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22/10/2011

Moonspell : Incrível Halloween

Continuando a tradição de nos oferecer algo especial por ocasião do Halloween, os Moonspell vão voltar a actuar no dia 31 de Outubro em Portugal. Desta feita vão tocar na íntegra e por ordem todos os temas que fazem parte do seu primeiro álbum Wolfheart. O concerto terá lugar na Incrível Almadense.
De acordo com o vocalista da banda, Fernando Ribeiro, esse reportório preencherá a primeira parte do concerto, sendo a segunda parte composta por temas de todas as épocas da banda.
Após o concerto, no cine-teatro da Incrível Almadense, irão actuar os Opus Diabolicum (quinteto de cordas e percursão), tocando alguns temas de tributo aos Moonspell.

A Songs for the Deaf Radio estará lá para vos contar detalhadamente como foi a noite. Aguardem a nossa reportagem e fotos!

No mesmo âmbito, no Cine Almadense, decorrerá o Ciclo de Cinema de Horror (entre 29 e 31 de Outubro), onde poderão ver (ou rever) clássicos como Nosferatu, Zombieland ou The Shining, bem como os mais recentes Hill Have Eyes (EUA), Frost Bitter(SUE) ou Sexy Killer (ESP).
No dia do concerto poderão também assitir à curta-metragem de Filipe Melo, I'll See You in My Dreams, cuja banda sonora tem a contribuição dos Moonspell (vídeo abaixo).
Clica aqui para ver a programação.

Vídeo promo do evento :



Entrevistado pelo José Luis Peixoto, Fernando fala acerca deste concerto e do novo álbum :


Este é o vídeo promocional do evento :


Moonspell - I'll See You in My Dreams :

22/09/2011

20 anos de Nevermind : ou como o rock nunca mais foi o mesmo

24 de Setembro de 1991 : é lançado, sem expectativas de maior, o segundo álbum de uma desconhecida banda da cena de Seattle. No entanto o single "Smells Like Teen Spirits" dos Nirvana estreia na MTV com grande impacto e em poucos meses a banda supera Michael Jackson no nº1 dos tops americanos. Para tal também contribuiu muito a transversalidade (a atrair o mainstream) do 2º single "Come as You Are".
Em pouco tempo, um conjunto de tipos simples, sem adereços de estrelas nem artificialismos de imagem, tornam-se a maior sensação planetária, mantendo o seu rock puro.
Há aqui uma mudança de paradigma para quem queria ter uma banda de sucesso, e assistiu-se nessa altura a uma génese criativa ímpar no rock alternativo onde o foco principal era a música em si. Os olhos do mundo viraram-se então para Seattle para perceber o que se estava ali a passar (Pearl Jam, Soundgarden, Alice in Chains) e resolveram denominar grunge àquele estilo despojado de rock indie/alternativo, uma etiqueta (como tantas outras) que é mais útil para organizar os CD's nas discotecas do que própriamente para definir um estico único, até atendendo à imensa diversidade existente entre as várias bandas do movimento.
Não é exagerado dizer que este álbum deu uma nova vida ao rock, nomeadamente pela abrangência e diversidade de público que começou a ouvir este género musical.
A fama continuou, e da exposição gigantesca criou-se um monstro, que impossível de controlar gerou tragédia e mito, mas esta é uma história para outra altura.

Na Songs For The Deaf não podemos deixar de assinalar este marco, e vamos ter em destaque este álbum e outros sons marcantes desta época áurea. Como poderás ver este fim de semana, a nossa foto de perfil no Facebook é a capa do álbum, capa que tem gerado infeliz polémica pois o Facebook considera-a de nudez e ofensiva. A própria página oficial dos Nirvana foi obrigada a mudar n vezes de foto de perfil, mas teve a sensatez de trocar sempre por outra igual :).
Como disse o Kurt Cobain "se alguém vê malícia nesta foto, é porque talvez seja um pedófilo que ainda não saiu do armário"
Foram entretanto lançadas quatro edições remasterizadas do álbum : toda a info no site da banda.
De valor é a vídeo timeline que o canal oficial de Nirvana no Youtube preparou. (ver aqui)







11/09/2011

Reportagem R.A.M.P no Side B, Benavente 10-09-2011

A chegada a Benavente fez-se tranquilamente. A quantidade considerável de carros estacionados fez-nos perceber imediatamente que estávamos perto do local onde se realizaria o concerto. No entanto e talvez por termos chegado cedo, o bar estava ainda um pouco vazio. Algumas pessoas iam entrando, saindo e outras simplesmente aproveitavam o tempo de espera para irem confraternizando ao som de Pantera, Metallica, Marilyn Manson, entre outros nomes conhecidos do mundo do Metal.

O Side B, o bar onde se realizou o concerto fez o seu terceiro aniversário. Foi neste espaço, dedicado à realização de concertos de bandas nacionais e internacionais que, em parceria com a Notredame Productions e segundo as palavras do seu proprietário, Carlos Freitas, já subiram ao mesmo palco centenas de bandas, podendo destacar-se Heavenwood, Bizarra Locomotiva e a nível internacional, Tankard, Entombed e Kampfar, esta última que mereceu um maior destaque por parte de Carlos, devido à intensidade do mesmo. Nesta noite, o palco seria de RAMP.

Ao fim de algum tempo, vimos alguns membros da banda entrar no espaço. A hora de início do concerto começava a aproximar-se. Tó Pica, o guitarrista, andava pelo meio do público com a sua boa disposição habitual, enquanto o tempo para o início do concerto ia diminuindo. Foi perto da meia-noite que se ouviu o primeiro som de guitarra e se realizaram os últimos pormenores do check-sound. Em poucos minutos o espaço ficou composto. RAMP (origem nas iniciais dos nomes, dos membros fundadores: Ricardo, António, Miguel e Paulo), são uma banda de Metal formada em 1989, no Seixal e obteve o seu grande sucesso comercial, com a faixa "For a While". Já fizeram primeiras partes de grandes bandas, tais como Sepultura, Metallica, e mais recentemente participaram no Rock In Rio 2010, onde partilharam o palco com Hail. O seu último álbum “Visions” foi lançado há dois anos, e foi no Music Box em Lisboa que deram início à tour de lançamento do mesmo, a “Subversion Tour”.



O concerto ia começar. O som de “Blind Enchantment” encheu o espaço já recheado de fãs, dando início a um concerto de grande intensidade, seguida de Insane, How, Single Lines e Dawn. Continuando a dar prioridade ao último álbum “Visions, foi com a pergunta “Estão com frio?” que Rui respondeu “Eu estou” e deu entrada para a música “The Cold”. Após “Clear” e “Folow You”, Rui fez a apresentação para a música “Mith” com uma dedicatória a todos aqueles que querem aparecer nas revistas cor de rosa e apenas se preocupam em ser famosos. Ao longo da música, Rui, ia fazendo poses e expressões, satirizando o mundo da fama instantânea. Depois, seguiu-se um momento mais calmo com a música “Alone” começando a partir daí a viagem pelos temas mais antigos da banda. Em Hallelujah o público recomeçou a aquecer, e acabou por fazer o primeiro mosh da noite na música que se seguiu a essa, “Anjinho da Guarda”. A partir deste momento, já todos os membros da banda com a excepção do vocalista, tocavam sem t-shirt e a zona em frente ao palco era reservada para o mosh e crowdsurfing enquanto tocavam Drop Down, All Men Taste Hell, Noone, Come, Thoughts e Black Tie, sempre com grande intensidade e participação do público, que cantava e que gritava “não” sempre que o vocalista perguntava: “Estão cansados?”. Rui agradeceu o convite do proprietário do espaço, deu-lhe os parabéns pelo trabalho que tem sido realizado ao longo dos últimos três anos e acrescentou que não era apenas o Side B que fazia anos, mas também o guitarrista de Ramp, o Ricardo Mendonça. Tocaram “Through” e saíram do palco.


O público queria mais e ninguém se mexeu do seu lugar, chamaram por Ramp e não se fez silêncio enquanto a banda não voltou a subir ao palco, que nesse momento tinha já quatro bancos alinhados no mesmo. A surpresa da noite, reservada para os fãs, estava à nossa frente. Uma música que não tocavam há alguns anos e que foi tocada com os seus membros sentados, “For a While” foi um dos momentos altos da noite. Seguiu-se ainda a sua versão de “Walk Like an Egyptian” das Bangles que incluiu os solos de Ricardo Mendonça e Tó Pica nas guitarras, seguido de um solo de bateria de grande intensidade pelo Paulinho.


Ainda no Encore, tocaram a música "Ace of Spades", dos Motorhead, relembrando o momento em que o fizeram no Rock In Rio, com os Hail. Terminaram o concerto com “Try Again” e é nesse momento que Rui, Ricardo, e Pica vão para o meio do público. Foi no meio dos fãs e amigos que calorosamente acolheram os membros da banda e é no meio de abraços que deram por finalizada uma noite que, nas palavras de Rui, foi de “Rock N’Roll” onde o seu espírito e as boas vibrações foram sentidos, tanto pelo público, como os membros da banda. Para Tó Pica, no seu espírito humorista, o concerto resumiu-se em “duas palavras: Bru-Tal”. Para Ricardo foi a sua “Melhor festa de anos” e para Caveirinha “uma sauna” tal era o calor humano e a intensidade que se fazia sentir no local. Foi assim que terminou mais um concerto de uma grande banda nacional que independentemente de todas as dificuldades no meio, tem lutado e resistido ao longo dos anos e tem continuado a presentear os fãs e amigos com momentos como este.



Reportagem: Miriam Mateus

Fotografia: Nádia Dias


Playlist de R.A.M.P. no Side B, Benavente 10-09-2011

31/08/2011

Disturbed : David Draiman conta porque não vieram a Portugal

Muitos de nós ainda estão um pouco ressentidos com o cancelamento de parte da digressão europeia dos Disturbed, incluindo o concerto em Portugal marcado para Junho.

Aproveitámos um directo no twitter com o vocalista David Draiman e perguntámos-lhe quais os reais motivos por detrás desse cancelamento, uma vez que achámos a desculpa do custo dos combustíveis um pouco esfarrapada.
Nas palavras dele, mais do que somente o custo do combustível, todo o planeamento do percurso da tour foi muito difícil. Ficámos a saber que há festivais que impõem "radius clauses", ou seja, se tocar ali não pode tocar noutro sítio que esteja dentro de um raio definido.
Também a parte das viagens (autocarros) se tornou um problema devido as "leis loucas" para os motoristas na Europa.
Todos estes contras fariam com que a segunda parte da digressão (incluindo a passagem por Lisboa) levasse à perda de centenas de milhares de dólares. 
Concluiu "Isso, meus amigos, é lamentável : esperamos planear melhor as coisas na próxima vez"

Esta conversa está no nosso twitter : @Songs4deaf

16/08/2011

Novo álbum de Mastodon em Setembro (c/vídeo)

O novo álbum de Mastodon, "The Hunter" tem data prevista de lançamento para 27 de Setembro. Tendo em conta a qualidade dos anteriores trabalhos a expectativa é imensa. Serão capazes de manter o nível?
Pode-se ir já começando a tirar as dúvidas com "Curl Of The Burl", que será o primeiro single do álbum :



Alinhamento :
01. Black Tongue
02. Curl Of The Burl
03. Blasteroid
04. Stargasm
05. Octopus Has No Friends
06. All The Heavy Lifting
07. The Hunter
08. Dry Bone Valley
09. Thickening
10. Creature Lives
11. Spectrelight
12. Bedazzled Fingernails
13. The Sparrow
14. The Ruiner (limited-edition bonus track)
15. Deathbound (limited-edition bonus track)

Já anteriormente fora lançado um vídeo "making of" do álbum, com a faixa "Black Tongue"

Ainda o Vagos Open Air : vídeos novos!

Para concluir da melhor forma a cobertura do Vagos Open Air deste ano nada melhor que um resumo em vídeo do que foi o festival. Os agradecimentos vão para o Paulo Delgado e para a Ana Laranjeira, que com o seu tempo e dedicação, realizaram os seguintes vídeos, que transmitem na perfeição o ambiente vivido no festival.

Recepção e 1º dia de concertos :


2º dia de concertos e regresso :


Para ver no Canal Youtube AZAGTOTH, onde também podem encontrar os melhores vídeos (em FullHD) dos concertos deste ano.

Publicações relacionadas :
Reportagem do 1º dia
Reportagem do 2º dia
Fotos das bandas (na nossa página no Facebook)

09/08/2011

Reportagem do 2º dia do Vagos Open Air 2011

Foi ao som da chuva que acordámos e demos início ao segundo dia de festival. Avizinhava-se um dia sombrio, mas foi com espírito positivo que saímos para a rua e depois dum belo pequeno-almoço na “Broa do João”, uma bela pastelaria em Calvão, já recheada igualmente de festivaleiros, que saímos de carro para dar uma volta pelas localidades. A chuva, no entanto, era contínua e acabámos por metermo-nos em direcção a Aveiro para um passeio, almoço e algum descanso para recuperar forças para a tarde e noite que ainda estavam para vir. 

Regressados ao festival aproveitámos o tempo, antes do início dos concertos, para visitarmos as tendas de merchandising com mais calma e menos movimento, felizmente o tempo começava a melhorar e o sol já brilhava por entre as nuvens que se iam dissipando. 
Antes dos concertos arranjamos sempre tempo para o convívio e travar novos conhecimentos com pessoas que partilham os mesmos gostos. Uma coisa que sempre encontrei em festivais ou concertos de Metal é o ambiente familiar que existe no local, assim como a ordem e a organização. 
Ao contrário do que possa parecer para as pessoas que desconhecem e que julgando pelo aspecto geral das pessoas, que maioritariamente usam o preto como cor principal e acessórios de correntes, piercings ou tatuagens, o ambiente é habitualmente tranquilo e muito civilizado.

We Are The Damned 

O sol resolve aparecer de vez e com ele o início dos concertos. Sobem ao palco os portugueses We are the Damned, banda que não deixou ninguém indiferente com a sua presença. 
Mais uma pequena falha no sistema de som fez com que o concerto começasse sem se ouvir a voz do vocalista, que apesar de já tentar emitir som do palco, este não chegava ao público. I
ncidente que acabou por não causar mossa na sua prestação global. Nos intervalos das músicas, Ricardo Correia, a voz dos We are the Damned, gritava palavras de revolta e indignação na forma como as bandas portuguesas são desconsideradas no nosso país e que “em Portugal, há muito boas ou melhores bandas que algumas estrangeiras, mas que acabam por ser desvalorizadas”. Um momento alto foi quando tocaram a música “Devorador dos Mortos” e começaram a ver-se os primeiros movimentos de mosh e crowd surfing do dia.

Malevolence 

Após o intervalo entre bandas, subiram ao palco Malevolence, banda portuguesa de Death Metal, que apesar duma paragem de 11 anos, regressou aos palcos portugueses em força, com esta primeira aparição em Vagos. A banda tem como baixista Aires Pereira, também membro da banda Moonspell. 
Com Malevolence, o público já começava a adensar-se perto do palco e a energia era contagiante. No entanto, fiquei com a sensação que a entrada em palco foi um pouco fraca. Cheguei a pensar que ainda estavam a fazer o check sound, mas depois apercebi-me que já eram realmente os membros das bandas que estavam em palco. Mal menor que foi rapidamente ultrapassado com a intensidade do som e a participação do público que esteve em alta com moshes e crowd surfing na zona central junto ao palco. 
Aproveitaram a estreia em Vagos para apresentação de material inédito a ser gravado para o seu terceiro álbum que está previsto ser lançado em 2012, assim como temas já conhecidos dos seus dois álbuns anteriores. “E para que a chama não se apague em Portugal”, palavras de Carlos Cariano, tocaram “Oceans of Fire” um dos momentos altos e mais participativos por parte do público. 

Nova pausa e momento para recarregar baterias e já Kalmah, banda de Death Metal melódico, entrava em palco para a destruição total. 
Concerto duma intensidade fortíssima, lançou o público ao rubro com a música introdutória “Hook the monster”. Os finlandeses adoraram o público português e os portugueses pareceram também adorar Kalmah, conforme se podia notar pela sua participação. 
Na música “For the Revolution”, Pekka Kokko, o vocalista e guitarrista da banda pediu a participação do público, conforme ele dissesse “for the revolution” o público diria “we die, we die”. Não houve dúvidas! O público esteve lá e a frase “we die” ouvia-se ao longe. Terminaram em grande com “Hades”. 


Ihsahn 

Após mais um intervalo, entraram em palco Ihsahn, nome pelo qual se identifica, neste projecto a solo, o compositor norueguês Vegard Tveitan. Vegard é mais conhecido pela sua banda anterior Emperor, tanto que tocaram “The Tongue of Fire” e “Thus Spake the Nightspirit”, que são ambas dessa época. Ihsahn foi igualmente forte e intenso e conseguiu transmitir ao público essa sua intensidade e energia em palco. Terminou a sua actuação com “On the Shore”.

Devin Townsend 

Foi a vez de mais um intervalo, mas desta vez diferente de todos os outros. Nos ecrãs gigantes não passava a publicidade habitual nem a música ambiente era Metal. Por momentos olhávamos uns para os outros e comentávamos que o DJ estava com algum problema. 
A música era de discoteca e até passou a famosa “Mambo Nº 5”. Nos ecrãs aparecia imagens conhecidas, pinturas tais como a “Mona Lisa” ou “O Grito” mas cujo rosto era do canadiano Devin e as suas expressões únicas. 
Foi sem dúvida um chamariz, mesmo para os que não o conheciam. O público foi se acumulando junto ao palco e foi com “Addicted” que Devid Townsend Project iniciou o seu concerto brutalíssimo. Devin foi o vocalista no álbum Sex & Religion com Steve Vai e o fundador, compositor, vocalista e guitarrista da banda Metal, Strapping Young Lad
O concerto cativou e impressionou pela positiva o público que os desconhecia e esteve sempre ao rubro com o concerto alucinante, criativo e intenso de Devin Townsend.
Foi quando Devin perguntou “what you deserve?” que introduziu para Ziltoid The Omniscient, boneco de dois dentes que serve de capa para o seu álbum com o mesmo nome. A seguir à música “Pixillate”, Devin perguntou ao público se alguém sabia dançar e começou a fazer uma dança completamente alucinada, pedindo a participação do público. Foi nessa sequência que introduziu para Bad Devil. N
a música final “Juular” Devin tinha uma surpresa reservada. Teve um artista convidado, Ihsahn. Depois da saída do palco o público quis mais e não arredou pé, enquanto Devin Townsend não voltou ao palco. Das poucas bandas que fizeram Encore, Devin Townsend Project ainda tocou mais três músicas, terminando com Deep Peace.

Foi chegado o tempo para mais um intervalo e recuperar energias com uma fantástica bifana da cooperativa local, pessoal incasável e que faziam-nas de uma forma fantástica e bem recheadas. O cansaço já se ia acumulando, mas Morbid Angel prometia e as energias iam ser necessárias para captar toda a intensidade desse final de noite. 
David Vincent - Baixo possuído 

Morbid Angel, a banda de Death Metal da Florida, EUA, deu início ao concerto com a música, “Immortal Rites”, do seu primeiro álbum que já conta com vinte e dois anos, “Altars of Madness”. Primaram o público com a intensidade e a garra em palco. O profissionalismo e a qualidade eram de qualidade superior e o “head banging” era geral e contagiante. As mãos e os dedos de David Vincent, o baixista e vocalista, voavam nas cordas. Nunca tinha visto ninguém tocar baixo daquela forma, fiquei fascinada. Tocaram, de entre as dezassete músicas no total, “Pain Divine”, “I am Morbid” “Dawn of the Angry” e a “Chapel of Ghouls” que ainda beneficiou de um solo extenso de Azagoth. 

Na música “God of Emptiness”, a penúltima música antes de terminar o concerto, o público, em ovação geral, estava ao rubro. Nada, nem mesmo o cansaço, impediu o público de terminar em êxtase com a última música de Morbid Angel, “World of shit” (The promised land). 


Os concertos terminaram, mas o pessoal, mesmo cansado, não quis dar por terminado o festival tão agradável e intenso que tinham vivido, por isso, uma grande multidão, dirigiu-se ainda para a zona das tendas onde a música continuava em grande.
De entre várias grandes bandas, pudemos ouvir Sepultura, Meshuggah e Slayer. Muita intensidade, moshes e energia que ainda estava para ser gasta. Eu, depois de levar um banho integral de cerveja, acabei por dar encerrada a noite, mas sempre com muito boa disposição e vontade de voltar novamente para o ano.


Reportagem elaborada e escrita por: Miriam Mateus 
Agradecimentos a: António Gaspar pelo apoio e colaboração na elaboração da mesma e a Nuno Santos pela reportagem fotográfica (todas as fotos aqui)

08/08/2011

Reportagem do primeiro dia do festival Vagos Open Air 2011



A entrada em Calvão fez-se tranquilamente, mas à medida que nos aproximávamos do recinto do festival o movimento de carros e pessoas aumentou consideravelmente. Apesar dos lugares de estacionamento serem já escassos nas proximidades, lá encontrámos um recanto onde deixar o carro e caminhar em direcção ao espaço reservado para o festival. Chegados ao espaço, pudemos contemplar a bonita lagoa e os espaços verdes circundantes de onde se destacava uma esplanada já recheada de fãs em cujas T-Shirts podia ler-se Opeth, Anathema e Vagos Open Air 2011. Foi assim que foram aproveitando o sol que sorria agradavelmente naquele dia.

20/07/2011

Vagos Open Air 2011 (tudo o que precisas saber)

É já nos próximos dias 5 e 6 de Agosto que terá lugar em Vagos mais uma edição do maior festival de Metal em Portugal. O cartaz está mais forte e consistente a cada ano que passa, conseguindo superar a elevada fasquia colocada em cada uma das edições anteriores.
Depois de já terem passado por Vagos, entre muitos outros e bons, Dark Tranquillity, Amon Amarth, Katatonia, The Gathering, My Dying Bride, Meshuggah, Amorphis e Carcass, este ano teremos Anathema, Opeth, Morbid Angel e Tiamat como cabeças de cartaz.
  
Para quem for será útil saber os horários previstos para a actuação das bandas :


A Songs for the Deaf estará nas semanas que antecedem o festival a dar destaque às bandas presentes.


FESTA DE RECEPÇÃO AO CAMPISTA – QUINTA-FEIRA, 4 DE AGOSTO 
Para quem chega mais cedo ao recinto do festival, o Vagos Open Air reservou uma noite animada na tenda com a melhor música seleccionada pelo DJ convidado Pedro Gonçalves aka DJ MrKool (Rockódromo) e competição Air Guitar, com oferta de prémios.

TRANSPORTES AVEIRO (CP)-VAGOS
Faz o download dos horários do autocarro aqui .

EXCURSÕES:
  • Metalhead Events (Lisboa) - Infoline: 917800767 - email: metalhead.events@gmail.com
  • True Spirit’s Alive (Porto) - Infoline: 916281178 - email: truespiritsalive@gmail.com
  • Music Azevedo (Braga/Guimarães/Viana do Castelo/Santa Maria da Feira) - Infoline: 919783046 - email: musicazevedo@gmail.com
  • Break Point (Vigo - Espanha) - Infoline: +34 986 205588 - Website: www.breakpoint.es
  • Metal Trip (Madrid - Espanha) - Infoline: +34 91 7450566 - Website: www.metaltripshop.com
 Toda a informação está disponível no site do evento

Veja também: