29/11/2012

Meshuggah + Decapitated @ Paradise Garage 28-11-2012


Apesar da noite fria em Lisboa, foram muitos os que se deslocaram ao Paradise Garage para mais uma noite de peso. A casa encheu e vibrou ao som de Meshuggah, Decapitated e CB Murdoc.

Eram 20h30 quando a primeira banda da noite, CB Murdoc começou o concerto. O som estava elevadíssimo e confuso e apesar de se conseguir perceber alguns instrumentos e voz, não foi uma audição fácil devido aos elevados decibéis. As pessoas circulavam com tampões nos ouvidos e na falta dos mesmos algumas soluções de última hora foram surgindo. Os temas eram fortes e intensos mas não houve grande participação por parte do público.

Com a entrada da segunda banda o cenário foi outro. O som continuou alto mas com os instrumentos muito mais perceptíveis e definidos. Decapitated, a banda da Polónia entrou logo para arrasar com The Knife, um tema do seu último álbum Carnival Is Forever, no qual centralizaram o concerto. Rafal Piotrowski, o vocalista, foi pedindo a participação do público que foi correspondendo e no terceiro tema já a parte central da plateia se agitava em moshes turbulentos. Passando pelo álbum de 2002 Nihilty, em Mother War e com o penúltimo tema Spheres Of Madness foram terminar com Day 69 do seu penúltimo álbum Organic Hallucinosis. Tiveram sempre uma grande presença em palco e o público reagiu ao mesmo, deixando em algumas ocasiões o rosto de Rafal satisfeito chegando inclusivé a aplaudir a reacção dos presentes.


Após o intervalo de cerca de meia hora foi chegada a vez dos suecos Meshuggah. O seu som único e complexo encheu o espaço quando entraram em palco e começaram a tocar o tema Demiurge do último álbum Koloss. As batidas enérgicas em consonância com os efeitos de luz foram uma constante. Seguiram com Pravus do seu álbum ObZen que serviu para abrir as hostilidades. No terceiro tema já o público se agitava e abria espaço para um moshe intenso no centro da plateia. Sem palavras o vocalista Jens Kidman provocava a reacção nos presentes, sendo bastante apenas alguns gestos para reagirem imediatamente. A meio do concerto a banda saiu do palco e o som de Mind’s Mirrors serviu de reentrada para uma segunda parte um pouco mais tranquila com os temas In Death – Is Life seguida de In Death – Is Death do álbum de 2005, Catch Thirtythree. O público ia reagindo e participando e viajando um pouco pela sua discografia. Pouco antes do fim foi a vez do vocalista falar pela primeira vez, mas em poucas palavras disse o essencial, que era um grande prazer estarem a tocar ali nessa noite. Terminaram com Rational Gaze  e saíram do palco.

 
Ainda faltava cerca de quinze minutos para perfazer hora e meia de concerto e ninguém arredou pé, chamando por Meshuggah, batendo palmas e essencialmente demonstrando que queriam mais. Voltaram então para um Encore de dois temas, Future Bleed Machine e Dancers To a Discordand System. A intensidade dos instrumentos, a voz e o jogo de luzes provaram a sua qualidade.

Set List:
  Obsidian
Demiurge
Pravus
Combustion
Glints Collide
Lethargica
Do Not Look Down
The Hurt That Finds You First
 Mind's Mirrors
In Death - Is Life
In Death - Is Death
Bleed
New Millennium Cyanide Christ
I Am Colossus
Rational Gaze
Encore:
Future Breed Machine
Dancers to a Discordant System
 The Last Vigil 


Por: Miriam Mateus
Fotos: Nuno Santos 

Todas as fotos na página do facebook 

 



22/11/2012

Trivium + Revolution Within @ Lisboa 20/11/2012

Apesar de uma terça-feira chuvosa previa-se que o Paradise Garage fosse encher para uma noite intensa e pesada. Os bilhetes esgotaram bem antes da data marcada, apesar de no próprio dia a promotora ainda ter disponibilizado a venda de algumas dezenas à porta. Mas, do prever uma noite intensa, a ver e sentir toda a plateia saltar ao som da banda americana, Trivum, foi sem dúvida um momento marcante e inesquecível. O vocalista, Matt Heaffy, repetiu vezes sem conta que o público português foi simplesmente “amazing”. E quanto ao público, esse delirou do princípio ao fim, sem parar de cantar, pular e entre moshes e crowd surfing, vibrar com a energia que emanou daquele palco.

Revolution Within
Para abrir as hostilidades estiveram no palco os portugueses Revolution Within. Entraram com a energia ao rubro e com a casa praticamente cheia, levaram o público a reagir quase imediatamente. Apresentaram temas do seu segundo álbum “Straight From Within” e foram muito bem recebidos. A parte central da plateia esteve praticamente sempre em movimento, com moshes e circle pits, culminando com um Wall of Death no seu último tema. Rui Alves puxou sempre pelo público e a banda, consistente, provou-se uma boa escolha como banda de abertura.

Durante o check sound de Trivium, a assistência mostrava-se ansiosa, chamando insistentemente por eles e interagindo inclusivé com o pessoal do check sound. Para um pré-aquecimento do público a banda escolheu passar o tema “Hallowed Be Thy Name”, dos Iron Maiden e mal a música terminou os Trivium entraram em palco.

Tudo parecia estremecer quando as primeiras batidas irromperam no Paradise Garage. Começaram com “Capsizing The Sea”, intro para a apelativa "In Waves" do seu último álbum com o mesmo nome, e foram desfilando temas de praticamente todos os seus álbuns. No terceiro tema, já todo o público saltava fazendo parecer um mar agitado. Era impossível não se deixar envolver por essas ondas gigantes e turbulentas.
Matt apresentou-se aos fãs em português e mencionou que apesar de a vontade de virem tocar a Portugal já existir há anos só agora conseguiram vir pela primeira vez. Este foi o último concerto da tour que dura há cerca de um ano e meio e ficou certamente marcado na história da banda como um grande momento, porque pelas suas palavras e reacção ficaram rendidos à forma como foram recebidos pelos portugueses. Penduraram inclusivé a bandeira portuguesa oferecida pelos fãs, na plataforma de onde se erguia a bateria, ficando ali até ao final do concerto.

Após "Entrance Of  The Conflagration” do seu terceiro álbum “The Crusade”, momento para um Wall of Death gigante, Matt continuou a puxar pelos fãs, pedindo mais e mais. Mencionou ainda que todos erámos iguais, a banda e o público e todos precisávamos estar em sintonia. A banda não ficou desiludida ou a frase “you’re amazing” não sairia de forma tão espontânea, consecutiva e sentida.



Em “Watch The World Burn” foi mais um momento de comunhão entre o público e a banda enquanto entoavam o refrão em uníssono. Após mais saltos, moches, circle pits e Wall of Death, chegou a altura do crowd surfing e esse quando começou foi consecutivo. O segurança que estava na frente não teve mãos a medir na recolha de corpos que iam aparecendo na frente no palco, mas incansável lá ia recolhendo um atrás de outro.


A banda mostrou-se sempre com grande à vontade e energia em palco e apesar do som elevadíssimo e algumas inconstâncias por parte da bateria, pode-se dizer que foi um dos melhores concertos do género nos últimos tempos, pela entrega de ambas as partes e pela intensidade constante. Dedicado a todos os presentes e a Portugal, terminaram em grande com “Throes of Perdition”.


Já na despedida e com o tema de fundo “Leaving This World Behind”, foram distribuindo umas centenas de palhetas e algumas baquetas pelo público, deixando a promessa do regresso a Portugal.
 
SET LIST:
In Waves
Like Light to the Flies
Rain
Into the Mouth of Hell We March
Down From the Sky
Entrance of the Conflagration
Black
The Deceived
Watch the World Burn
A Gunshot to the Head of Trepidation
Ember to Inferno
Built to Fall
Dying in Your Arms
Pull Harder on the Strings of Your Martyr
Torn Between Scylla and Charybdis
Throes of Perdition

BREVE ENTREVISTA A REVOLUTION WITHIN:

No seguimento do concerto, a Songs For The Deaf Radio conseguiu uma espécie de flash interview com a banda de abertura, Revolution Within.

Songs For The Deaf Radio: O que sentiram ao saber que iam abrir o concerto de estreia em Portugal dos Trivium? Superou as vossas expectativas?
Revolution Within: Ficámos extremamente contentes pois sabíamos de antemão que seria uma excelente oportunidade de chegar a mais público. Era uma oportunidade pela qual ansiávamos e que não podíamos desperdiçar… Por outro lado, também ficámos satisfeitos por vermos que o nosso trabalho também é reconhecido por quem organiza eventos. Quem sabe num futuro próximo poderá servir-nos para abrir portas lá fora…
No que diz respeito ao concerto, superou largamente as nossas expectativas, sem dúvida! Pensávamos que, uma vez que éramos a banda de abertura, teríamos muito menos público que os headliners… Ainda bem que nos enganámos!
O concerto foi brutal! O público foi extraordinário! Nunca pensámos ter tão boa reacção! Por mim voltávamos a tocar hoje (risos)…

SFTD Radio: O que se pode esperar dos Revolution Within, no futuro?
RW: O mesmo de sempre: entrega, atitude, alegria, humildade e prazer. Não sabemos fazer as coisas de outra forma. Tudo o que conseguimos até hoje foi à custa de algum sacrifício, mas tem valido a pena, sem dúvida. Naturalmente queremos continuar a crescer e a ver o nosso trabalho reconhecido, por isso parece-me legítimo que no futuro queiramos chegar ainda a mais pessoas. Esperamos dar mais concertos, sendo que alguns desses concertos serão no estrangeiro, pois será mais uma forma de provar o nosso valor. Tudo a seu tempo e de uma forma minimamente organizada para não apanharmos dissabores…


Reportagem por: Miriam Mateus
Fotos: Nuno Santos (mais fotos aqui) 
Entrevista por: Joana Carriço





Fear Factory + Devin Townsend Project - Paradise Garage 19 Novembro 2012



O Paradise Garage encheu para uma noite de peso e intensidade com a presença dos tão aguardados Fear Factory e Devin Townsend Project. 

Apesar de ser uma segunda-feira, a casa estava já bem composta quando os noruegueses Dunderbeist subiram ao palco. Com pinturas nos olhos a simular máscaras com lágrimas pretas a escorrer pelo rosto, foram desfilando temas pesados e com boa recepção por parte do público. Apesar de não muito conhecida pelos presentes, revelou-se promissora, tanto pela reacção dos presentes que os ia acompanhando em alguns temas, como pela consistência musical. Com dois vocalistas e boa dinâmica, Dunderbeist, foi sem dúvida um bom aquecimento para os concertos que se seguiriam.

O muito aguardado Devin Townsend Project começou a sua apresentação ainda durante o check sound. No ecrã gigante que se erguia no palco começaram a passar imagens estranhas e sons associados, que os fãs da banda já tão bem conhecem. Entre elas encontra-se uma das figuras que se tornou emblemática e muito aclamada pelo público, Ziltoid. O humor das cenas que iam passando fez com que o espaço se enchesse de gargalhadas e boa disposição e foi igualmente com esse espírito que Devin entrou no palco.

A sua entrada, associado à sua figura influente e cativante, agarrou o público no primeiro instante. O concerto abriu com Supercrush!, e com a sua voz melodiosa e poderosa, associada aos riffs bem definidos e bateria dominante, Devin encheu o espaço e cativou imediatamente os presentes.

O intercâmbio entre a banda e os fãs foi constante, tanto que a determinada altura o canadiano, com o seu ar bem-disposto, pediu uma luva que um fã erguia à qual chamou de “Mickey Mouse glove”, de forma a usá-la durante a música. Como seria de esperar esta acabou por atrapalhar enquanto tocava e tentava calçar e ergar a luva no ar. Foi um momento de humor e isso é algo que não se pode desvincular deste magnífico projecto.

Tocaram quatro temas do seu projecto a solo, entre eles Planet Of The Apes e Juular e ainda Vampira, de Devin Townsend Band que Devin dedicou a uma fã na frente no palco, chamando-a de 'vampire princess'. A participação do público foi de tal forma constante e activa que influenciou a banda a alterar o último tema previsto no alinhamento, por Color Your World (em virtude do aclamar constante dos presentes pelo seu hand puppet, Ziltoid). Devin pediu então uma participação mais activa no tema Lucky Animals. No refrão todos teriam de fazer a coreografia apresentada, levantar os braços e abanar as mãos. Escusado será dizer que o público nem questionou e aderiu imediatamente. Se dúvidas houvessem desvaneceram-se nesse momento.

Color Your World declarou então o término do fantástico concerto, com grande ovação por parte do público. A sua voz, a sua música, originalidade e bom humor não deixaram ninguém indiferente e foram sem dúvida contagiantes. Quem esteve presente poderá certamente dizer que foi um concerto alucinante, poderoso e divertido.

SET LIST:
Supercrush!
Kingdom (Devin Townsend cover)
Truth (Devin Townsend cover)
Planet of The Apes
Where We Belong
War (
Devin Townsend cover)
Vampira (The Devin Townsend Band cover)
Lucky Animals
Juular
Grace
Color Your World (Devin Townsend cover)




Após um intervalo que para os fãs pareceu longo, tal era a ansiedade pela última banda da noite, foi a vez dos Fear Factory subirem ao palco. Abriram com Industrialist (do seu último álbum com o mesmo nome) e a plateia entrou imediatamente em erupção. Em segundos a parte central abriu-se numa clareira gigante empurrando os restantes para as zonas laterais, tal era a turbulência e moshes intensos.

O som estava altíssimo mas nem por isso ficou distorcido ou confuso, percebiam-se perfeitamente os riffs de Dino Cazares e as batidas enérgicas da bateria. Foram desfilando temas dos seus álbuns mais antigos, essencialmente de Obsolete (1998) e Digimortal (2001) e enquanto o faziam, a energia que emanava do palco era intensa e poderosa e eram poucos os que não se deixavam influenciar por ela. Apesar do vocalista Burton C. Bell ao terceiro tema já estar rouco, característica que segundo os fãs é comum de acontecer, esteve sempre a dar o seu máximo para um concerto que se provou ser de peso.



A banda que, conforme reforçado por Burton, fez no passado Halloween os seus 22 anos de existência, tem continuado a angariar fãs pelo mundo fora e continuam empenhados em continuar. Quando chegaram a meio do seu concerto de cerca de hora e meia, momento em que aparentemente o público começava a afrouxar nos moshes, tocaram o tema Martyr e com ele surgiu de novo a explosão na zona central da plateia. Era impossível não sentir a agitação e energia.
Foi entre aplausos, saltos e ovação geral que terminaram com Replica, tema este já com 17 anos. Apesar da cerca de hora e meia de concerto os fãs ficaram com desejo de mais.


SET LIST:
The Industrialist
Shock
Edgecrucher
Smasher/Devourer
Powershifter
Acres Of Skin
Linchpin
Resurrection
Recharger
Martyr
Scapegoat
Demanufacture
Self Bias Resistor
Zero Signal
Replica
 
Por: Miriam Mateus
Fotos: Nuno Santos (Mais fotos, aqui)

20/11/2012

Anathema ao vivo Radio 3 (Espanha)

A apresentação, em formato acústico, dos Anathema no programa "Los Conciertos de Rádio 3" (Espanha), no mês passado, dias depois de terem passado pelo nosso país, foi emitida esta noite na TVE2. Vejam aqui na íntegra :
Setlist :
-Untouchable Part I
-Untouchable Part II
-Thin Air
-Dreaming Light
-Closer

Notícias relacionadas :  Daniel Cardoso, o novo membro de Anathema | Report concerto Anathema + Astra em Lisboa | Entrevista Daniel Cardoso (Anathema)

Fear Factory + Devin Townsend 19 Nov 2012 (setlists + videos)

Ficam aqui as setlists da noite de ontem no Paradise Garage. Mais abaixo deixamos uma playlist (em construção) onde irão sendo adicionados os vídeos das duas últimas noites. Em breve publicaremos as fotos e a report destes gigs. Estejam atentos à nossa página no Facebook.

18/11/2012

W.A.S.P. 30 Years Of Thunder @ Campo Pequeno, 10-11-2012

Portugal, Lisboa, Campo Pequeno, 10 de Novembro de 2012 : o retorno dos lendários W.A.S.P. ao nosso país para celebrarem os seus 30 anos de carreira com um excelente concerto da sua “30 Years of Thunder Tour”.


Antes de se falar das vedetas da noite, falemos primeiro das bandas de abertura, que foram, nem mais nem menos, 3 bandas nacionais, sim, 3 bandas portuguesas, todas provenientes da zona de Lisboa, MISS LAVA, ATTICK DEMONS E IBERIA. Todas elas estão de parabéns pelas suas excelentes actuações, apesar de algumas adversidades e problemas que existiram ao nível do som, que nada teve a ver com a performance das bandas, mas sim com os técnicos de som da produção, e restrições de PA por parte de W.A.S.P., todas elas souberam fazer o melhor que sabem e mostraram que músicos que são músicos e que dão valor ao seu trabalho e a quem os apoia tocam seja em que condições forem e dão sempre o seu melhor. É também de referir o pouco tempo que as bandas nacionais tiveram para a troca do backline e preparação das suas actuações.


Miss Lava
A primeira banda a entrar em palco foram os MISS LAVA, com o seu tema “Desert Mind”. Apesar do pouco público ainda presente a banda de Johnny Lee na voz, K. Raffah na guitarra, Samuel Rebelo no baixo e J. Garcia na bateria não deixou de mostrar a sua energia e excelente performance em palco, produto das várias actuações realizadas por todo o país, incluindo alguns festivais, tais como o Rock In Rio - Lisboa, Vagos Open Air e Faro Bike Meeting, tours na Grã-Bretanha e também nos Estados Unidos, algumas delas como banda de suporte a Slash, Entombed e My Dying Bride, entre outras. Seguiu-se “Black Rainbow” tema do 1.º álbum da banda lançado em 2009, “Blues For The Dangerous Miles”, que teve uma grande receptividade por parte do público que se encontrava presente. “Feel” é o tema que se segue, mas é com “Ride” dedicado a W.A.S.P e ao facto de participarem neste evento que o público começa a interagir com a banda. Após este tema do 2.º álbum da banda, editado este ano, “Red Supergiant”, MISS LAVA mostram-nos mais um tema deste novo trabalho com “Catch The Fire”. E é com “Don’t Tell a Soul” e “SleepWith The Angels” que terminam a sua actuação.



Attik Demons
​A segunda banda a entrar em palco foram os ATTICK DEMONS, banda formada em 1996. Esta banda de Heavy Metal da zona de Almada, apresentou-nos os seus temas do seu álbum “Atlantis” que foi lançado em 2011 : “City of Golden Gates”, “The Flame of Eternal Knowledge”, “Atlantis”, que teve um grande apoio por parte do público, e “Sacrifice”. Em “Moonlight Walks”, a faixa de bónus da edição japonesa do seu álbum, o público entrou ao rubro, interagindo com a banda com bastante entusiasmo. Neste tema foram notórias as influências que estão por detrás da banda, ou seja, bandas como Iron Maiden, Helloween e mesmo Manowar. Para além deste álbum, a banda constituída por Artur Almeida na voz, Luís Figueira, Hugo Monteiro e Nuno Martins nas guitarras, João Clemente no baixo e Gonçalo Pais na bateria, conta também no seu historial com duas promo tape, uma de 1996 e outra de 1997, um tributo aos 20 anos de Tarantula que saiu em 2001, e antes disso um EP “Attick Demons” que saiu em 2000, do qual retiraram o último tema da noite “The Believer”, que mais uma vez teve um grande apoio do público que se encontrava presente no Campo Pequeno. É também de salientar a energia e a excelente postura e performance de todos os músicos da banda, interagindo entre eles e com o público com bastante entusiasmo e animação.


Ibéria
​A terceira banda a entrar em palco foram os que IBÉRIA, banda já bastante conhecida no universo musical nacional. A banda apareceu por volta de 1986, e gravou dois álbuns, “Ibéria” em 1988 e “Heroes of The Wasteland” em 1990. Após uma paragem de quase 10 anos (mais ou menos entre 1997/2007) ressurge com uma reedição dos dois álbuns já editados em 2009 e, após um concerto no In Live Caffe da Moita em Junho de 2009, anunciaram o regresso em força aos palcos. É então que começaram a trabalhar no seu novo álbum “Revolution” que saiu em 2011. E é com os temas deste novo álbum que os IBÉRIA começam a sua actuação no Campo Pequeno iniciando com “Revolution”, seguindo-se “All Night Flying”, “She Devil” e em seguida “Angel”, uma das músicas que mais apoio teve por parte do público e uma das mais ouvidas deste novo álbum. A finalização da apresentação do seu mais recente trabalho ficou a cargo de “N.I.T.R.O”, que também contou com o apoio dos fans e amigos que se encontravam no Campo Pequeno. Para terminarem a sua actuação os IBÉRIA não desiludiram quem esteve lá para os ver actuar, e voltaram às origens deixarando o público a vibrar com “Fuck The Teacher” e “Unfaithfull Guitars”. Mas faltava uma!!! Onde estava o “Hollywood”??? A música porque todos esperavam não foi tocada apesar de constar na set list da banda para este concerto devido à limitação de tempo imposta pela produção. Apesar de o som não ser o melhor, devido aos problemas atrás referidos, a banda tudo fez para que tudo corresse pelo melhor, e assim foi, pois tiveram uma boa postura em palco e apesar de todas as adversidades não desiludiram os seus fans e amigos.


W.A.S.P.
Após um longo tempo de espera surge a banda da noite W.A.S.P.!!! Sem grande espectáculo em si, apenas com 3 ecrans a relembrarem-nos partes dos clips das músicas que tocaram, ou eventos da sua carreira de 30 anos, não deixaram ninguém indiferente. Ao contrário do que sucedeu com as bandas de abertura, o som esteve no seu melhor e a voz de Blackie Lawlesspôde-se ouvir tal como nos velhos tempos. Apesar de para a maioria de nós W.A.S.P. ser uma banda de 4 elementos, com Douglas Blair, na guitarra, Mike Dude no baixo e Mike Dupke na bateria, foi notório o destaque dado ao vocalista e guitarrista da banda Blackie Lawless, que se encontrava num pedestal acima do resto da banda e pouco interagindo com os seus companheiros. Mas o público vibrou, cantou e adorou todo o espectáculo com uma set list que em nada difere das tocadas noutros países, tais como Espanha e França, mas para infelicidade do público, nem foi dada a hipótese de existir um encore. Foi um bom espectáculo, sem dúvida, com destaque para “The Real Me”, “Wild Child”, “I Wanna Be Somebody” (onde pela primeira vez foi pedido ao público para interagir com a banda) e “Blind in Texas”. Mas desde a primeira até à última música o público fez-se ouvir com força por todo o Campo Pequeno, apesar de este não estar completamente cheio.
Apesar de Blackie Lawless ter referido que o espectáculo seria divido em três partes, estas apenas se aperceberam pelo decorrer da actuação, e não por existir algo de concreto que distinguisse uma parte da outra. Assim sendo, a set list do Campo Pequeno foi:





- “On Your Knees”

- “The Torture Never Stops”

- “The Real Me”

- “L.O.V.E. Machine”

- “Wild Child”

- “Sleeping In The Fire/Forever Free”

- “The Headless Children”

- “I Wanna Be Somebody”

- “The Crimson Idol Set – The Titanic Overture – Intro”

- “The Crimson Idol Medley – The Invisible Boy/I Am One/The Gypsy Meets The Boy”

- “The Idol”

- “The Great Misconceptions of Me”

- Drum solo

- “Chainsaw Charlie (Murders in the New Morgue)”

- “Heaven’s Hung In Black”

- “Blind In Texas”



Reportagem: Ana Margarida Santos
Fotos: Nuno Silva

- MISS LAVA :
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.464839083566706.137525.100001218544206&type=3


- ATTICK DEMONS:
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.464852730232008.137531.100001218544206&type=3


- IBÉRIA:
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.464865476897400.137535.100001218544206&type=3


- W.A.S.P.:
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10151276193943331.483549.688808330&type=3


Videos: Ana Margarida Santos


- MISS LAVA: http://www.youtube.com/watch?v=WmVPjVNNjPU
- ATTICK DEMONS:​http://www.youtube.com/watch?v=saFWkaOgFPk

​​​http://www.youtube.com/watch?v=-TzapAobi1o
- IBÉRIA: http://www.youtube.com/watch?v=r8nxILRRZK0

- W.A.S.P.:​http://www.youtube.com/watch?v=C5n4To4Wp6Q

​​http://www.youtube.com/watch?v=ogc4InCT5xY

​​http://www.youtube.com/watch?v=lpfa2P1ppHM

​​http://www.youtube.com/watch?v=8Q8IrZODZVg

​​http://www.youtube.com/watch?v=jhc6bVOQqsE

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