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21/11/2011

Reportagem Opeth e Pain of Salvation @ Incrível Almadense 2011-11-20


A Incrível Almadense lotou na passada noite de Domingo, mas se o público estava à espera de “assistir a fogo de artifício, então enganaram-se, para isso teriam de ir a um concerto dos Kiss” (palavras de Mikael dos Opeth durante o concerto).

Às 21h em ponto, a banda de abertura, Pain of Salvation, uma banda Sueca tal como os cabeças de cartaz, entrou em palco. Foi a sua segunda visita a Portugal (a primeira ocorreu em 2001 no Festival Guimarães Art Rock) e a sua actuação provou que foram bem escolhidos para acompanhar os Opeth nesta tour. A sala encheu-se de ritmo e de uma sonoridade própria que em conjunto com a voz de Daniel Gildenlöw, que atinge agudos não habituais na voz masculina, deixou a plateia e o primeiro balcão, bem entusiasmada.

A banda estava disposta de uma forma fora do comum, já que estavam os cinco membros em linha na frente do palco. Foi um concerto enérgico e com muita participação do público. Nesta altura já o espaço estava apinhado, possibilitando apenas o abanar das cabeças em sintonia com os ritmos e riffs vigorosos que emanavam do palco. Eram muitos os que conheciam as músicas e acompanhavam a banda durante a sua actuação, sinónimo de muitos fãs presentes. Foram bastante aplaudidos quando saíram do palco.

Quando os Opeth subiram ao palco, as palmas encheram o espaço e o vocalista começou por agradecer por estarmos presentes e anunciou que eles eram os “Opeth, sim os mesmos que estão nos vossos bilhetes”. Despoletou a primeira gargalhada geral da noite e deram início a um concerto que se tornaria, para além de excelente musicalmente e cheio de intensidade, muito divertido e de boa disposição.

Abriram o espectáculo com The Devil’s Orchard, um tema do seu novo álbum Heritage, lançado em Setembro deste ano. Este seria um concerto muito centralizado neste novo trabalho, acabando por se tornar completamente diferente do que apresentaram em Vagos, deste mesmo ano.

Após Face of Melinda, um tema do seu quarto álbum Still Life, Mikael, continuando com a sua boa disposição começou a atirar palhetas para a parte frontal da plateia, dizendo que poderia continuar a fazê-lo pela próxima hora e meia. Seguiram para Porcelain Heart, onde houve um solo de bateria poderoso e muito bem realizado por Martin Axenrot com uma duração de cerca de três minutos, em que os membros da banda não saíram do palco, ficando durante todo esse tempo estáticos a observar a sua performance.

Seguiu-se uma parte acústica de dois temas, The Troath of Winter e Credence. Foi diferente do que os fãs de Opeth estavam habituados e houve quem na assistência começasse a bocejar, não só por serem temas que por si só já são calmos, como acabaram por tornar-se ainda mais por serem tocados desta forma. Senti que houve uma quebra nesta parte no concerto, mas foi bem recuperado quando tocaram as músicas seguintes: Closure (a fechar o set acústico) e Slither, sendo esta última um tributo a Ronnie James Dio, de quem o vocalista sempre foi fã e que faleceu no ano passado. Na Closure, o público cantou praticamente do princípio ao fim e prolongaram o how hooo wo wohow” final, mesmo após a banda a ter terminado. Parecia que os Opeth que conheciam estavam de volta. Anunciaram a última música Hex Omega, demonstrando o desejo de voltar a tocar em Portugal e saíram do palco.

O público queria mais e chamou-os com o “how hooo wo wohow” da parte final da música Closure. Entraram emocionados a questionar por gestos se seriam eles por quem o público chamava, sendo mais uma vez a sua boa disposição contagiante. Mikael apresentou os membros da banda e tentava convencer o baixista a ir dançar para cima da coluna, mas acabou por ir ele. Ainda houve oportunidade para apresentar o membro mais novo, Joakim Svalberg nas teclas, que fez uma demonstração dos vários tons e efeitos que o teclado podia fazer, assim como aquele “som que fazia com que parecessem assustadores”. Por fim disse que ele era o Mikael e terminaram o concerto com Folklore, do novo Heritage.

Este foi um concerto que terá ficado um pouco abaixo das expectativas dos fãs que esperavam ouvir mais clássicos como Deliverance ou Master’s Apprentice mas que nem por isso deixou de ser intenso e com um personalidade única que os caracteriza como a banda que são, Opeth.

SET LIST:
The Devil's Orchard
I Feel The Dark
Face of Melinda
Porcelain Heart
Nepenthe
The Throat of Winter
Credence
Closure
Slither
A Fair Judgement
Hex Omega

Encore:
Folklore

Por: Miriam Mateus
Fotos: Nuno Santos


Opeth-Slither :

Opeth-A Fair Judgement :

18/11/2011

Reportagem Machine Head e Convidados@Coliseu dos Recreios

O ambiente no exterior do Coliseu era de boa disposição. Vários grupos iam-se formando à porta, muitos conversando e esperando por amigos enquanto outros aproveitam os últimos minutos para fazer uma paragem pelas tasquinhas e cafés que, recheados, iam acolhendo os clientes e satisfazendo-os com as suas bifanas, petiscos e imperiais fresquinhas.

Esta era a noite de Machine Head, uma banda que tem já muitos fãs em Portugal e que aguardavam entusiasmados por vê-los e ouvi-los no seu melhor. A sua última actuação em Portugal tinha sido há 2 anos no Optimus Alive, um evento completamente distinto do que estava para acontecer nesta noite, visto que agora eram eles cabeça de cartaz e iam tocar num espaço fechado. Vieram acompanhados de mais 3 bandas, Darkest Hour, DevilDriver e Bring me The Horizon. Notava-se que entre o público havia grupos distintos que se dividiam entre Devil Driver e Bring me The Horizon como a banda de eleição a ver para além dos cabeças de cartaz.
Talvez por esse motivo e apesar de um Coliseu composto, foram muitos os que ficaram no exterior enquanto os Darkest Hour abriram a noite. Foi com DevilDriver que o espaço começou a aquecer para os momentos de intensidade que ainda iam ocorrer. Durante o seu concerto os moshes na parte frontal da plateia foram constantes, ‘crowd surfing’ e ainda um ou outro ténis que saltava deixando alguns descalços.

Quando os Bring Me The Horizon subiram ao palco o recinto encontrava-se já bem recheado de uma massa de gente que vibrava ao som e à energia que emanava do palco. Uma banda composta por membros muito jovens, que pulavam e gritavam e tinham uma energia de tal ordem que era praticamente impossível não ficar contagiado. Foi do meio do mosh, composto por umas boas dezenas de pessoas, que um primeiro corpo voou, à vontade, um metro acima das cabeças do público e de braços abertos aterrou em cima de mãos que o levaram até à frente. Foi um concerto enérgico mas quando houve um interregno entre músicas, o público aclamou foi por Machine Head e não pela banda em palco. O som durante a actuação das três primeiras bandas esteve demasiado estridente e com os instrumentos indefinidos, com algumas queixas de pessoas que não ouviam os riffs, mas esse foi um problema que não se colocou para a banda seguinte.

O palco ostentava um ecrã lateral, de onde começaram a surgir imagens de sangue a escorrer e a preencher o ecrã de vermelho. É nesse momento que o Coliseu, agora repleto de corpos vestidos de negro e de braços no ar, a música “I Am Hell” começa e da plateia sai um ruidoso: “Sangre, Sani, Sangre, Sani”.

Este foi um concerto muito direccionado para o seu último álbum lançado há dois meses, Unto The Locust, que teve muito boa aceitação e a banda percebeu isso quando ouviu as centenas de pessoas a cantar e acompanhá-los à medida que o concerto ia decorrendo. No entanto, brindaram os fãs com pelo menos um tema de cada um dos seus álbuns anteriores.

Após a música Beautiful Mourning o público não resistiu a gritar por uns bons segundos por Machine Head. Rob simplesmente abanava a cabeça de admiração e agradecimento por essa reacção, seguindo de um “wow, you’re amazing”. Seguiram com The Blood, the Sweat, the Tears, momento este que não acalmou os moshes no centro da plateia que, bem pelo contrário, foram intensificados. A plateia parecia um mar de gente revolto que andava ao sabor das fortes batidas que provinham do palco.

Como introdução para a Locust, Rob fez uma declamação de braços abertos, uma voz com eco e uma luz azulada que tornou o momento cativante e preparou o público para receber esse tema pela primeira vez ao vivo em Portugal. Momento sem dúvida intenso.

Saíram do palco após a música Old e quando regressaram já uma guitarra semi-acústica estava montada abaixo do microfone do vocalista. Era chegado o momento de Darkness Within, uma música do seu novo álbum que começa tranquila mas que ganha uma potência contagiante à medida que vai avançando. O público cantava com o vocalista e até se chegaram a ver alguns isqueiros acessos enquanto Rob cantava nas suas partes mais calmas. Terminaram com o Ten Ton Hammer e saíram do palco com um “Goodbye Lisbon”.

Foi com um “Oe-oe-oe-oeh” cantando pelo público que voltaram ao palco para um encore composto por duas músicas. Ainda houve tempo para algumas despedidas e agradecimentos ao público. A bandeira portuguesa com dedicatórias e nome da banda foi lançada e o vocalista colocou-a nas costas, elogiando a recepção do público português. Rob tinha gostado do hino de regresso ao palco e começou a cantá-lo, incitando o público a fazer o mesmo enquanto começaram a tocar a Halo do penúltimo e “antigo” álbum The Blackening. Terminaram em grande com Davidian.

Set List:
I Am Hell (Sonata in C#)
Be Still and Know
Imperium
Beautiful Mourning
The Blood, the Sweat, the Tears
Locust
This Is the End
Aesthetics of Hate
Old
Darkness Within
---Declaration---
Bulldozer
Ten Ton Hammer
Encore:
Halo
Davidian
Reportagem por: Miriam Mateus
Fotos : Nuno Santos
Machine Head - Darkness Within :

Machine Head - Old

02/11/2011

Septicflesh + Amon Amarth - Incrível Almadense

O Incrível Almadense esgotou para uma noite de intensidade e participação do público que vibrou ao som de Septic Flesh e Amon Amarth.


As ruas foram invadidas por t-shirts alusivas a bandas de Metal. Na porta, formaram-se duas filas que foram escoando com bastante fluidez e em pouco tempo estávamos no interior do Incrível Almadense. O espaço encheu rapidamente. Tanto o primeiro balcão como a plateia estavam compactos e prontos para receber a banda de abertura.

Pouco passava das 21h quando os Septicflesh pisaram o palco. Dois estandartes gigantes com cruzes estampadas destacavam-se e foi na frente dos mesmos que se colocaram estrategicamente dois dos músicos, um em cada um. Com a luz por trás, fizeram um efeito atraente, abrindo então o concerto com o tema “The Vampire from Nazareth”. O público recebeu-os bem, apesar de ainda um pouco acanhado. O vocalista, Spiros “Seth” Atoniou, por sua vez ia puxando por eles e pouco a pouco foram participando.

Após as duas primeiras músicas o público começou a aclamar por Septicflesh. “Seth” disse aos presentes para se recordarem que eram deuses, todos nós somos deuses, “you, we, never forget that". E começaram a tocar o tema "We, The Gods".

A meio da música "The Great Mass of Death" o vocalista pediu a participação do público, pedindo a “Portugal” para começar calmamente a gritar ”hey, hey” em harmonia com a batida da música, até que pediu mais alto, "and now, louder". Este foi o momento em que se sentiram e viram os primeiros movimentos no centro da plateia.

Em "Persepolis" o vocalista pediu à assistência para fazerem um "wall of death" e o centro da plateia transformou-se num turbilhão.

Terminaram com "Five Pointed Star" ficando o baterista sozinho no palco por mais alguns segundos até se levantar, lançar as baquetas e sair. Deram assim por terminado o concerto e deixaram o público a pedir mais, mas a música ambiente surgiu assim como o intervalo.

Foi a vez de subirem ao palco os Amon Amarth. Abriram o concerto com “War of The Gods”, tema conhecido do público que os acompanhou imediatamente. Sem interrupção seguiram para a música “Runes to My Memory”. Foi apenas no final deste tema que Johan Hegg agradeceu ao público em português: “Boa noite Lisboa!”. Mencionou que é muito bom estar de volta e questionou se estavam preparados para Metal, o que levou o público a reagir com um estrondoso “YES!”

Logo após tocarem a música “Live Without Regrets” o vocalista anunciou que iam tocar essa de seguida, se foi gafe ou propositado não deu para perceber, mas a assistência reagiu ao mesmo e de seguida o que tocaram foi “Live for the Kill”.

No tema “The Pursuit of Vikings”, sempre acompanhado pelo público, o vocalista pegou numa câmara de filmar e registou a emoção transmitida pelos fãs que cantavam de braços erguidos. Impressionado, Johan continuou a puxar pela assistência, que cantou o refrão em uníssono.

Johan foi sempre interagindo com o público, criando um elo que se fazia sentir. Ia terminando praticamente cada música com um “obrigado”, mas disse que isso não parecia ser o suficiente. Ao apresentar “Embrace of the Endless Ocean” mencionou que esse tema seria dedicado a todos aqueles que nunca mais regressaram a casa.

Amon Amarth tocaram no total 17 músicas, focando-se essencialmente nos seus dois últimos trabalhos, todas elas cheias de energia e potência. Houve no entanto, alguns momentos em que a voz parecia um pouco mais baixa, assim como o baixo que praticamente não se ouviu, mas a energia esteve sempre presente. Na plateia o mar de gente era revolto, cantando e acompanhando a banda desde o início até ao fim do concerto. Sempre de braços erguidos e trauteando as músicas, tanto na plateia como no balcão, todos pareciam contagiados com o que a banda conseguiu transmitir.

Terminaram com “Death in Fire”, saindo do palco. Mas o público, na expectativa dum encore, continuou a chamar pelo regresso da banda. Regressaram rapidamente, tocando então “Twilight of the Thunder God” e “Guardians of Asgaard”. Nas despedidas, mencionaram o desejo de voltar. Para quem esteve presente o desejo foi mútuo.

Reportagem feita por: Miriam Mateus
Foto por: Nádia Dias (http://www.facebook.com/nadiadiasphotography)

Clica aqui para ver mais fotos (na página do facebook)

Setlists :  Septic Flesh | Amon Amarth

Vídeos no nosso canal Youtube :

01/11/2011

Reportagem: Moonspell - Incrível Halloween


O Incrível Almadense esgotou para uma noite de Haloween na presença de Moonspell. A banda tem mantido a tradição de nos últimos 10 anos, fazer um concerto nesta noite, tentando desta forma introduzir esta data como sendo a noite de Moonspell. O mote da noite, era Wolfheart, o primeiro álbum da banda lançado em 1995.

Ao chegar ao local a fila tinha já tendência para aumentar, tal era a afluência ao espaço. Podíamos encontrar alguns mascarados de zombies e criaturas fantásticas, que calmamente aguardavam a sua entrada no local. Ao entrar, verifiquei que já havia bastantes pessoas que se iam acomodando junto ao palco e nas filas da frente dos dois balcões, prevendo-se que iria chegar ao limite.

No palco, uma cortina gigante reflectia as fotos da banda tiradas na década de 90, altura em que foi lançado o álbum Wolfheart. Às 22h o Incrível Almadense estava lotado e sentia-se a ansiedade pela entrada de Moonspell no palco. Por entre o som de guitarras, numa última afinação do check sound, o público assobiava e reclamava da entrada tardia da banda em palco.
Foi quando se ouviu o início da música “I'll see you in my dreams” que o público respondeu com a ansiedade estampada nas vozes, prenunciando a eminente entrada da banda. Foi pouco tempo depois que se ouviu uma voz anunciar: “Bem vindos à noite do lobo, a noite do Wolfheart. Estão prontos? Senhoras e senhores, lobas e lobos desta imensa alcateia, eis, os Moonspell!”.

O som inicial de “Wolfshade” invadiu o espaço e foi perceptível, por trás da cortina, a entrada dos músicos. Quando a cortina foi aberta, Fernando Ribeiro, vocalista, entrou em palco e o público saudou-o com ovação geral. Foi dado o início a um concerto intenso desde o primeiro instante. O público esteve sempre presente, cantando, gritando, aplaudindo e vivendo com energia cada momento. A banda, como prometido, foi tocando as músicas pela sequência exacta do álbum “Wolfheart”. Fernando Ribeiro foi puxando pelo público, com frases tais como “Almadense, vamos lá” e o público ia respondendo às suas investidas como um mar humano cantando em uníssono.
Após a música “Lua D’Inverno”, houve um momento em que o vocalista disse que este concerto era dedicado a todos os fãs de Moonspell, aos verdadeiros fãs, aqueles que fizeram do “Wolfheart” aquilo que ele é, chamando-os de alcateia.

Foi após a “Trebaruna” que os Moonspell acrescentaram “Ataegina”, música esta que não está na primeira edição do álbum em questão. Fernando justificou isso com o motivo que a editora alemã deu no momento para a não incorporação da mesma, rotulando-a como “uma espécie de ‘drinking music’ nacional”.

Fernando, trajando nesse momento um casaco apelando ao aspecto vampírico, cantou “Vampiria”. Este foi um tema bem reconhecido pelo público visto ser um tema habitual nos seus concertos. Deram por terminada a primeira parte com o considerado hino da banda, “Alma Mater”. Este tema teve como convidado especial o guitarrista que o gravou originalmente, Tanngrisnir.

Após um breve intervalo, subiram ao palco as dançarinas de Gothic Bellydance, “Ignis Fatuus Luna”, dançando o início da música “Tenebrarum Oratorium I”, extraído do EP Under the Moonspell, desencadeando uma segunda parte igualmente cheia de intensidade, com temas bem conhecidos dos fãs, tais como Opium e Mephisto.

Imediatamente antes de darem o concerto por terminado, Fernando Ribeiro fez os devidos agradecimentos à organização, ao regresso ao espaço mítico que é o Incrível Almadense, às dançarinas, ao guitarrista convidado e a todos os fãs presentes que tornaram esse momento possível. Falou igualmente no lançamento do novo álbum, que está previsto para a primavera de 2012, fazendo uma pequena brincadeira com a música “Ace of Spades” dos Mötorhead, dizendo que era parte de um dos novos temas. Consideraram-no como um dos melhores trabalhos realizados pela banda e esperam que também assim seja considerado pelo público.

Terminaram em grande com os fãs a cantarem em uníssono uma das músicas emblemáticas da banda, “Fullmoon Madness”. Após o seu término, uma ovação geral encheu o espaço e apesar de aclamarem pela banda, esta despediu-se prolongadamente, juntando todos os intervenientes, mas já não regressou.

Após o concerto seguiu-se um after-show com a banda Opus Diabolicum, aqueles a quem o Fernando, ainda em palco, anunciou como sendo os seus delfins. O after-show decorreu no cine-teatro da Incrível Almadense e contou com a presença de alguns convidados especiais e amigos da banda. Num ambiente calmo e intimista, a banda tocou vários temas dos Moonspell e contou ainda com uma música original inspirada neles. Fernando Ribeiro e Mike Gaspar subiram ao palco na música Alma Mater e num improviso cantaram o tema com os Opus.

Foi dada por terminada uma noite em grande, intensa e repleta de misticismo e alma.
Reportagem por: Miriam Mateus
Fotos: Nádia Dias (Nádia Dias Photography)

Para mais fotos clica aqui (página da Rádio no Facebook):

Setlist :
Wolfshade
Love Crimes
Of Dream and Drama
Lua D'Inverno
Trebaruna
Ataegina
Vampiria
An Erotic Alchemy
Alma Mater
-------
Tenebrarum Oratorium (Andamento I)
Opus Diabolicum
Goat On Fire
Opium
Awake!
Raven Claws
Mephisto
Fullmoon Madness

22/10/2011

Moonspell : Incrível Halloween

Continuando a tradição de nos oferecer algo especial por ocasião do Halloween, os Moonspell vão voltar a actuar no dia 31 de Outubro em Portugal. Desta feita vão tocar na íntegra e por ordem todos os temas que fazem parte do seu primeiro álbum Wolfheart. O concerto terá lugar na Incrível Almadense.
De acordo com o vocalista da banda, Fernando Ribeiro, esse reportório preencherá a primeira parte do concerto, sendo a segunda parte composta por temas de todas as épocas da banda.
Após o concerto, no cine-teatro da Incrível Almadense, irão actuar os Opus Diabolicum (quinteto de cordas e percursão), tocando alguns temas de tributo aos Moonspell.

A Songs for the Deaf Radio estará lá para vos contar detalhadamente como foi a noite. Aguardem a nossa reportagem e fotos!

No mesmo âmbito, no Cine Almadense, decorrerá o Ciclo de Cinema de Horror (entre 29 e 31 de Outubro), onde poderão ver (ou rever) clássicos como Nosferatu, Zombieland ou The Shining, bem como os mais recentes Hill Have Eyes (EUA), Frost Bitter(SUE) ou Sexy Killer (ESP).
No dia do concerto poderão também assitir à curta-metragem de Filipe Melo, I'll See You in My Dreams, cuja banda sonora tem a contribuição dos Moonspell (vídeo abaixo).
Clica aqui para ver a programação.

Vídeo promo do evento :



Entrevistado pelo José Luis Peixoto, Fernando fala acerca deste concerto e do novo álbum :


Este é o vídeo promocional do evento :


Moonspell - I'll See You in My Dreams :

22/09/2011

20 anos de Nevermind : ou como o rock nunca mais foi o mesmo

24 de Setembro de 1991 : é lançado, sem expectativas de maior, o segundo álbum de uma desconhecida banda da cena de Seattle. No entanto o single "Smells Like Teen Spirits" dos Nirvana estreia na MTV com grande impacto e em poucos meses a banda supera Michael Jackson no nº1 dos tops americanos. Para tal também contribuiu muito a transversalidade (a atrair o mainstream) do 2º single "Come as You Are".
Em pouco tempo, um conjunto de tipos simples, sem adereços de estrelas nem artificialismos de imagem, tornam-se a maior sensação planetária, mantendo o seu rock puro.
Há aqui uma mudança de paradigma para quem queria ter uma banda de sucesso, e assistiu-se nessa altura a uma génese criativa ímpar no rock alternativo onde o foco principal era a música em si. Os olhos do mundo viraram-se então para Seattle para perceber o que se estava ali a passar (Pearl Jam, Soundgarden, Alice in Chains) e resolveram denominar grunge àquele estilo despojado de rock indie/alternativo, uma etiqueta (como tantas outras) que é mais útil para organizar os CD's nas discotecas do que própriamente para definir um estico único, até atendendo à imensa diversidade existente entre as várias bandas do movimento.
Não é exagerado dizer que este álbum deu uma nova vida ao rock, nomeadamente pela abrangência e diversidade de público que começou a ouvir este género musical.
A fama continuou, e da exposição gigantesca criou-se um monstro, que impossível de controlar gerou tragédia e mito, mas esta é uma história para outra altura.

Na Songs For The Deaf não podemos deixar de assinalar este marco, e vamos ter em destaque este álbum e outros sons marcantes desta época áurea. Como poderás ver este fim de semana, a nossa foto de perfil no Facebook é a capa do álbum, capa que tem gerado infeliz polémica pois o Facebook considera-a de nudez e ofensiva. A própria página oficial dos Nirvana foi obrigada a mudar n vezes de foto de perfil, mas teve a sensatez de trocar sempre por outra igual :).
Como disse o Kurt Cobain "se alguém vê malícia nesta foto, é porque talvez seja um pedófilo que ainda não saiu do armário"
Foram entretanto lançadas quatro edições remasterizadas do álbum : toda a info no site da banda.
De valor é a vídeo timeline que o canal oficial de Nirvana no Youtube preparou. (ver aqui)







11/09/2011

Reportagem R.A.M.P no Side B, Benavente 10-09-2011

A chegada a Benavente fez-se tranquilamente. A quantidade considerável de carros estacionados fez-nos perceber imediatamente que estávamos perto do local onde se realizaria o concerto. No entanto e talvez por termos chegado cedo, o bar estava ainda um pouco vazio. Algumas pessoas iam entrando, saindo e outras simplesmente aproveitavam o tempo de espera para irem confraternizando ao som de Pantera, Metallica, Marilyn Manson, entre outros nomes conhecidos do mundo do Metal.

O Side B, o bar onde se realizou o concerto fez o seu terceiro aniversário. Foi neste espaço, dedicado à realização de concertos de bandas nacionais e internacionais que, em parceria com a Notredame Productions e segundo as palavras do seu proprietário, Carlos Freitas, já subiram ao mesmo palco centenas de bandas, podendo destacar-se Heavenwood, Bizarra Locomotiva e a nível internacional, Tankard, Entombed e Kampfar, esta última que mereceu um maior destaque por parte de Carlos, devido à intensidade do mesmo. Nesta noite, o palco seria de RAMP.

Ao fim de algum tempo, vimos alguns membros da banda entrar no espaço. A hora de início do concerto começava a aproximar-se. Tó Pica, o guitarrista, andava pelo meio do público com a sua boa disposição habitual, enquanto o tempo para o início do concerto ia diminuindo. Foi perto da meia-noite que se ouviu o primeiro som de guitarra e se realizaram os últimos pormenores do check-sound. Em poucos minutos o espaço ficou composto. RAMP (origem nas iniciais dos nomes, dos membros fundadores: Ricardo, António, Miguel e Paulo), são uma banda de Metal formada em 1989, no Seixal e obteve o seu grande sucesso comercial, com a faixa "For a While". Já fizeram primeiras partes de grandes bandas, tais como Sepultura, Metallica, e mais recentemente participaram no Rock In Rio 2010, onde partilharam o palco com Hail. O seu último álbum “Visions” foi lançado há dois anos, e foi no Music Box em Lisboa que deram início à tour de lançamento do mesmo, a “Subversion Tour”.



O concerto ia começar. O som de “Blind Enchantment” encheu o espaço já recheado de fãs, dando início a um concerto de grande intensidade, seguida de Insane, How, Single Lines e Dawn. Continuando a dar prioridade ao último álbum “Visions, foi com a pergunta “Estão com frio?” que Rui respondeu “Eu estou” e deu entrada para a música “The Cold”. Após “Clear” e “Folow You”, Rui fez a apresentação para a música “Mith” com uma dedicatória a todos aqueles que querem aparecer nas revistas cor de rosa e apenas se preocupam em ser famosos. Ao longo da música, Rui, ia fazendo poses e expressões, satirizando o mundo da fama instantânea. Depois, seguiu-se um momento mais calmo com a música “Alone” começando a partir daí a viagem pelos temas mais antigos da banda. Em Hallelujah o público recomeçou a aquecer, e acabou por fazer o primeiro mosh da noite na música que se seguiu a essa, “Anjinho da Guarda”. A partir deste momento, já todos os membros da banda com a excepção do vocalista, tocavam sem t-shirt e a zona em frente ao palco era reservada para o mosh e crowdsurfing enquanto tocavam Drop Down, All Men Taste Hell, Noone, Come, Thoughts e Black Tie, sempre com grande intensidade e participação do público, que cantava e que gritava “não” sempre que o vocalista perguntava: “Estão cansados?”. Rui agradeceu o convite do proprietário do espaço, deu-lhe os parabéns pelo trabalho que tem sido realizado ao longo dos últimos três anos e acrescentou que não era apenas o Side B que fazia anos, mas também o guitarrista de Ramp, o Ricardo Mendonça. Tocaram “Through” e saíram do palco.


O público queria mais e ninguém se mexeu do seu lugar, chamaram por Ramp e não se fez silêncio enquanto a banda não voltou a subir ao palco, que nesse momento tinha já quatro bancos alinhados no mesmo. A surpresa da noite, reservada para os fãs, estava à nossa frente. Uma música que não tocavam há alguns anos e que foi tocada com os seus membros sentados, “For a While” foi um dos momentos altos da noite. Seguiu-se ainda a sua versão de “Walk Like an Egyptian” das Bangles que incluiu os solos de Ricardo Mendonça e Tó Pica nas guitarras, seguido de um solo de bateria de grande intensidade pelo Paulinho.


Ainda no Encore, tocaram a música "Ace of Spades", dos Motorhead, relembrando o momento em que o fizeram no Rock In Rio, com os Hail. Terminaram o concerto com “Try Again” e é nesse momento que Rui, Ricardo, e Pica vão para o meio do público. Foi no meio dos fãs e amigos que calorosamente acolheram os membros da banda e é no meio de abraços que deram por finalizada uma noite que, nas palavras de Rui, foi de “Rock N’Roll” onde o seu espírito e as boas vibrações foram sentidos, tanto pelo público, como os membros da banda. Para Tó Pica, no seu espírito humorista, o concerto resumiu-se em “duas palavras: Bru-Tal”. Para Ricardo foi a sua “Melhor festa de anos” e para Caveirinha “uma sauna” tal era o calor humano e a intensidade que se fazia sentir no local. Foi assim que terminou mais um concerto de uma grande banda nacional que independentemente de todas as dificuldades no meio, tem lutado e resistido ao longo dos anos e tem continuado a presentear os fãs e amigos com momentos como este.



Reportagem: Miriam Mateus

Fotografia: Nádia Dias


Playlist de R.A.M.P. no Side B, Benavente 10-09-2011

31/08/2011

Disturbed : David Draiman conta porque não vieram a Portugal

Muitos de nós ainda estão um pouco ressentidos com o cancelamento de parte da digressão europeia dos Disturbed, incluindo o concerto em Portugal marcado para Junho.

Aproveitámos um directo no twitter com o vocalista David Draiman e perguntámos-lhe quais os reais motivos por detrás desse cancelamento, uma vez que achámos a desculpa do custo dos combustíveis um pouco esfarrapada.
Nas palavras dele, mais do que somente o custo do combustível, todo o planeamento do percurso da tour foi muito difícil. Ficámos a saber que há festivais que impõem "radius clauses", ou seja, se tocar ali não pode tocar noutro sítio que esteja dentro de um raio definido.
Também a parte das viagens (autocarros) se tornou um problema devido as "leis loucas" para os motoristas na Europa.
Todos estes contras fariam com que a segunda parte da digressão (incluindo a passagem por Lisboa) levasse à perda de centenas de milhares de dólares. 
Concluiu "Isso, meus amigos, é lamentável : esperamos planear melhor as coisas na próxima vez"

Esta conversa está no nosso twitter : @Songs4deaf

16/08/2011

Novo álbum de Mastodon em Setembro (c/vídeo)

O novo álbum de Mastodon, "The Hunter" tem data prevista de lançamento para 27 de Setembro. Tendo em conta a qualidade dos anteriores trabalhos a expectativa é imensa. Serão capazes de manter o nível?
Pode-se ir já começando a tirar as dúvidas com "Curl Of The Burl", que será o primeiro single do álbum :



Alinhamento :
01. Black Tongue
02. Curl Of The Burl
03. Blasteroid
04. Stargasm
05. Octopus Has No Friends
06. All The Heavy Lifting
07. The Hunter
08. Dry Bone Valley
09. Thickening
10. Creature Lives
11. Spectrelight
12. Bedazzled Fingernails
13. The Sparrow
14. The Ruiner (limited-edition bonus track)
15. Deathbound (limited-edition bonus track)

Já anteriormente fora lançado um vídeo "making of" do álbum, com a faixa "Black Tongue"

Veja também: