a tentar cativar os presentes, mas mesmo assim quando terminaram o concerto, só foi capaz de olhar para o público na sua última frase. Não conseguiram nitidamente estabelecer o elo com o público que naquela noite era imprescindível.
SET LIST: I’m Inside Your Head Will I Be Able Ground Zero What I Am
A segunda banda, Hate in Flesh, com um álbum lançado já este ano, são uma banda com um som pesado e melódico e forte presença em palco. Começaram com o tema My Last War e a partir daí seguiram um percurso sem grandes pausas entre músicas e sempre com garra e energia que o estilo de música pedia. Apesar dos constantes pedidos por parte de Maiko, o vocalista, para a participação do público, este não participou como evidentemente queriam mas não os impediu de apresentar o seu trabalho com intensidade e profissionalismo. A voz teve alguns problemas técnicos, visto que o cabo do microfone teimava em desligar-se, mas o gutural era intenso. Pareceu haver durante o concerto algumas falhas a nível da percussão, mas foram subtis. Terminaram com Dead Man.
SET LIST: My Last War Rebirth of Rotten Souls Mad Red Circle Hate Me Dead Man
Crossed Fire foi a terceira banda a subir ao palco. Surgiu dum grupo de amigos que se juntou apenas no ano passado e foi a partir daí que as ideias e composições foram surgindo, resultando naquilo que pudemos observar neste concerto. Tocam um estilo de trash metal pesado e de qualidade e foi com esse espírito que começaram a tocar Final Cost. O vocalista, David, tinha uma energia em palco que conseguiu finalmente contagiar o público. Andando dum lado para o outro e cantando com garra. No entanto as falhas técnicas surgiram, a cinta do baixo partiu, tendo de ser substituída e esteve a tocar apenas com 3 cordas. Mesmo assim, conseguiram fazer uma boa prestação do início ao fim e cativaram muitos dos presentes. Terminaram com Kill.
SET LIST: Intro Final Cost Criminal Mistakes T.N.B.O Portuguese Licour Kill
Ancient Horde foi a última banda em concurso e tinham algo a seu favor, eram uma banda local. Também formada no ano passado, tem um estilo musical um pouco mais virado para o Metal oldshool e têm várias influências do metal tornando o seu estilo pesado mas com uns riffs de guitarra muito bem executados e melodiosos. Começaram com Call to Battle, mas houve um problema técnico na voz que esteve sem som nos primeiros momentos da música. O ponto menos positivo era sem dúvida o vocalista, Sérgio, não tinha intensidade e a energia que a música merecia. Se não fosse a presença da segunda voz a banda perderia todo o seu valor. Para além disso vestia uma camisola de malha, algo que não é normal, para além de indicar uma falta de atenção na imagem da banda, algo que deveria estar igualmente pensado e principalmente estando num concurso. Todos os pormenores devem ser observados e levados em conta. Houve os primeiros momentos de mosh na frente do palco. Terminaram com Blasting Metal.
SET LIST: Intro Call to Battle Old Ways Cult Heavyfuckers of Trashmageddon Under The Banners Blasting Metal
Após uma pausa um pouco mais prolongada para preparação do palco e sound check, foi a vez de Angelus Apatrida, a banda convidada pela Ultrasound Studios, pisar o palco. Esta é considerada como uma das mais bandas mais importantes de trash metal em Espanha. Com músicas aceleradas, riffs de guitarra potentes e letras agressivas, os Angelus fizeram uma prestação excelente com temas do seu último álbum Clock Work e do anterior Give ‘Em War. Foi na segunda música BlastOff que os moshes começaram e foram ganhando vida ao longo de todo o concerto.
O vocalista Guillermo, esteve sempre a interagir com o público e tinha uma grande energia em palco. A sua voz era melodiosa e vigorosa e o som das guitarras com os seus riffs fabulosos confirmavam a consistência da banda sempre em sintonia com as batidas vigorosas de Victor Valera na bateria.
Pouco antes do fim, tocaram Versus The World, um tema do seu primeiro álbum EvilUnleashed e terminaram com Domination, uma música de Pantera e em memória do guitarrista Dimebag Darrell que morreu em Dezembro de 2004. Após vários elogios à banda portuguesa Switchtense, convidaram Hugo, o vocalista, a cantar com eles e a terminar um concerto cheio de intensidade e qualidade. A banda está actualmente a gravar o novo álbum com a UltrasoundStudios.
SET LIST:
Clock Work Blast Off Free Your Soul Of Men and Tyrants One Side War Corruption Give ‘Em War Legally Brainwashed Versus The World Vomitive Trash Attack Domination (Pantera)
O entusiasmo para voltar a ver Amorphis, a banda que conquistou muitos fãs em Vagos do ano passado, era grande, mas após a abertura das portas a Incrível Almadense ainda tinha pouca gente. Felizmente o espaço acabou por ficar bem composto na hora de subirem ao palco, mais de 15 anos depois da sua última actuação na zona da grande Lisboa. Desta vez já com o novo vocalista Tomi Joutsen, que há mais de cinco anos tem vindo a dar uma nova alma e dinâmica à banda. A sua voz única tem uma elasticidade incrível quando passa dum gutural poderoso para uma voz melodiosa e cativante.
Foi por voltas das 20h30 que a primeira banda, os Nahemah, originários da nossa vizinha Espanha, deram início à noite. Mas o som estava estridente e isso não ajudou a cativar os presentes e foi com distorção e um ou outro feedback que fizeram a sua prestação. A segunda banda, por sua vez, teve um som com melhor qualidade e a sua performance foi enérgica e com grande intensidade. Os Leprous, banda originária da Noruega, apresentaram-se de gravata, exceptuando o vocalista que de laço ao pescoço dava saltos vigorosos e conquistou os presentes com a sua voz e performance nas teclas. Foi certamente a primeira vez para muitos ver ao vivo uma banda de metal cujo vocalista era igualmente o teclista, mas que de maneira nenhuma impediu que houvesse interacção com o público.
Após um breve intervalo, o som inconfundível de Amorphis encheu o espaço. Foi o momento que muitos ansiavam e rapidamente encheram a plateia, que agora sim, estava preparada para receber os cabeças de cartaz. Iniciaram o concerto com Song of The Sage, tema do seu novo álbum The Beginning of Times. Mas após mais um tema deste novo trabalho, recuaram uns anos no tempo e tocaram The Smoke. Após Karelia, Tomi começou a cantar um refrão duma música de Rammstein, Pussy, como introdução para Vulgar Necrolatry do seu primeiro álbum e que foi regravada com o novo vocalista no Magic and Mayhem-Tails From The Early Years. Ainda houve direito a mosh na parte da frente da plateia e um gutural com variantes que desconhecia no vocalista, numa excelente prestação. Terminou por dizer que tinham incluído some “radio friendly stuff”, referindo-se à música de Rammstein, mas que adoravam.
Foi um concerto que incluiu temas que marcaram a história da banda, terminando com Black Winter Day, com um poder contagiante e com a participação do público que aplaudiu e cantou até ao final. Foi curto o tempo que demoraram a voltar ao palco, dizendo que aquele ‘seria o momento ideal’ para tocar três temas bem conhecidos. Começaram com Silver Bride, seguiram para My Kantele e terminaram em grande com House of Sleep, mais uma vez acompanhado por palmas e enorme coro do público.
Soube a pouco, teriam ficado ali pela noite dentro a ouvi-los. Nem o cansaço que era visível na banda os impediu de realizar um concerto fantástico e cheio de intensidade.
Set List:
Song of The Sage
My Enemy
The Smoke
Against Widows
Alone
You I Need
Sampo
Karelia
Vulgar Necrolatry
Into Hiding
Crack in a Stone
Sky is Mine
Magic & Mayhem / Black Winter Day
Encore:
Skyforger (Intro) / Silver Bride
My Kantele
House of Sleep
A Incrível Almadense lotou na passada noite de Domingo, mas se o público estava à espera de “assistir a fogo de artifício, então enganaram-se, para isso teriam de ir a um concerto dos Kiss” (palavras de Mikael dos Opeth durante o concerto).
Às 21h em ponto, a banda de abertura, Pain of Salvation, uma banda Sueca tal como os cabeças de cartaz, entrou em palco. Foi a sua segunda visita a Portugal (a primeira ocorreu em 2001 no Festival Guimarães Art Rock) e a sua actuação provou que foram bem escolhidos para acompanhar os Opeth nesta tour. A sala encheu-se de ritmo e de uma sonoridade própria que em conjunto com a voz de Daniel Gildenlöw, que atinge agudos não habituais na voz masculina, deixou a plateia e o primeiro balcão, bem entusiasmada.
A banda estava disposta de uma forma fora do comum, já que estavam os cinco membros em linha na frente do palco. Foi um concerto enérgico e com muita participação do público. Nesta altura já o espaço estava apinhado, possibilitando apenas o abanar das cabeças em sintonia com os ritmos e riffs vigorosos que emanavam do palco. Eram muitos os que conheciam as músicas e acompanhavam a banda durante a sua actuação, sinónimo de muitos fãs presentes. Foram bastante aplaudidos quando saíram do palco.
Quando os Opeth subiram ao palco, as palmas encheram o espaço e o vocalista começou por agradecer por estarmos presentes e anunciou que eles eram os “Opeth, sim os mesmos que estão nos vossos bilhetes”. Despoletou a primeira gargalhada geral da noite e deram início a um concerto que se tornaria, para além de excelente musicalmente e cheio de intensidade, muito divertido e de boa disposição.
Abriram o espectáculo com The Devil’s Orchard, um tema do seu novo álbum Heritage, lançado em Setembro deste ano. Este seria um concerto muito centralizado neste novo trabalho, acabando por se tornar completamente diferente do que apresentaram em Vagos, deste mesmo ano.
Após Face of Melinda, um tema do seu quarto álbum Still Life, Mikael, continuando com a sua boa disposição começou a atirar palhetas para a parte frontal da plateia, dizendo que poderia continuar a fazê-lo pela próxima hora e meia. Seguiram para Porcelain Heart, onde houve um solo de bateria poderoso e muito bem realizado por Martin Axenrot com uma duração de cerca de três minutos, em que os membros da banda não saíram do palco, ficando durante todo esse tempo estáticos a observar a sua performance.
Seguiu-se uma parte acústica de dois temas, The Troath of Winter e Credence. Foi diferente do que os fãs de Opeth estavam habituados e houve quem na assistência começasse a bocejar, não só por serem temas que por si só já são calmos, como acabaram por tornar-se ainda mais por serem tocados desta forma. Senti que houve uma quebra nesta parte no concerto, mas foi bem recuperado quando tocaram as músicas seguintes: Closure (a fechar o set acústico) e Slither, sendo esta última um tributo a Ronnie James Dio, de quem o vocalista sempre foi fã e que faleceu no ano passado. Na Closure, o público cantou praticamente do princípio ao fim e prolongaram o “how hooo wo wohow” final, mesmo após a banda a ter terminado. Parecia que os Opeth que conheciam estavam de volta. Anunciaram a última música Hex Omega, demonstrando o desejo de voltar a tocar em Portugal e saíram do palco.
O público queria mais e chamou-os com o “how hooo wo wohow” da parte final da música Closure. Entraram emocionados a questionar por gestos se seriam eles por quem o público chamava, sendo mais uma vez a sua boa disposição contagiante. Mikael apresentou os membros da banda e tentava convencer o baixista a ir dançar para cima da coluna, mas acabou por ir ele. Ainda houve oportunidade para apresentar o membro mais novo, Joakim Svalberg nas teclas, que fez uma demonstração dos vários tons e efeitos que o teclado podia fazer, assim como aquele “som que fazia com que parecessem assustadores”. Por fim disse que ele era o Mikael e terminaram o concerto com Folklore, do novo Heritage.
Este foi um concerto que terá ficado um pouco abaixo das expectativas dos fãs que esperavam ouvir mais clássicos como Deliverance ou Master’s Apprentice mas que nem por isso deixou de ser intenso e com um personalidade única que os caracteriza como a banda que são, Opeth.
O ambiente no exterior do Coliseu era de boa disposição. Vários grupos iam-se formando à porta, muitos conversando e esperando por amigos enquanto outros aproveitam os últimos minutos para fazer uma paragem pelas tasquinhas e cafés que, recheados, iam acolhendo os clientes e satisfazendo-os com as suas bifanas, petiscos e imperiais fresquinhas.
Esta era a noite de Machine Head, uma banda que tem já muitos fãs em Portugal e que aguardavam entusiasmados por vê-los e ouvi-los no seu melhor. A sua última actuação em Portugal tinha sido há 2 anos no Optimus Alive, um evento completamente distinto do que estava para acontecer nesta noite, visto que agora eram eles cabeça de cartaz e iam tocar num espaço fechado. Vieram acompanhados de mais 3 bandas, Darkest Hour, DevilDriver e Bring me The Horizon. Notava-se que entre o público havia grupos distintos que se dividiam entre Devil Driver e Bring me The Horizon como a banda de eleição a ver para além dos cabeças de cartaz.
Talvez por esse motivo e apesar de um Coliseu composto, foram muitos os que ficaram no exterior enquanto os Darkest Hour abriram a noite. Foi com DevilDriver que o espaço começou a aquecer para os momentos de intensidade que ainda iam ocorrer. Durante o seu concerto os moshes na parte frontal da plateia foram constantes, ‘crowd surfing’ e ainda um ou outro ténis que saltava deixando alguns descalços.
Quando os Bring Me The Horizon subiram ao palco o recinto encontrava-se já bem recheado de uma massa de gente que vibrava ao som e à energia que emanava do palco. Uma banda composta por membros muito jovens, que pulavam e gritavam e tinham uma energia de tal ordem que era praticamente impossível não ficar contagiado. Foi do meio do mosh, composto por umas boas dezenas de pessoas, que um primeiro corpo voou, à vontade, um metro acima das cabeças do público e de braços abertos aterrou em cima de mãos que o levaram até à frente. Foi um concerto enérgico mas quando houve um interregno entre músicas, o público aclamou foi por Machine Head e não pela banda em palco. O som durante a actuação das três primeiras bandas esteve demasiado estridente e com os instrumentos indefinidos, com algumas queixas de pessoas que não ouviam os riffs, mas esse foi um problema que não se colocou para a banda seguinte.
O palco ostentava um ecrã lateral, de onde começaram a surgir imagens de sangue a escorrer e a preencher o ecrã de vermelho. É nesse momento que o Coliseu, agora repleto de corpos vestidos de negro e de braços no ar, a música “I Am Hell” começa e da plateia sai um ruidoso: “Sangre, Sani, Sangre, Sani”.
Este foi um concerto muito direccionado para o seu último álbum lançado há dois meses, Unto The Locust, que teve muito boa aceitação e a banda percebeu isso quando ouviu as centenas de pessoas a cantar e acompanhá-los à medida que o concerto ia decorrendo. No entanto, brindaram os fãs com pelo menos um tema de cada um dos seus álbuns anteriores.
Após a música Beautiful Mourning o público não resistiu a gritar por uns bons segundos por Machine Head. Rob simplesmente abanava a cabeça de admiração e agradecimento por essa reacção, seguindo de um “wow, you’re amazing”. Seguiram com The Blood, the Sweat, the Tears, momento este que não acalmou os moshes no centro da plateia que, bem pelo contrário, foram intensificados. A plateia parecia um mar de gente revolto que andava ao sabor das fortes batidas que provinham do palco.
Como introdução para a Locust, Rob fez uma declamação de braços abertos, uma voz com eco e uma luz azulada que tornou o momento cativante e preparou o público para receber esse tema pela primeira vez ao vivo em Portugal. Momento sem dúvida intenso.
Saíram do palco após a música Old e quando regressaram já uma guitarra semi-acústica estava montada abaixo do microfone do vocalista. Era chegado o momento de Darkness Within, uma música do seu novo álbum que começa tranquila mas que ganha uma potência contagiante à medida que vai avançando. O público cantava com o vocalista e até se chegaram a ver alguns isqueiros acessos enquanto Rob cantava nas suas partes mais calmas. Terminaram com o Ten Ton Hammer e saíram do palco com um “Goodbye Lisbon”.
Foi com um “Oe-oe-oe-oeh” cantando pelo público que voltaram ao palco para um encore composto por duas músicas. Ainda houve tempo para algumas despedidas e agradecimentos ao público. A bandeira portuguesa com dedicatórias e nome da banda foi lançada e o vocalista colocou-a nas costas, elogiando a recepção do público português. Rob tinha gostado do hino de regresso ao palco e começou a cantá-lo, incitando o público a fazer o mesmo enquanto começaram a tocar a Halo do penúltimo e “antigo” álbum The Blackening. Terminaram em grande com Davidian.
Set List: I Am Hell (Sonata in C#)
Be Still and Know
Imperium
Beautiful Mourning
The Blood, the Sweat, the Tears
Locust
This Is the End
Aesthetics of Hate
Old
Darkness Within
---Declaration---
Bulldozer
Ten Ton Hammer
Encore:
Halo
Davidian Reportagem por: Miriam Mateus
Fotos : Nuno Santos Machine Head - Darkness Within :